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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aprovado o fim 13º salário pela Câmara dos Deputados!!! Falta apenas a aprovação do Senado!


Enquanto a gente se distrai com a Copa do Mundo, o Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem percebe.....vejam essa:
Fim do 13º já foi aprovado na Câmara dos Deputados pelos partidos: PFL, PMDB, PPB, PPS, PSDB, e encaminhado para a aprovação do Senado.
Para conhecimento, O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da CLT. Provavelmente será votado após as eleições, é claro....
A maioria dos deputados federais do PFL e PSDB, estão neste momento tentando persuadir junto ao Senado, a aprovação do fim do 13º salário, bem como, a extinção da Licença de Férias.
As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo de todo tipo que recebem, eles não cortam.
Conheça os nomes dos digníssimos deputados que votaram a favor deste Projeto em todo Brasil.
Por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles são candidatos fortes nas próximas eleições:

01- INOCÊNCIO OLIVEIRA - PFL
02- JOEL DE HOLLANDA - PFL
03- JOSÉ MENDONÇA BEZERRA - PFL
04- OSVALDO COELHO - PFL
05- ARMANDO MONTEIRO - PMDB
06- SALATIEL CARVALHO - PMDB
07- PEDRO CORRÊA - PPB
08- RICARDO FIÚZA - PPB
09- SEVERINO CAVALCANTE - PPB
10- CLEMENTINO COELHO - PPS
11- CARLOS BATATA - PSDB
12- JOÃO COLAÇO - PSDB
13- JOSÉ MÚCIO MONTEIRO - PSDB

DIVULGUEM!!!
Agora, enquanto isso, eles distraem a gente com referendos ridículos! E, nas votações que realmente importam, não nos cabe participar?
É hora de acordar antes que seja tarde demais!!!
NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!!!
Divulguem!!! E não fique só reclamando do nosso país!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Corrupção: Um dom dos brasileiros...

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Corrupção: Um dom dos brasileiros...

Você já parou para pensar em tudo que mudou na sua vida nos últimos dez anos? Certamente muita coisa mudou, tanto em quesitos individuais, quanto sociais. Realmente tudo no Brasil mudou e melhorou, a exceção é a corrupção que continua escancarada para quem quiser ver e participar.
Ser corrupto é dom dos brasileiros (100% é exagero, vamos colocar 93%) quando chegam ao poder, todos tem a capacidade de ser um velho corrupto sentado numa cadeira luxuosa do senado ou câmara, basta só dizer que se importa com seu povo e periodicamente (a cada 4 ou 8 anos) doar um saco de cimento, alguns blocos e areia para reformar os currais dos seus eleitores.

A prova de que a corrupção é uma doença genética de nós "brasilianos" é que se criança votasse trocaria seu voto por uma mão cheia de bala ou por 40 santinhos (criança tem o costume de juntar e trocar os chamados "papel de político").
Voltando ao que realmente interessa, a corrupção se encontra em todos os lugares, nas filas da lotérica para tirar o bolsa família, do INSS para dar entrada na aposentadoria (agora a corrupção do INSS dá-se por agendamento via telefone), no posto da receita federal, na banca do jogo do bicho lá na esquina que embora seja ilegal, rouba menos que a própria loteria federal.
Temos ainda corrupção no maracanã, aos pés do Cristo lá no Rio.
Os governos roubam em todas as esferas e a culpa cai sobre as costas do PCC. Temos propineiros nas penitenciarias, nas prefeituras, secretarias estaduais e municipais, nos ministérios que pertenceram ou não à Dilma, até o filho do quase santo Lula tem o rabo preso.
Corrupção na Polícia rodoviária estadual que libera motocicleta com reboque irregular em troca e água de coco (eu vi hein! Coisa feia...). Resumindo, corrupção ontem, corrupção hoje, corrupção amanhã e corrupção sempre! E glória a Deus lá nas alturas (este que nunca corrompeu-se) por me fazer cidadão brasileiro, embora eu não negue que se tivesse nascido na Finlândia (a terra do papai Noel) ou no Haiti eu seria realmente Mais Feliz! (Eu e essa mania de fazer propaganda da prefeitura).

Se alguém me perguntar... "eu não sei de nada!"

Política Simãodiense: Corrupção: Um dom dos brasileiros...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Opera Mundi

 

15/12/2010 - 09:10 | Natalia Viana* | São Paulo

Wikileaks: FBI participou de investigação da morte da missionária Dorothy Stang

Uma série de documentos publicados pelo Wikileaks mostra que a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília acompanhou de perto as investigações sobre a morte da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, preocupados com a corrupção dos policiais e com a atuação do FBI no caso. “Devido à natureza política e à extensiva cobertura midiática do caso, o FBI vai se manter extremamente discreto”, revelou um dos despachos.
O FBI participou na primeira fase da investigação, ao lado da polícia brasileira, reunindo provas para um processo contra Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista nos Estados Unidos. A policia federal norte-americana chegou a entrevistar os acusados enquanto estavam sob custódia brasileira. Os dois foram condenados por um tribunal do júri em Washington em junho de 2005. No Brasil, o último acusado, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, só foi condenado definitivamente em abril deste ano.
O FBI mantém um escritório em Brasília para atuar em solo nacional.
Dorothy Stang foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005 em Anapu, Pará, por defender famílias sem-terra que ocupavam um projeto de desenvolvimento sustentável em uma região marcada pela violência conduzida por grileiros de terra.
Leia mais:
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Julian Assange: 'é fascinante ver os tentáculos da elite americana corrupta'
O FBI, discreto
Um despacho de 18 de fevereiro de 2005 diz que, pouco após a morte da missionária, o embaixador norte-americano John Danilovich se encontrou com o subsecretário do Itamaraty Ruy Nunes Pinto Nogueira para mostrar o interesse dos EUA no caso. Danilovich ouviu que o governo ia fazer o maior esforço possível para punir os culpados.
Pouco depois da morted e Dorothy, o advogado-geral dos EUA estudou os fatos do caso e decidiu que queria processar os assassinos nos EUA. Isso porque, segundo o FBI, o crime foi uma violação à lei norte-americana, que estabelece a culpabilidade de assassinos de cidadãos norte-americanos, mesmo em outro país.  O crime tem que ser uma “coação, ou retaliação, contra o governo ou a população civil”.
A unidade extraterritorial  do FBI, sediada em Miami, decidiu enviar dois agentes ao Brasil para auxiliar na investigação na semana do dia 21 de fevereiro. Segudo o despacho, o time legal da embaixada estava consultando policiais brasileiros a esse respeito.
“Devido à natureza política e à extensiva cobertura midiática do caso, o FBI vai se manter extremamente discreto”, explica Danilovich.
Policiais corruptos
A embaixada acompanhou de perto o desenrolar das investigações e conversou com testemunhas-chave sobre o andamento dos processos. Danilovich transmite com preocupação, em um documento de 22 de fevereiro, o medo de um oficial envolvido na investigação – cujo nome será preservado conforme as regras de segurança do Wikileaks –  de que a corrupção policial prejudicasse o andamento do caso.
“Aparentemente a investigação está correndo bem, mas há sérias preocupações de que a polícia pode estar comprometida por ligações impróprias com grandes donos de terra na região que estão envolvidos em apropriação ilegal de terra e desmatamento”, diz o texto.
Leia mais:
Wikileaks: embaixada dos EUA diz que espaço aéreo de Brasília é vulnerável a ataques terroristas
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Manifestantes protestam contra prisão de fundador do Wikileaks em São Paulo
“Um  oficial se disse ‘profundamente preocupado’ com a possibilidade de que a investigação seja manipulada pelas autoridades. Acredita-se que autoridades estatais corruptas tenham permitido a grilagem de terra em larga escala e o desmatamento durante anos”, descreve o embaixador. Essa mesma fonte diz a ele que Dorothy era “uma pedra no sapato” dos fazendeiros e policiais.
“(O oficial) não teve papas na língua, ele nos disse que os policiais nas zonas rurais estão proximamente ligados a grandes fazendeiros e são contratados como pistoleiros para intencionalmente obstruir investigações”.
Essa fonte afirmou que estar “muito preocupada com a direção da investigação, a rapidez com que a polícia encontrou os quatro suspeitos e a segurança dos que estão sob custódia”, afirmando que eles podiam ser  “apagados” na prisão. Rayfran Neves teria sido ameaçado e coagido pela polícia militar.
Outra fonte, um político, corrobora esse alerta. “Em razão das preocupações de longa data sobre a eficiência, corrupção e baixa moral da PM em todo o Brasil, além de preocupações especificas sobre a atuação da PM do Pará na investigação sobre Stang, vamos monitorar proximamente o caso para ver se o caso será federalizado”, conclui o documento.
Em outras comunicações, o embaixador mantém a preocupação com o andamento ds investigações e transmite uma visão favorável à federalização do caso.
FBI interroga no Brasil
A embaixada também foi bastante atuante ao acompanhar a visita do irmão de Dorothy, David Stang, ao Brasil. Pouco depois da visita de David, em 3 de março, Danilovich envia outro telegrama no qual reclama do então ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos.
“Estamos meio confusos com a relutância de Bastos de federalizar o caso devido ao alto envolvimento federal e a oportunidade do caso ser teste para a nova lei da federalização”, comenta ele.
No mesmo telegrama o embaixador explica que três investigadores do FBI -  sendo que um deles trabalha permanentemente no Brasil – viajaram até a cena no crime e “colheram testemunhos, fotos e vídeo das autoridades  policiais brasileiras”.
“Os investigadores do FBI também interrogaram os três suspeitos atualmente sob custódia brasileira”, prossegue o telegrama. “Um deles se recusou a falar e os outros reconheceram sua participação no assassinato”.
Com base nessa visita, o advogado-geral dos EUA iria apresentar  caso perante o tribunal do júri.
Imprensa critica Irmã Dorothy
Em 2 de maio, Danilovich descreve o que vê como uma clara tentativa da mídia local de desmerecer Dorothy Stang. “Recentemente tem havido um esforço concertado em alguns veículos do Pará de desmerecer a Irmã Dorothy. Uma revista chamada Hoje publicada na última semana na cidade de Altamira fez críticas ácidas à freira e aos integrantes do PT”, diz o documento.
“O superintendente  da PF José Sales também dividiu conosco sua opinião pessoal que a Stang foi muito longe: ela uma vez procurou Sales e pediu que ele ‘retirasse os grileiros a qualquer custo’.  Quando Sales respondeu que isso teria que ser feito pelos meios legais, ela respondeu que faria ‘da sua própria maneira’” descreve.
*Especial para o Wikileaks

