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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aprovado o fim 13º salário pela Câmara dos Deputados!!! Falta apenas a aprovação do Senado!


Enquanto a gente se distrai com a Copa do Mundo, o Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem percebe.....vejam essa:
Fim do 13º já foi aprovado na Câmara dos Deputados pelos partidos: PFL, PMDB, PPB, PPS, PSDB, e encaminhado para a aprovação do Senado.
Para conhecimento, O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da CLT. Provavelmente será votado após as eleições, é claro....
A maioria dos deputados federais do PFL e PSDB, estão neste momento tentando persuadir junto ao Senado, a aprovação do fim do 13º salário, bem como, a extinção da Licença de Férias.
As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo de todo tipo que recebem, eles não cortam.
Conheça os nomes dos digníssimos deputados que votaram a favor deste Projeto em todo Brasil.
Por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles são candidatos fortes nas próximas eleições:

01- INOCÊNCIO OLIVEIRA - PFL
02- JOEL DE HOLLANDA - PFL
03- JOSÉ MENDONÇA BEZERRA - PFL
04- OSVALDO COELHO - PFL
05- ARMANDO MONTEIRO - PMDB
06- SALATIEL CARVALHO - PMDB
07- PEDRO CORRÊA - PPB
08- RICARDO FIÚZA - PPB
09- SEVERINO CAVALCANTE - PPB
10- CLEMENTINO COELHO - PPS
11- CARLOS BATATA - PSDB
12- JOÃO COLAÇO - PSDB
13- JOSÉ MÚCIO MONTEIRO - PSDB

DIVULGUEM!!!
Agora, enquanto isso, eles distraem a gente com referendos ridículos! E, nas votações que realmente importam, não nos cabe participar?
É hora de acordar antes que seja tarde demais!!!
NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!!!
Divulguem!!! E não fique só reclamando do nosso país!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Delator diz que ao menos 20 ONGs querem expor esquema no Esporte

25 de outubro de 2011 06h32

Em novo depoimento, que durou mais de quatro horas, o policial militar João Dias informou na segunda-feira à Polícia Federal que pelo menos 20 Organizações Não Governamentais (ONGs) estão dispostas a delatar o esquema de arrecadação de propina que o PCdoB teria montado no Ministério do Esporte, junto a entidades conveniadas com o programa Segundo Tempo. Os representantes das entidades, segundo ele, vão depor nos próximos dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Como havia prometido no primeiro depoimento, semana passada, Dias entregou documentos, 13 áudios, um celular e mídias que, a seu ver, comprovam os desvios de recursos públicos da pasta no programa. O material será submetido à perícia da PF. Entre as mídias estão dois áudios, publicados pela revista Veja esta semana, nos quais dirigentes do ministério instruem o policial a fraudar documentos de prestação de contas de convênios firmados entre a pasta e duas ONGs que ele dirige. Segundo o policial, nenhum dos áudios contém a voz do ministro Orlando Silva, assim como nenhuma das provas o atinge diretamente. Mas ele observou que seria impossível que Silva não soubesse do esquema. Além destas ONGs, ele deu à PF os nomes de outras dez entidades que, segundo garante, aceitaram condições espúrias para obterem recursos do programa. As ONGs, para não serem molestadas na prestação de contas, tinham de comprar produtos e serviços de um pool de seis empresas. Ele deu à PF os nomes das empresas. Todas serão intimadas a prestar esclarecimentos. Além das ONGs que se propõem a depor espontaneamente, Dias citou outras dez que ele diz ter certeza de que aceitaram pagar o preço ao PC do B para obterem contratos. Entre essas, cinco seriam de Brasília.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OAB questiona aposentadorias de ex-governadores do Paraná e Sergipe no STF

 

OAB questiona aposentadorias de ex-governadores do Paraná e Sergipe no STF

Redação SRZD | Nacional | 28/01/2011 08h30

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nesta última quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o pagamento de pensões vitalícias para ex-governadores do Paraná e Sergipe. A entidade considera que a concessão de aposentadorias para ex-chefes de Executivo estadual fora dos critérios estabelecidos pela Constituição é irregular, uma vez que a lei prevê que todos os trabalhadores são submetidos à regra geral da Previdência Social.
"Não há conceituação jurídica válida que resguarde a vantagem outorgada no artigo 263 da Constituição sergipana, não havendo fundamento na Constituição Federal que a ampare", diz o texto da Adin, que pede a imediata suspensão do pagamento dos benefícios. A OAB também pretende entrar com outros pedidos de questão referentes às aposentadorias de ex-governadores de outros estados.