Opera Mundi

Câmara dos Deputados aprova salário de R$ 26,7 mil | Política

 

Projeto segue para o Senado Federalm onde deve ser votado nesta quarta

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um projeto elevando para R$ 26,7 mil o salário dos parlamentares, do presidente, do vice e dos ministros de Estado a partir de 1º de fevereiro de 2011.
O projeto segue agora para o Senado Federal, onde pode ser votado ainda nesta quarta. Por ser decreto legislativo, ele não precisa ser sancionado pela Presidência da República. As informações são do G1.

Câmara dos Deputados aprova salário de R$ 26,7 mil | Política

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Serra é agredido durante enfrentamento entre militantes em ato de campanha no Rio

Publicada em 20/10/2010 às 14h18m
Fábio Brisolla - O Globo; Valor Online

RIO - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi agredido na tarde desta quarta-feira quando fazia uma caminhada pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Militantes do PT confrontaram com bandeiras a comitiva do tucano, gerando muito empurra-empurra. De acordo com o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o presidenciável chegou a ser ferido na cabeça.
Segundo o pastor Maurício Teixeira, que estava ao lado de Serra no momento de maior conflito, um militante petista atirou uma bobina de adesivos de papel, que acertou a cabeça do candidato. No meio da confusão, o tucano comentou rapidamente o episódio.
" Esse é o estilo deles. É o estilo das tropas de assalto dos nazistas "
________________________________________
- O PT tem tropa de choque. Não sei o que foi previsto, mas eles fazem isso no piloto automático - disse Serra, que estava visivelmente tenso.
- Esse é o estilo deles. É o estilo das tropas de assalto dos nazistas. Um comportamento muito típico de movimentos fascistas - completou.
O empurra-empurra entre os militantes tucanos e petistas começou na metade final da caminhada, depois que os cabos eleitorais do PT passaram a xingar Serra. No meio da confusão entre as militâncias, o objeto teria sido lançado na cabeça do presidenciável. Comerciantes fecharam as lojas com medo da briga.
Serra chegou a entrar na van de sua campanha após o incidente, mas o veículo parou poucos metros depois, quando o candidato desembarcou para seguir com a caminhada. O tucano passava a mão na cabeça, mas não havia sinal de sangramento.
Após caminhar por 100 metros, Serra entrou novamente na van e fseguiu direto para a clínica Sorocaba, em Botafogo, onde foi examinado pelo oncologista Jacob Kligerman. O médico não identificou nenhum tipo de ferimento ou sequela, mas determinou que o candidato suspendesse o restante de sua agenda.
Após a consulta Serra ainda seguiu para o hospital Samaritano, em Botafogo, onde fez uma tomografia e passou por um outro exame. A assessoria de Serra cancelou a visita às obras do Maracanã, que estava prevista para a tarde desta quarta-feira, assim como o encontro com a militância do PSDB no restaurante Porcão Rio´s, na Zona Sul da cidade. O candidato embarcou às 17h30 para São Paulo e deve repousar o restante do dia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

POR ISSO QUE O BRASIL ESTÁ ASSIM!!!!!

Por Unanimidade!!!
STF extingue processo contra Roriz, mas não decide sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano.

Publicada em 29/09/2010 às 15h03m
Carolina Brígido


RIO - Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivaram nesta quarta-feira a ação movida pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a Lei da Ficha Limpa. Roriz desistiu de sua candidatura após impasse no STF que não definiu se ele poderia continuar candidato ou não. Foi extinto todo o processo, desde o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Assim a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra a qual recorreu, não existe em relação a Roriz. Como foi extinto sem a análise do mérito, é como se o julgamento do STF da semana passada que ficou empatado nunca tivesse ocorrido.

Na votação, quatro ministros - Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski - defenderam que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o registro da candidatura de Roriz, fosse declarada a definitiva. Seis ministros - Ellen Gracie, Dias Toffoli, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso - discordaram e não chancelaram a decisão do TSE.

Na prática, o STF continua sem decidir - e sem declarar concordância ou discordância com o TSE, que havia determinado que a Lei da Ficha Limpa vale para este ano. O STF declarou por unanimidade que a decisão no próximo recurso terá repercussão geral - ou seja, a justiça brasileira terá de seguir o mesmo entendimento.

Assim, os candidatos considerados "ficha suja" vão concorrer sub júdice no domingo. Caso no futuro o STF decida que a lei vale para estas eleições, eles podem não ser diplomados. ( Conheça os principais pontos da Lei da Ficha Limpa )

Na semana passada, o STF começou a julgar se Roriz podia ser candidato e se a Lei da Ficha Limpa vale para as eleições deste ano. Com o empate no julgamento em 5 a 5, houve um impasse. Os ministros ainda tentaram resolver como seria proclamado o resultado, mas não houve consenso. No dia seguinte, porém, Roriz resolveu abandonar a candidatura e lançar a sua mulher, Weslian Roriz (PSC), ao governo do DF.

Agora, o TSE vai analisar o caso de Weslian. Nesta quarta, o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, afirmou que todas as trocas de candidaturas serão examinadas de acordo com a sua legitimidade . Lewandowski disse estranhar tal troca e que é preciso avaliar se ela se deu de uma forma legítima.

Na terça-feira, o procurador-regional eleitoral no DF, Renato Brill, e o procurador-regional substituto, José Osterno Campos de Araújo, assinaram um parecer contrário ao registro da candidatura de Weslian. O parecer ainda será encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). ( Leia mais: Em debate na TV, Weslian se confunde e defende corrupção em participação cheia de tropeços )

"Efeito Tiririca" pode levar candidatos com poucos votos à Câmara

Caso semelhante ocorreu em 2002, quando Enéas Carneiro, então no Prona, teve 1,5 milhão de votos e levou outros cinco candidatos de baixa votação à Câmara Federal

Pesquisas estimam que o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o "Tiririca" (PR-SP), consiga tantos votos – pode ser o escolhido de um milhão de eleitores – não apenas sairá da eleição deste domingo (3) com o título de mais votado do País como levará ao Congresso uma estimativa de quatro candidatos, não importa quão votados eles tenham sido. Por ser a bola da vez, o fenômeno do "puxador de votos" foi batizado com o nome do palhaço e virou "efeito Tiririca".

Mas, outro caso emblemático já havia acontecido em 2002, quando Enéas Carneiro foi eleito deputado federal pelo Prona com 1,5 milhão de votos. Ele levou para o Congresso mais cinco candidatos de sua legenda com votação inexpressiva: Amauri Gasques (com 18.421 votos), Irapuan Teixeira (673), Ildeu Araújo (382), Elimar Máximo Damasceno (284) e Vanderlei Assis (apenas 275). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Isso acontece porque os votos são antes do partido ou da coligação que do candidato. No sistema de eleições proporcionais - para deputado estadual, federal e vereador - não basta que o candidato seja o mais votado. Ele precisa que a legenda atinja o coeficiente eleitoral, número que resulta da divisão dos votos válidos (dados ao candidato mais aqueles à legenda) pelo total de cadeiras na Câmara Municipal, Assembleia Legislativa Estadual ou que o Estado tem direito na Câmara Federal (70, por exemplo, no caso de São Paulo).

"A legislação prestigia o fortalecimento dos partidos, não das candidaturas", explica a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Segundo o órgão, os votos brancos também entravam no cálculo dos válidos. Mas, em 1997, uma lei igualou brancos e nulos, sendo que agora nenhum dos dois entra na conta. Hoje, a única diferença entre eles é como cada um expressa a vontade do eleitor. Os nulos indicam descontentamento e, os brancos, indiferença.

Após a definição do coeficiente eleitoral, será calculado o coeficiente partidário. A conta é feita da seguinte maneira: divide-se o total de votos daquele partido pelo coeficiente eleitoral. O resultado será o número de cadeiras às quais o partido terá direito e que serão divididas entre os candidatos da legenda, de acordo com a hierarquia da votação (os mais votados dentro da legenda ou coligação ficam no topo).

Coligações
No sistema proporcional, "existem sempre partidos que ficam sobrerrepresentados e outros que ficam sub-representados", explica a professora de Ciência Política da UFMG Helcimara de Souza Telles. Legendas com grande número de candidatos são mais votadas e têm, "proporcionalmente, mais cadeiras do que votos, e os (partidos) pequenos acabam tendo, proporcionalmente, menos cadeiras do que votos".

É aí que entram as coligações. Aquele um milhão de votos do Tiririca não irá beneficiar apenas o seu partido, o PR, mas toda a aliança "União para Mudar", composta por PT, PRB, PDT, PTN, PR, PSDC, PRTB, PRP, PCdoB e PTdoB. Helcimara explica que, "quando os partidos se coligam, não são mais tratados como partidos. É contada a coligação. Então o PR e o PT (por exemplo) não são mais figuras jurídicas. É uma loucura isso! Quem é a figura jurídica é a coligação". Ou seja, os partidos coligados passam a ser tratados como uma grande legenda e os votos vão para os candidatos com mais expressão dentro da coalizão, independentemente do partido.

Segundo ela, o coeficiente eleitoral passa a ser calculado com base nos votos da coligação. Digamos que o PT esteja coligado com o PCdoB. Entre dois candidatos, se o comunista for mais votado do que o petista, votos dados ao PT irão beneficiar antes o PCdoB que o PT, ainda que o primeiro não atinja o coeficiente eleitoral individualmente. "Por isso os pequenos partidos sempre se coligam com os grandes."

Questionada se haveria uma distorção, Helcimara afirma que "as coligações ferem o princípio normativo da democracia, que garante que a vontade do eleitor seja respeitada". Uma pessoa pode votar num partido, mas ajudar a eleger o candidato de outro sem ter essa consciência.

"É importante que você tenha no Brasil uma reforma política que discuta e reflita sobre a questão das coligações", defende a professora. Uma alternativa seria a ideia de federação, que obriga os partidos a permanecerem coligados por pelo menos três anos. Isso funcionaria como garantia de que alianças eleitorais reflitam na coalizão governamental. "No Brasil, os partidos se coligam para ganhar votos, mas não necessariamente vão governar", diz.

Eleições proporcionais x majoritárias
O sistema proporcional vale para pleitos em que há mais de uma cadeira em disputa, ou seja, para deputados e vereadores. Ele "pretende, ao contrário das (eleições) majoritárias, representar segmentos e refletir as divisões da sociedade", diz Helcimara.

"Todo Estado funciona como um distrito", diz ela. Cada distrito pode ter no mínimo oito e no máximo 70 cadeiras no Congresso Federal, de modo que os candidatos escolhidos representem a proporção dos eleitores. "Isso permitiria levar para o Congresso os conflitos que existem na sociedade."

Nas majoritárias, o candidato mais votado se elege, independentemente do coeficiente eleitoral, porque há apenas uma cadeira na disputa. É o caso das eleições para presidente e governador. Na briga pelas vagas do Senado (este anos há duas em disputa, em 2014 será apenas uma), a eleição funciona na forma de maioria simples, ou seja, não há segundo turno.

Segundo Helcimara, as eleições majoritárias trabalham com a ideia de equilíbrio, mas não de consenso. Elas "fazem parte de um sistema em que as maiorias são derrotadas". "A ideia da proporcionalidade é pensada em uma democracia de tipo mais consensual. A democracia majoritária trata de derrotar uma parte da população", afirma.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Se ela Ganhar, o Brasileiro merece sofrer.

Se eleita, Weslian Roriz diz que vai seguir os passos do marido

BRASÍLIA - O ex-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSC, Joaquim Roriz, convocou a imprensa esta tarde em sua residência em Brasília para apresentar sua esposa, Weslian Roriz, como a nova cabeça de chapa da coligação Esperança Renovada pelo governo do Distrito Federal.
Em mais de uma hora de discurso, Roriz assumiu a palavra por quase todo o tempo até mesmo no instante em que a nova candidata foi questionada sobre sua candidatura. "Meu marido é que sabe reponder", disse Weslian.

Somente ao fim do longo discurso de Roriz, a esposa do ex-governador deu uma breve declaração sobre o decisão de assumir a candidatura e o empenho a ser colocado caso na administração pública caso seja eleita.

"A proposta soou como uma declaração de amor", disse, ressaltando que não poderia recusar ao considerar o sofrimento do marido no processo de impugnação ao registro de candidatura do ex-governador.

Weslian não quiz entrar em detalhes sobre sua atuação caso venha a se eleger, mas destacou que quer se candidatar para "fazer o mesmo trabalho que o meu marido fez. Tenho coragem e tenho fé", afirmou.

Ao final de sua fala, a nova candidata da coligação Esperança Renovada ressaltou que foi uma das precursoras em trazer do Canadá os primeiros cães-guias para pessoas portadoras de deficiência visual.

No início da coletiva, Roriz fez questão de relatar seus 50 anos de trajetória na política brasileira. Ele disse que chegou a ocupar todos os cargos eletivos, com excessão da Presidência. Por várias vezes, Roriz alegou ter sido vítima de adversários políticos ao longo de sua trajetória política.

"Eu vejo hoje uma orquestração inteligente e muito bem montada para mudar o então regime democrático para o socialismo", afimrou Roriz ao se referir ao processo de impugnação.

Roriz aproveitou a situação para mencionar o resultado da votação da Lei do Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem. "Minha ficha é limpa e minha consciência é mais limpa do que a dos que me acusam sem provas. Ela é até mesmo mais limpa do que a de alguns juízes que me julgaram apenas com base em sofismas, muito mais apegados às luzes dos holofotes do que ao espírito das leis."

Nos nove dias que restam para o primeiro turno das eleições, Roriz disse que irá apresentar a nova candidata da coligação para cada cidade do Distrito Federal.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Jovens usam a Internet para retomar a mobilização política

Publicado: Quinta-feira, 16 de setembro de 2010 por Leandro Sarubo
Movimentação é a mais sólida desde a dos "Caras Pintadas".

Líber

Fundação do Diretório do Libertários em Minas Gerais

Por Leandro Sarubo

1992 foi um ano emblemático para a democracia brasileira.

Fernando Collor de Melo, “caçador de marajás” das eleições de 1989, que já enfrentara impopularidade pela genial ideia de confiscar poupanças, estava encurralado desde a bombástica entrevista de seu irmão, Pedro, às páginas amarelas de Veja.