SRZD | OAB questiona aposentadorias de ex-governadores do Paraná e Sergipe no STF | Notícia | Nacional

Corrupção: Um dom dos brasileiros...

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Corrupção: Um dom dos brasileiros...

Você já parou para pensar em tudo que mudou na sua vida nos últimos dez anos? Certamente muita coisa mudou, tanto em quesitos individuais, quanto sociais. Realmente tudo no Brasil mudou e melhorou, a exceção é a corrupção que continua escancarada para quem quiser ver e participar.
Ser corrupto é dom dos brasileiros (100% é exagero, vamos colocar 93%) quando chegam ao poder, todos tem a capacidade de ser um velho corrupto sentado numa cadeira luxuosa do senado ou câmara, basta só dizer que se importa com seu povo e periodicamente (a cada 4 ou 8 anos) doar um saco de cimento, alguns blocos e areia para reformar os currais dos seus eleitores.

A prova de que a corrupção é uma doença genética de nós "brasilianos" é que se criança votasse trocaria seu voto por uma mão cheia de bala ou por 40 santinhos (criança tem o costume de juntar e trocar os chamados "papel de político").
Voltando ao que realmente interessa, a corrupção se encontra em todos os lugares, nas filas da lotérica para tirar o bolsa família, do INSS para dar entrada na aposentadoria (agora a corrupção do INSS dá-se por agendamento via telefone), no posto da receita federal, na banca do jogo do bicho lá na esquina que embora seja ilegal, rouba menos que a própria loteria federal.
Temos ainda corrupção no maracanã, aos pés do Cristo lá no Rio.
Os governos roubam em todas as esferas e a culpa cai sobre as costas do PCC. Temos propineiros nas penitenciarias, nas prefeituras, secretarias estaduais e municipais, nos ministérios que pertenceram ou não à Dilma, até o filho do quase santo Lula tem o rabo preso.
Corrupção na Polícia rodoviária estadual que libera motocicleta com reboque irregular em troca e água de coco (eu vi hein! Coisa feia...). Resumindo, corrupção ontem, corrupção hoje, corrupção amanhã e corrupção sempre! E glória a Deus lá nas alturas (este que nunca corrompeu-se) por me fazer cidadão brasileiro, embora eu não negue que se tivesse nascido na Finlândia (a terra do papai Noel) ou no Haiti eu seria realmente Mais Feliz! (Eu e essa mania de fazer propaganda da prefeitura).

Se alguém me perguntar... "eu não sei de nada!"

Política Simãodiense: Corrupção: Um dom dos brasileiros...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Câmara dos Deputados aprova salário de R$ 26,7 mil | Política

 

Projeto segue para o Senado Federalm onde deve ser votado nesta quarta

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um projeto elevando para R$ 26,7 mil o salário dos parlamentares, do presidente, do vice e dos ministros de Estado a partir de 1º de fevereiro de 2011.
O projeto segue agora para o Senado Federal, onde pode ser votado ainda nesta quarta. Por ser decreto legislativo, ele não precisa ser sancionado pela Presidência da República. As informações são do G1.

Câmara dos Deputados aprova salário de R$ 26,7 mil | Política

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Portal Amazônia - Notícias - Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

 

Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

06 de dezembro de 2010

Portal Amazônia com informações da assessoria.