O depoimento, que tornou público o esquema de corrupção engendrado pelo ex-mandatário do país e seu braço direito, o empresário PC Farias, deu disposição, no dia 16 de agosto daquele ano, ao maior movimento popular observado desde as Diretas Já.

Na data em que Collor pediu para o povo vestir amarelo e ficar ao seu lado, os jovens foram às ruas com as caras pintadas e camisas pretas pedir sua saída do poder, em luto contra a corrupção, entrando na história da vida política do país – entre o chamado “Domingo Negro” e a saída do então presidente foram menos de 50 dias. Basicamente o tempo de duração do ativismo entre os jovens.

O melhor indicador da guinada da "Geração Jeans e Shopping", nomenclatura com a qual professores identificam os alunos mais alienados, foi o livro “A Cabeça do Brasileiro”. Publicação baseada no levantamento do sociólogo Alberto Carlos Almeida a respeito de temas ligados a conceitos e comportamentos, a obra assinalou, a partir de um questionário do IBGE, a rápida mudança de metas dos jovens.

Aplicada em 2002, a pesquisa apontou que 74% dos jovens fazem uso do “jeitinho brasileiro” e 56% consideram correto o uso deste expediente. Números elevados para um tópico que tem relação com corrupção apenas dez anos depois do impeachment e que explicam um pouco da ausência de caras pintadas contra o mensalão, o “jeitinho” do PT para tomar conta do Congresso.

As Redes Sociais e a conscientização

Nos dois últimos anos, com o aquecimento das redes sociais e o surgimento de organizações com foco no debate público, o quadro deu mostras de mudança. Atingindo mais influência que a UNE, hoje declaradamente partidária, as ferramentas da web não são capazes de imprimir dezenas de pautas na sociedade, mas já encontram sustentação suficiente para, por exemplo, dar o start em partidos políticos.

Um exemplo conhecido é o Libertários, também conhecido como Líber, que tem em seu DNA o Orkut. Atualmente, 150 pessoas são associadas ao partido, que tem seus quadros concentrados na faixa dos 18 aos 24 anos.

Presidido por Juliano Torres, 22, o partido tem um programa já moldado, disponível aqui, e tem seu trabalho concentrado atualmente na criação de novos diretórios, grupos que serão fundamentais para o partido conseguir as 500 mil assinaturas que o oficializará no espectro político nacional.

A expectativa inicial do Líber, que defende a extinção do Banco Central e a diminuição da influência do Estado (saiba mais na entrevista com Juliano Torres), era a de lançar candidatos já em 2012. A estratégia, no entanto, foi alterada. “Inicialmente estamos focando em divulgar a idéia para termos mais filiados, e forma diretórios em muitas cidades. Com essa organização pronta, poderemos em poucos meses coletar todas as assinaturas necessárias.”

Ituanos politizados: o Instituto Tellus

Outro exemplo do novo modelo de mobilização dos jovens, muito mais forte que uma apariçãozinha nos Trending Topics, tem participação de um ituano: o jovem José Emygdio Neto, vice-presidente do Instituto Tellus.

Criado por quatro alunos da FGV, o Tellus é uma ONG sem ligação partidária que busca soluções para reinventar o conceito de governo, através de um Estado mais transparente. “Vemos Governo como oportunidade, e não somente como problema”, resume Neto.

Um dos grandes projetos do Tellus foi o “10 Perguntas”, realizado em conjunto com o ABC*Fellows e apoiado por alguns dos maiores veículos de comunicação do Brasil.

A ação, focada nos jovens, convocava os internautas a interferirem na agenda política dos presidenciáveis, enviando perguntas sobre metas e ações governamentais.

No próprio site do projeto as perguntas foram mediadas pelos próprios visitantes, que selecionaram aquelas com que se identificavam. Ao todo, 120 mil votos foram computados para gerar a seleção final. A interatividade é coroada com a liberdade dos participantes definirem se a pergunta foi efetivamente respondida – o que não se vê em debates tradicionais, engessados pelas regras estipuladas pelos coordenadores de campanha.

“É inovador porque confia nas pessoas e em sua capacidade de tomar decisões. Quando oferecemos um propósito claro e um ambiente propício, o melhor das pessoas aparece. O projeto foi bem aceito porque as pessoas se sentiram em casa", afirmou o ituano, que acredita na existência de uma mobilização em Itu, algo que “o senso comum não considera como mobilização política”.

A divisão jovem do Instituto Millenium

O ingresso de jovens na agenda política é uma realidade não apenas de novos grupos, mas também de institutos de grande visibilidade. O Instituto Millenium, órgão que defende a Democracia, a Economia de Mercado, o Estado de Direito e as Liberdades Individuais, conta com uma divisão exclusiva para os jovens - o Millenium Jovem.

"O grupo Millenium Jovem é uma forma de, desde cedo, envolver as pessoas no debate de idéias, de valores e de princípios para melhorarem o Brasil. Poucos espaços oferecem uma oportunidade de discussão de idéias nesse sentido. Atualmente, o debate público ficou muito superficial, sendo totalmente baseado em rótulos e chavões, sem que haja uma efetiva análise das consequencias práticas e dos resultados empíricos de determinadas ações.", afirmou Paulo Uebel, diretor do Instituto.

Considerando os protestos de José Dirceu sobre o excesso de liberdade de imprensa no Brasil, não poderia existir hora melhor para a juventude despertar.

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Alguém que agride mulheres, esconde patrimônio e falta ao trabalho pode representar você no Senado?

O sistema político brasileiro é uma palhaçada! Tiririca está para não deixar mentir. O voto proporcional, a força da TV e a falta de crença nos políticos fazem com que os eleitores escolham indivíduos como Netinho de Paula. Devemos lembrar, que como vereador ele foi o mais ausente na Câmara, que já agrediu a mulher, deixou seus companheiros de grupo em situação difícil, escondeu seu patrimônio para não pagar impostos e tentou comprar votos.

A força das coligações
Impulsionado pela popularidade de Lula, pela boa colocação de Dilma nas pesquisas e pela notoriedade que construiu com um programa assistencialista na TV, Netinho de Paula pode chegar ao Senado e ser um dos 81 que decidirão os rumos do país.

A falta de punição dos partidos
Os partidos políticos funcionam como balcão de negócios. Vale a teoria do “o que vou ganhar”. Os integrantes dos partidos não fazem nada por ideologia, miram apenas as recompensas financeiras. Por isso quanto mais poder o partido tem, mais vale o seu “produto”.
O Partido da República (PR) deu legenda e espaço de TV ao palhaço Tiririca. Se ele obtiver muitos votos indivíduos como o mensaleiro Waldemar de Costa.
O raciocínio é simples. Se uma empresa contrata alguém que lhe represente perante ao público e ele comete um deslize, automaticamente a corporação sofre prejuízos e punições. Na política acontece diferente. Se Tiririca for eleito e nada fizer a reputação do PR permanece a mesma e na próxima eleição eles escolhem outro palhaço para puxar votos.

Tiririca e Netinho são a prova de que a política brasileira é a palhaçada do vale tudo



Veja mais:
Candidatos ao Senado investem em campanha online e criam sites oficiais de campanha

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Vai começar tudo de novo!!!

As eleições vai começar tudo de novo, e os politicos vão começar a apertar nossas mãos, beijar crianças e abraçar todo mundo. PURA FALSIDADE!!!!!!
Gente vamos acordar e votar com conciência. Não vote em mais um corrupto, conheça a fundo o politico em que você vai votar.
Nosso futuro depende de todos nós!!!!!

CUIDADO COM OS POLITICOS FALSOS E CORRUPTOS!!!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Manifestantes pró e contra Arruda se confrontam nesta manhã na Câmara Legislativa Os grupos invadiram as rampas de acesso à Casa, mas o grupo "Fora Arruda" se recusou a deixar o local quando solicitado pela PM.

Débora Alvares

Publicação: 11/01/2010 10:00 Atualização: 11/01/2010 15:40

 - (Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press)

A Polícia Militar e integrantes do grupo “Fora Arruda e toda a máfia” – formado por estudantes e grupos sociais indignados com as denúncias que vieram a tona com a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal – quase se confrontaram na manhã desta segunda-feira (11/1), em frente à Câmara Legislativa. Os manifestantes, que passaram a noite acampados no gramado da Casa, se instalaram na rampa de acesso e se recusaram a sair do local. Policiais tentaram arrastá-los a força, por volta de 8h30, mas a PM decidiu por não iniciar um confronto.

Por volta de 10h, policiais impediam a passagem de comida e bebida ao pessoal contra o governo. Integrantes do grupo, então, jogavam copos de água mineral por cima da barreira formada pelos policiais para que mais ninguém chegasse à rampa.

Manifestantes se confrontam

Manifestantes a favor do governo estavam na outra rampa, mas saíram assim que solicitado pelos policiais. O grupo chegou ao local por volta de 5h e quebrou o caixão e o boneco que os “Fora Arruda” levaram. Foi por conta desta confusão que os opositores decidiram ir à rampa de acesso à Câmara Legislativa, onde ainda permanecem.

O estudante de Letras Diogo Ramalho afirma que o grupo contra o governo não causa tumulto. “Viemos para cá (rampa) por questões de segurança. A única confusão foi mais cedo, com os Arrudistas que chegaram nos acordando e depredando o nosso caixão”.

Segurança

Cerca de 300 policiais militares estão no local esta manhã. Além disso, o agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) permanecem em alerta para o caso de necessidade de intervenção. De acordo com o tenente-coronel Cláudio Armond da Silva, houve um acordo entre os manifestantes e a PM para que as mesma condições sejam garantidas a ambos os grupos que protestam.

Saiba mais...

Manifestantes protestam em frente à casa de Leonardo Prudente Vigília em frente à Câmara Legislativa entra pela madrugada

No entanto, o responsável pela segurança no local destaca que, com a ocupação da rampa da Casa, os acordos deixaram de ser cumpridos. “Eles podem falar o que quiserem, mas os estudantes estão causando problemas desde ontem. Não podemos deixá-los na rampa porque foi o mesmo recurso utilizado na outra vez que eles ocuparam a Câmara. Mas não vamos entrar em confronto, vamos priorizar a negociação”.

Protestos
Desde a noite deste domingo (10/1), integrantes do grupo “Fora Arruda e toda a máfia” estão em frente à Câmara Legislativa em protesto contra os envolvidos no suposto esquema de propina do GDF. Eles fizeram uma vigília que entrou pela madrugada e decidiram dormir em frente à Casa.

Manifestantes pró-Arruda não param de chegar à Câmara. Ambos os grupos estão com carros de som estacionados em frente à Casa, em que gritam palavras de ordem, a favor e contra o governo.

Denúncia

Integrantes do movimento “Fora Arruda e toda a máfia” acusam os manifestantes a favor do governo de receberem dinheiro para participar dos protestos. Além disso, o grupo de oposição destaca que muitas pessoas do pró-Arruda são ameaçadas de perder seus cargos caso não compareçam às manifestações. As afirmações foram feitas à reportagem do Correio Braziliense durante a manifestação que acontece desde o início da manhã desta segunda-feira (11/1), em frente à Câmara Legislativa.

Um dos manifestantes pró-Arruda afirmou à reportagem do Correio que recebeu R$ 200 para estar ali. Ele não quis se identificar. Participam da manifestação a favor do governo entidades como os artesãos de Ceilândia, quiosqueiros e pessoal de alguns condomínios do DF.

Segundo um dos coordenadores do “Fora Arruda”, Raul Cardoso, em todas as manifestações programadas, o pessoal a favor do governo aparece. O estudante destaca que, no último grande protesto, os Arrudistas chegaram em carros das secretarias do GDF. “Desta vez, eles vieram em carros escolares, que sabemos que tem a ver com o governo”, afirmou.

Com informações de Rodolfo Borges e Juliana Boechat

Observação de Valter Ferreira: Quem defende Politico Ladrão é pior que ele.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Eleitor tem arsenal inédito de ferramentas para pesquisar e julgar maus políticos.

30/12 - 10:31 - Ricardo Galhardo, iG São Paulo

Sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferam no Brasil

Pessoa vota em eleição de 2008, a última realizada no País

Pessoa vota em eleição de 2008, a última realizada no País.

Passagens aéreas para celebridades pagas com dinheiro público, contratações por meio de atos secretos no Senado, uso de empresas fantasmas para justificar verbas indenizatórias, um castelo no interior de Minas Gerais e mais um mensalão, desta vez envolvendo o DEM no Distrito Federal.

A lista de escândalos com parlamentares foi longa e variada em 2009. Ninguém foi punido até agora pela Justiça ou casas legislativas, mas o eleitor terá à disposição um arsenal inédito de ferramentas para pesquisar, julgar e, se for o caso, punir nas urnas cada um dos candidatos, no dia 2 de outubro.

Internet

Graças à disseminação da internet e à mobilização de algumas pessoas diante da impunidade generalizada, sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferaram no Brasil nos últimos anos.

Desde 2007 o número de comitês cívicos de combate à corrupção aumentou de 70 para 299. “Há uma parcela muito crítica da população que tem acesso à informação e pode influenciar outros eleitores”, disse o juiz federal Marlon Reis, coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

O fenômeno começou na pequena Ribeirão Bonito, cidade de 11 mil habitantes a 270 km de São Paulo, em 1999, quando um grupo de moradores e ex-moradores indignados com os desmandos da administração e apatia da população decidiu fundar a ONG Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo).

Dois anos depois o prefeito Sérgio Buzza foi obrigado a renunciar devido a suspeitas de corrupção levantadas pela ONG. Ele foi cassado pela Câmara e preso em Rondônia em agosto de 2002.

A experiência gerou um livro (“O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil”), com 125 mil cópias distribuídas. Desde 2003, moradores de 1.624 municípios brasileiros buscaram a Amarribo em busca de orientação. “O texto é sempre o mesmo. Eles dizem que na cidade deles está acontecendo a mesma coisa que aconteceu aqui e perguntam o que fazer”, disse a coordenadora Lizete Verillo, psicóloga nascida em Ribeirão Bonito que vive há mais de 30 anos em São Paulo.

A cada novo e-mail a Amarribo responde com um kit on-line composto de 52 itens. “Mandamos desde o estatuto até o modelo”, disse Lizete. Quando o interesse se transforma em ação concreta, a ONG envia um representante até a cidade para uma palestra. Desde então 187 entidades foram criadas com ajuda da Amarribo, que virou rede nacional. “A população está começando a despertar. Ainda está longe do ideal, mas é um movimento muito sólido”, avaliou Lizete. Os interessados podem baixar o livro no site www.amarribo.org.br.

Fichas sujas

A rede que surgiu no rastro da Amarribo foi fundamental na coleta de 1,6 milhão de assinaturas levadas ao Congresso para embasar o projeto de lei de iniciativa popular que veta os candidatos condenados pela Justiça, os chamados fichas sujas. Para 2010, além da pressão pela aprovação do projeto de lei, a rede pretende colocar no ar uma relação dos candidatos condenados. “Ainda estamos procurando o melhor modelo por causa das restrições judiciais”, disse Lizete.

Outro exemplo bem sucedido de iniciativa surgida fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília são os fóruns regionais de combate à corrupção. O primeiro foi criado na Paraíba, em 2003. Hoje os fóruns estão em 20 estados e devem chegar a todos os entes da federação até outubro de 2010.

Coordenados pelo Ministério Público Federal, os fóruns funcionam como centros de formação de agentes no combate à corrupção. Representantes da Polícia Federal, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas da União e Corregedoria Geral da União se reúnem com vereadores, funcionários públicos, integrantes de ONGs, conselhos municipais de saúde e educação e sindicatos de pequenas cidades no interior para ministrar cursos de capacitação de dois dias.

“Eles aprendem a fazer o controle das verbas públicas e, assim que detectam alguma irregularidade, fazem as denúncias”, disse o procurador da República Fábio George Cruz da Nóbrega, do MPF de Pernambuco, que participou da criação do primeiro fórum, na Paraíba.

Para as eleições de 2010 os fóruns têm dois alvos: a compra de votos e a conscientização eleitoral. A ideia é promover campanhas educativas orientando os eleitores a não votar em candidatos com histórico de corrupção.

Desde o ano passado o MPF pernambucano disponibiliza em seu site cerca de 30 links para cartilhas, ferramentas de pesquisa e fiscalização de políticos pela internet.

Arsenal de ferramentas

A relação vai desde páginas dos governos federal e estaduais até iniciativas privadas como a Transparência Brasil (www.transparência.org.br), Congresso em Foco ( www.congressoemfoco.ig.com.br), Às Claras (www.asclaras.org.br) e Contas Abertas ( www.contasabertas.uol.com.br). “A internet foi fundamental. Sites como o da Transparência Brasil têm muita informação para orientar o eleitor, mas ainda não está tudo lá”, considerou Lizete, da Amarribo.
Apesar do arsenal inédito de ferramentas à disposição do eleitor, as previsões de especialistas são pessimistas quanto à renovação do Congresso. Para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a porcentagem de renovação na Câmara deve ser menor do que em 2006, quando atingiu 47%. No Senado a renovação deve ser maior, mas devido à influência do governo e não aos escândalos envolvendo parlamentares.

Vamos acabar com os politicos corruptos do Brasil!!!! Não aguento mais tanta roubalheira. Valter Ferreira.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Confira as 10 maiores bizarrices do Poder em 2009

Visivelmente irritado, Collor disse para Simon engolir suas palavras Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Visivelmente irritado, Collor disse para Simon "engolir" suas palavras
04 de agosto de 2009
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Um ano de escândalos no Congresso Nacional, polêmica no Judiciário e apagão energético gerou muitas cenas inusitadas na capital federal. A editoria de Brasil do portal Terra organizou um ranking dos 10 episódios mais bizarros de 2009. Confira:

10. Mercadante volta atrás
Em agosto, o senador Aloizio Mercadante decidiu colocar seu cargo de líder do PT na Casa à disposição. Irritado com uma manobra do partido para livrar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de ações no Conselho de Ética, disse, no site de microblog Twitter, que sua decisão tinha caráter "irrevogável". Após se reunir com o presidente Lula, Mercadante voltou atrás em sua renúncia. "Errei ao anunciar uma renúncia irrevogável", disse.

9. Cacique Cobra Coral e o apagão
Com a dificuldade do governo de dar uma explicação sobre o apagão que atingiu 18 Estados, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) decidiu pedir a convocação da médium Adelaide Scritori, que diz receber o espírito do cacique Cobra Coral, para a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. A Fundação Cobra Coral é conhecida por supostamente prever e evitar catástrofes naturais. O requerimento gerou bate-boca entre senadores, mas foi aprovado. Dias depois, a oposição retirou o pedido.

8. Renan Calheiros x Tasso Jereissati
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) contracenou cenas de bate-boca durante a crise do Senado. Nessa, Renan apresentava um requerimento contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (PSDB-AM), por quebra de decoro quando Tasso Jereissati (PSDB-CE) tentou defender o colega tucano. Renan, apontando para o opositor, disse: "minoria com complexo de maioria". Tasso retrucou: "não aponte esse dedo sujo para mim". As trocas de ofensas aumentaram: "eu coronel cangaceiro? cangaceiro de terceira categoria (é o senhor)", gritou o tucano. No fim da discussão, algo dito por Renan fora do microfone não agradou o tucano. "Repete o que você disse! Decoro parlamentar. Repete o que você disse."

7. Bigode vira símbolo contra corrupção
Com uma enxurrada de denúncias envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), internautas anunciaram um movimento intitulado "greve do bigode". Com o peemedebista firme no cargo, o bigode cultivado por ele durante toda sua carreira política virou símbolo contra a corrupção. Um blog na internet com o slogan "Só tiro o meu quando o Senado tirar o dele" reuniu fotos de internautas com pelos reais ou virtuais sob o nariz.

6. Lula explica mudanças climáticas
Em destaque internacional ao cobrar dos Estados Unidos e da China metas sobre o clima, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu dar explicações sobre as mudanças climáticas durante encontro do Mutirão Arco Verde Terra Legal, em Brasília. Lula disse que a questão do clima é delicada porque o mundo é redondo e explicou que a situação seria diferente se a Terra fosse quadrada. "Se o mundo fosse quadrado ou retangular e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil km de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas como o mundo gira e a gente também passa lá embaixo, onde está mais poluído, a responsabilidade é nossa."

5. Suplicy mostra cartão vermelho
Depois do senador José Sarney (PMDB-AP) ter se livrado de 11 ações contra ele no Conselho de Ética, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) decidiu subir à tribuna para pedir que o peemedebista deixasse a presidente do Senado. Como um juiz de futebol, Suplicy mostrou no Plenário um cartão vermelho. Após o gesto, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) tomou a palavra e disse que Suplicy não estava sendo sincero e disse que o petista deveria mostrar o cartão vermelho ao presidente Lula. A partir daí, os dois começaram a travar mais um intenso bate-boca no Plenário.

4. Collor na Academia Alagoana de Letras
Com livros desconhecidos pelo público, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) foi eleito, por 22 votos favoráveis e oito em branco, como "imortal" para a Academia Alagoana de Letras. Os supostos livros apresentados pela Academia tinham títulos semelhantes aos artigos escritos por Collor no jornal Gazeta de Alagoas, da família dele. Outra publicação era o discurso de posse do ex-presidente no Senado, em que fazia uma revisão sobre o que na época chamou de "injustiças".

3. Collor manda Simon "engolir" palavras
O quarto lugar das cenas bizarras também aparece na terceira posição. Eleito "imortal" pelas palavras que escreveu em Alagoas, o senador Fernando Collor, nesse episódio, ficou marcado por ter mandado o colega Pedro Simon (PMDB-RS) engolir e digerir as palavras que havia dito. Após um discurso de Simon contra Sarney, em que Collor e Renan Calheiros (PMDB-AL) foram citados, o ex-presidente alagoano tomou a palavra visivelmente irritado e disse: "as palavras que o senhor acabou de pronunciar são palavras, em relação a mim e às minhas relações políticas, que eu não aceito. E são palavras que eu quero que o senhor as engula e as digira, como julgar conveniente".

2. Suplicy desfila de sunga no Senado
Depois do cartão vermelho, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) protagonizou outra cena inusitada ao colocar, no Senado, uma sunga vermelha por cima da calça. O parlamentar atendia a um pedido da apresentadora Sabrina Sato, do programa Pânico na TV, que estava em busca de um "super-herói" na Casa. Após o episódio, o senador Romeu Tuma (PTB-SP), corregedor do Senado, abriu uma investigação para verificar se o petista havia quebrado decoro parlamentar.

1. Bate-boca no Supremo
Conhecidos pela erudição e notável saber jurídico, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) testemunharam uma cena de bate-boca entre dois de seus colegas: Joaquim Barbosa e o presidente da Corte, Gilmar Mendes. Era uma sessão comum, em um julgamento sobre a previdência pública do Paraná, quando Barbosa questionou uma suposta "sonegação de informações" em uma decisão. Mendes disse que o colega não tinha condições "de dar lição a ninguém". Barbosa rebateu, dizendo que Mendes estava "destruindo a Justiça desse País". "Saia às ruas", disse o ministro ao presidente da Corte. "Quando Vossa Excelência se dirige a mim não está falando com seus capangas do Mato Grosso", continuou Barbosa.

ESSES SÃO OS NOSSOS POLITICOS. VAMOS CONTINUAR VOTANDO NELES???

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Eleições 2010 » Dois distritais fora do jogo.

 Como reflexo da Operação Caixa de Pandora, Leonardo Prudente e Rogério Ulysses não disputarão a reeleição. Outros deputados terão dificuldades em conseguir novo mandato nas urnas no ano que vem.

Lilian Tahan

Publicação: 26/12/2009 08:23

Os estilhaços do escândalo que frustrou os planos de reeleição do governo de José Roberto Arruda (sem partido) e comprometeu a intenção dos distritais investigados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para 2010 também atingem deputados da base governista que não estão diretamente envolvidos na crise. Escalados para evitar um processo de impeachment contra o governador e com a perspectiva de uma campanha sem o palanque do grupo que está no poder, esses políticos terão dificuldade de encorpar a candidatura sem o respaldo de Arruda. Por enquanto, a oposição, além dos distritais ligados ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC), serão aparentemente beneficiados com a reviravolta no cenário político ocorrido a partir da Operação Caixa de Pandora.
Nessa altura da crise política, é possível afirmar que dos 24 deputados distritais, dois estão eliminados do tabuleiro eleitoral em 2010: Leonardo Prudente e Rogério Ulysses. Acusados de integrar suposto esquema de corrupção denunciado pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa ao Ministério Público e à Polícia Federal, os dois distritais ficaram sem legenda e, portanto, sem chances de concorrer no ano que vem. Leonardo, que escondeu dinheiro nas meias, saiu do DEM. E Rogério Ulysses foi expulso do PSB.
Outros seis distritais - Eurides Brito (PMDB), Júnior Brunelli (PSC), Benício Tavares (PMDB), Rôney Nemer (PMDB), Benedito Domingos (PP) e Aylton Gomes (PMN) - também investigados pela Caixa de Pandora, enfrentarão obstáculos para atingir as metas de 2010. Os vídeos comprometedores contra pelo menos quatro dos oito citados no inquérito da PF tornarão as eventuais candidaturas dos supostos envolvidos um desafio à memória do eleitor.
Os efeitos políticos da crise devem chegar até mesmo para os distritais da base governista que não foram citados diretamente no inquérito. Alírio Neto (PPS) é um exemplo. Até o início da Operação Caixa de Pandora, o distrital estava no comando de uma das áreas de maior potencial eleitoral do governo, a Secretaria de Justiça e Cidadania. Com o escândalo, o distrital retornou para a Câmara por orientação do partido. Apesar de o PPS estar oficialmente fora da base de apoio ao governo, Alírio é um dos deputados que voltaram para reforçar a defesa de Arruda no Legislativo.
Assim como Alírio, Eliana Pedrosa deixou uma secretaria de projeção, a de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, para retomar o mandato na Câmara e liderar a base de apoio a Arruda. Dr. Charles (PTB), Batista das Cooperativas (PRP), Raimundo Ribeiro (PSDB), Wilson Lima (PP) e Paulo Roriz (DEM) integram o movimento dos sem-palanque. Eles tiveram uma atuação bastante vinculada ao governo e vão enfrentar obstáculos numa campanha onde a principal referência até o final de novembro agora está fora do jogo.
Busca e apreensão
Em 27 de novembro, a Polícia Federal cumpriu os primeiros mandados de busca e apreensão relacionados à Operação Caixa de Pandora. A ação da PF foi realizada em escritórios e residências de integrantes do primeiro escalão do governo, além de deputados distritais.
Oposição beneficiada
As investigações do Ministério Público e da Polícia Federal sobre o suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do Executivo e da base governista na Câmara ainda estão em curso e, portanto, é impossível prever a dimensão da crise. Mas no cenário atual, a oposição seria o principal beneficiado politicamente com o escândalo que desmontou o grupo que está no poder.
A perspectiva favorável para 2010 deve reforçar a intenção de Paulo Tadeu e de Érika Kokay de concorrerem a uma vaga de deputado federal. Chico Leite pode insistir em ser o candidato do PT ao Senado. Cabo Patrício deve tentar a reeleição na Câmara Legislativa.
O momento também é visto pelo PDT como uma oportunidade. Antes do escândalo, o nome de Reguffe havia sido descartado para a candidatura ao governo. Depois da reviravolta, no entanto, o senador Cristovam Burque declarou que o PDT quer lançá-lo ao Buriti.
Quem também pode sair ganhando nas eleições de 2010 são os distritais mais próximos a Joaquim Roriz, que espera ficar com o espólio da crise deflagrada com as denúncias de Durval Barbosa ao Ministério Público. A filha do ex-governador, Jaqueline Roriz (PMN), e o aliado Milton Barbosa (PSDB) têm palanque garantido numa eventual candidatura do ex-governador ao Buriti.
Cenário atual
Veja como fica a correlação de forças na Câmara Legislativa depois dos escândalos de corrupção que comprometem o Executivo e o Legislativo no Distrito Federal.
Alírio Neto (PPS)
Não está envolvido na crise, mas pode sofrer consequências políticas indiretas com o escândalo. Até o início da Operação Caixa de Pandora estava no comando de uma das principais pastas do governo com potencial eleitoral, a Secretaria de Justiça e Cidadania. Deixou o cargo por orientação do partido e reassumiu o mandato. Apesar de o PPS ter oficialmente deixado a base de apoio ao governo, Arruda conta com a atuação de Alírio na Câmara para evitar o impeachment, missão que pode desgastá-lo em 2010, quando pretende disputar a reeleição.
Eliana Pedrosa (DEM)
Também deixou uma secretaria de projeção eleitoral, a de Ação Social, para integrar o núcleo de defesa do governador na Câmara. Com a saída de Arruda do cenário eleitoral em 2010, a deputada está sem palanque eleitoral.
Cristiano Araújo (PTB)
O distrital não aparece no inquérito do STJ e, recentemente, foi absolvido num processo eleitoral que respondeu por abuso de poder econômico. As circunstâncias favoráveis, além dos milhares de funcionários das empresas de sua família devem garantir a reeleição sem dificuldades.
Dr. Charles (PTB), Wilson Lima (PP), Bispo Renato (PR) e Batista das Cooperativas (PRP), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Paulo Roriz (DEM)
Estão entre os distritais da base de apoio a Arruda que não foram citados diretamente no inquérito do STJ, mas podem ter dificuldade em encorpar suas candidaturas à reeleição sem o respaldo do palanque governista.
Benício Tavares (PMDB)
É um dos distritais que emergiu da Caixa de Pandora. Ele é acusado por Durval Barbosa no inquérito do Superior Tribunal de Justiça de receber mesada do governo. A OAB-DF pediu a cassação do distrital. A proximidade com o escândalo tende a causar desgaste e pode comprometer os planos do distrital de disputar a reeleição pela quinta vez.
Júnior Brunelli (PSC)
Foi uma das revelações da Operação do MP e da Polícia Federal. Estrela dois vídeos gravados por Durval. Em um recebe dinheiro e no outro participa da oração da propina. Até a divulgação dos vídeos, Brunelli tentava viabilizar a candidatura para o Senado, usando como argumento político a base de fiéis da igreja evangélica.
Eurides Brito (PMDB)
A divulgação da filmagem na qual Eurides Brito recebe dinheiro de Durval tornaram remotas as chances de a distrital levar adiante seus planos de eleger-se para a Câmara em 2010. Atualmente, ela é suplente. Política que construiu a base eleitoral entre professores da rede pública, Eurides tem pouco tempo para recuperar a confiança do seu grupo de eleitores.
Leonardo Prudente (sem partido)
Não poderá se candidatar em 2010. Obrigado a se desfiliar do DEM em função da crise que o atingiu em cheio, o distrital está fora do jogo eleitoral do ano que vem. As imagens em que aparece escondendo dinheiro nos bolsos do paletó e nas meias lhe custaram a reeleição na Câmara, considerada provável até o início da crise, uma vez que Prudente ocupava a presidência da Casa, cargo de maior visibilidade na estrutura.
Rogério Ulysses (sem partido)
Está eliminado da disputa eleitoral: foi expulso do partido na semana passada. Vai tentar recorrer à direção nacional do partido, que dificilmente aceitará o desgaste de rever a decisão do diretório regional. Rogério está entre os distritais citados no inquérito do STJ. Ele é um dos investigados de receber dinheiro de Durval em troca de apoio político ao governo.
Aylton Gomes (PMN), Rôney Nemer (PMDB), Benedito Domingos (PP)
Estão entre os distritais citados em conversas gravadas durante a Operação Caixa de Pandora. Apesar de não aparecerem nas filmagens gravadas por Durval, os planos de disputar a reeleição no ano que vem vão depender da temperatura do processo por quebra de decoro parlamentar
Jaqueline Roriz (PMN) e Milton Barbosa (PSDB)
Ligados a Joaquim Roriz, não devem ter problema de palanque no ano que vem com a disposição anunciada de Roriz em concorrer ao Palácio do Buriti. Jaqueline deve sair para deputada federal e Milton concorrerá à reeleição na Câmara Legislativa.
Chico Leite (PT), Cabo Patrício (PT), Érika Kokay (PT), Paulo Tadeu (PT) e José Antônio Reguffe (PDT)
O escândalo que abateu o governo e sua base política na Câmara deve favorecer a oposição nas urnas no ano que vem. Pelo menos por hora, ficam fortalecidos os planos de Paulo Tadeu e Érika Kokay de se candidatarem a deputado federal. Chico Leite cogita o Senado e o nome de Reguffe para o governo voltou a ser ventilado pela direção do PDT.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

OAB pede cassação de deputados distritais


Representação acusa os parlamentares de quebra de decoro.

Os deputados distritais suspeitos de participação em um esquema de pagamento de propina e desvio de recursos públicos do governo do Distrito Federal se tornaram ontem alvo de mais uma representação por quebra de decoro parlamentar.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou na Câmara Legislativa pedidos de cassação contra três dos oito parlamentares citados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que investiga o suposto esquema de corrupção.

A Mesa Diretora da Casa já havia representado contra os oito parlamentares. A entidade pede ainda que os distritais sejam impedidos de votar os processos de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), acusado de participação no esquema, e que as sessões sejam abertas e acompanhadas pelo público.

“É preciso fazer política com ética. Os mandatos estão incompatibilizados com a vontade popular e a compatibilização é o afastamento dos que estão em desacordo com a ordem pública”, disse o presidente da OAB, Cezar Britto.

O presidente em exercício da Câmara local, Cabo Patrício (PT), saiu em defesa dos colegas e disse que, se a OAB quiser, pode recorrer à Justiça para impedir a participação dos deputados.

“Cada parlamentar tem a prerrogativa de dar seu voto e a OAB tem seu direito de questionar, de ir à Justiça se quiser”, afirmou. A entidade representou contra o presidente licenciado da Câmara local, Leonardo Prudente (DEM), que se afastou do cargo por causa da denúncia; Júnior Brunelli (PSC), corregedor licenciado; e a líder do governo, Eurides Britto (PMDB).

Contra Benício Tavares (PMDB), Rogério Ulysses (PSB), Roney Nemer (PMDB), Ayton Gomes (PMN) e Benedito Domingos (PP), a OAB deve protocolar representações ao longo da semana. Também são citados no inquérito os suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP), mas não serão representados porque não estão exercendo o mandato.

A Corregedoria já notificou quatro parlamentares da representação da Mesa: Eurides, Nemer, Ulysses e Benedito Domingos. Eles têm até o próximo dia 25 para entregarem suas defesas. Após a apresentação, o corregedor terá 15 dias úteis para analisar os documentos e entregar o relatório para votação na Comissão de Ética. Por lá, haverá indicação de relator e um novo prazo para defesa. Se o pedido de cassação for aprovado na comissão, segue para análise do plenário.

O deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), ex-secretário de Arruda, foi eleito na semana passada corregedor substituto. Ribeiro afirmou que é preciso investigar os parlamentares individualmente. “Cada caso é um caso. Não se julga por atacado nem se relata por atacado. Temos que relatar caso a caso até porque me parece que cada caso tem sua especificidade”, disse.

Raimundo Ribeiro substitui Brunelli, que é acusado de envolvimento no chamado mensalão do DEM. Brunelli se licenciou do cargo após ter sido flagrado em um dos vídeos gravados pelo ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema, Durval Barbosa, fazendo uma oração em agradecimento a uma suposta propina.

Servidor protocola pedido de impeachment contra Arruda

O servidor público Altivo Fausto Martins protocolou ontem no Senado Federal pedido de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (ex-DEM). O servidor afirma que a legislação brasileira permite aos servidores federais apresentar ao Senado pedido de afastamento contra autoridades públicas que cometem crimes de responsabilidade.

“Eu protocolei o pedido com base na Lei 7.106 de 1986, que fala que qualquer cidadão pode denunciar o governador por crime de responsabilidade. Essa é uma lei mais nova que a de 1950, usada para formular os pedidos de impeachment do governador encaminhados à Câmara Legislativa do Distrito Federal”, afirmou o servidor.

É o primeiro pedido de impeachment contra Arruda encaminhado ao Congresso Nacional desde que o episódio do mensalão do DEM no Distrito Federal veio à tona. O governador é acusado de receber recursos do suposto esquema de pagamento de propina a aliados na Câmara Legislativa.

Martins disse esperar que o Senado analise o pedido de impeachment de Arruda porque considera que a Câmara Legislativa não tem isenção para analisar a permanência do governador. “Na Câmara Legislativa, há muitos envolvidos nesse episódio. No Senado, pode ter prosseguimento, mas os parlamentares vão analisar a lei”, afirmou.

Segundo Martins, o Senado deve encaminhar o pedido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e outras comissões que possam analisar o mérito do pedido. O servidor também argumenta que, pelo regimento interno do DEM, o governador deveria ser afastado do cargo.

“Eu estou esperando chamar a atenção do DEM, mostrando que o artigo 98 do estatuto do DEM fala que, se o eleito pelo partido for punido pela desvinculação, ele perde automaticamente o mandato. O DEM, já que recebeu pedido de desfiliação do governador, deve pedir o mandato de volta. Quando ele se vinculou ao partido, aderiu às normas estatutárias”, afirmou.

O servidor negou ter vínculo partidário e disse que decidiu propor o impeachment para “cumprir o dever” de cidadão. “Não tenho nenhuma vinculação partidária, nem aspiração à candidatura de nada. Quero trabalhar como cidadão comum, para ver se o País perde a fama de imoralidade internacionalmente conhecida, com gente guardando dinheiro público em roupa íntima e outras coisas.”

Polícia Federal deve solicitar quebra de sigilos

A Polícia Federal deve encaminhar amanhã ao ministro do STJ Fernando Gonçalves um relatório parcial com a análise do material apreendido na operação Caixa de Pandora, que investiga um suposto esquema de corrupção no governo José Roberto Arruda (sem partido), por meio de pagamentos a políticos aliados.

O parecer deve sugerir a quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, além da tomada de novos depoimentos.

A PF ainda analisa as imagens que foram repassadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema, Durval Barbosa, que comprovariam o envolvimento do governador, de secretários de governo e deputados distritais, além de empresários.

A perícia vai indicar se os vídeos foram manipulados e se essa possível alteração da cena é prejudicial ao processo.

Após acertar a delação premiada com a PF, em troca de redução de pena em condenações sofridas no governo Joaquim Roriz (PSC), Barbosa concordou em realizar escutas para provar o suposto pagamento de propina para deputados do DF. Ele fazia as escutas sozinho, sem o acompanhamento de agentes.
Durante a operação, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em gabinetes de órgãos públicos, residências e empresas localizadas em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.

Participaram da operação 150 agentes, que apreenderam computadores, mídias, documentos, além de quantias em diversas moedas, R$ 700 mil, US$ 30 mil e 5 mil euros.

De acordo com despacho do ministro Fernando Gonçalves, que preside o inquérito no STJ, a gravação de Barbosa mostraria Arruda oferecendo R$ 400 mil para a base aliada.

Em outro trecho, Arruda teria ofertado outros R$ 200 mil para o “mesmo destino”, parlamentares governistas. A PF investiga o objetivo do suposto mensalinho pago por Arruda a aliados.

Com base nas gravações feitas por Barbosa, a PF realizou buscas nas seguintes empresas: Infoeducacional, Vertax, Adler e Linknet.

Essas empresas, segundo o despacho do STJ, seriam responsáveis por levantar os R$ 600 mil que Arruda supostamente teria mandado oferecer à base aliada. As empresas repassariam o dinheiro ao governo do Distrito Federal, que o encaminharia à base governista.

Deputada flagrada recebendo dinheiro diz não ter medo de investigação

Alvo de dois pedidos de cassação, a líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Eurides Brito (PMDB), afirmou ontem que não teme responder a processos por quebra de decoro parlamentar. Flagrada colocando dinheiro na bolsa em um dos vídeos da investigação do suposto esquema de corrupção na base do governador José Roberto Arruda (sem partido), a deputada disse que nem todos têm moral para propor a perda de mandato.

A OAB protocolou ontem a segunda representação contra a líder do governo. A outra foi proposta pela Mesa Diretora, como uma resposta à crise. “Eu, pessoalmente, sou a favor de que, quando se tem uma dúvida, que se investigue sobre todos os canais. Agora, nem todas as pessoas têm moral para pedir abertura de processos.Que venham três, que venham dez (processos) porque eu vou responder a todos”, disse. A deputada evitou avaliar se sente-se à vontade para votar os pedidos de e impeachment contra o governador, mas sinalizou que não vê impedimentos, como sustentou a OAB. “Vocês vão conhecer a cada momento o que eu farei. Quando tiver meu nome envolvido, eu não estarei presente, mas minha consciência é que vai dizer a cada momento o que devo fazer”, afirmou.

A deputada disse que está tranquila para enfrentar os processos. “Estou bem, dormindo bem. O que me faz sofrer é não poder abrir a boca porque meu advogado recomendou não falar nada. É uma questão de ética com a Justiça, mas estou ansiosa para dizer tudo que tenho a dizer”, afirmou.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=14989&codp=25&codni=3

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