BOA VISTA - O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) cobrou nesta segunda-feira (6) os resultados e conclusões das investigações que estavam sendo feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sobre a ocorrência de corrupção eleitoral neste ano em Roraima. Mozarildo disse que em seu estado e em vários outros houve compra de votos e abuso do poder político e econômico, mas a lei eleitoral é uma colcha de retalhos que acaba beneficiando o autor do crime.
- Depois que diploma e toma posse, há uma cultura geral no Brasil de que as coisas não acontecem mais. Aliás, muitos praticam crimes eleitorais confiando nisso, confiando em bons e muito bem pagos advogados - lamentou.
Mozarildo salientou que, segundo a imprensa, o voto mais caro do Brasil - quando se compara o custo das campanhas e número de votantes - foi o do estado de Roraima, que também é o estado com menos eleitores no país. Ele disse que isso mostra o tamanho da corrupção praticada naquele estado, pois a Polícia Federal anunciou a apreensão de R$ 4 milhões em todo o Brasil, sendo que R$ 2,5 milhões foram apreendidos apenas em Roraima.
O governador [reeleito] está tendo razão, quando disse em julho de 2008 na minha cara que lá [em Roraima] só ganhava eleição que tinha o poder na mão e dinheiro. E disse também que, naquela época, já tinha misteriosamente R$ 50 milhões para gastar na campanha. Imaginem quanto ele não tinha em 2010 - denunciou.
O senador também classificou como "lamentável" o estado em que se encontra o setor de saúde em Roraima e leu uma nota de repúdio escrita pela família Aguiar da Silva. Na nota, a família afirma que o jovem Felipe Alexander faleceu no Hospital Geral de Roraima por negligência hospitalar, não médica, devido à falta de material básico e quebra dos tomógrafos.
Mozarildo leu ainda artigo escrito pelo professor do Departamento de Economia da Universidade Federal, Dr. Gilberto Issa, em que também denuncia a piora crescente da saúde em Roraima: "uma vergonha", afirma o professor. Ele relata a falta crônica de material cirúrgico e básico que tem levado os médico a mandarem de volta para casa pacientes que deveriam ser operados.
- O secretário de Saúde afirma que falta recurso para solucionar o problema. Na verdade, segundo ele, seriam necessários R$ 300 milhões para termos uma saúde sem problemas, mas como temos "apenas R$ 180 milhões, faltam portanto R$ 118 milhões para fechar a conta" - relatou.
O senador prosseguiu a leitura do artigo em que o professor afirma que o problema da Secretaria da Saúde de Roraima não é a falta de recursos e sim a falta de boa gestão do dinheiro público, pois nem mesmo R$ 500 milhões seriam suficientes se forem pessimamente gerenciados.
Mas, além disso, a Secretaria é líder em escândalos de corrupção, como o caso dos remédios dentro do prazo de validade descartados em um lixão.

Portal Amazônia - Notícias - Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Mafia Narco no Rio: “O Estado criou esses caras”

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda

Com grande entusiasmo temos ouvido, lido e visto relatos na mídia tradicional como a polícia militar brasileira tomou posse do “morro do alemão” no Rio de Janeiro. As imagens eram claras e não houve dúvida de que o ataque chocou pessoas no Brasil e no estrangeiro. Isso é o que cada cidade do mundo deve fazer para manter seus cidadãos seguros, certo? Especialmente quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Que melhor maneira de parecer estar no controle do que colocar o exército nas ruas e prender 20 traficantes que vivem em uma área isolada do Rio e de onde controlam grande parte do tráfico de drogas que flui pela cidade?


Helio Luz, ex-chefe da Policia Civil, Rio de Janeiro.
Infelizmente, o que tem sido feito nos últimos dias pela polícia, pelo Exército e pela Marinha do Brasil é apenas um show, uma demonstração de força para os telespectadores e para aparecer ante o mundo que o governo é duro com o crime. No entanto, a realidade é diferente e a mídia não pode mostrá-la porque a polícia, o exército e a marinha não a incluiu no show. Vimos algumas partes dessa realidade escondidas nos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II apresentados nos cinemas há algumas semanas. A realidade é que, como em outros lugares, o crime organizado, especificamente o que está ligado ao tráfico de drogas, é controlado pela mesma polícia. Como temos documentado, isso acontece, também, na Colômbia, México, América Central e Estados Unidos.

No Brasil, não é diferente. Não há necessidade de ser um privilegiado da informação para perceber que as gangues que roubam carros, bancos, executam seqüestros e os cartéis de drogas são, em muitos casos, controlados pela polícia e / ou os militares. É um daqueles segredos que todo mundo sabe, mas preferem ignorar. Então, nada melhor do que perguntar a uma pessoa que esteve no meio desta “luta contra as drogas” e, até hoje, mantém contato próximo com a mesma. Hélio Luz é o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e como poucos, conhece a realidade do crime organizado naquela cidade. “O Estado criou esses caras”, diz Luz. Em entrevista concedida à imprensa brasileira, o antigo chefe da polícia disse o que muitos em sua posição conhecem, mas poucos se atrevem a dizer. Mas, desta vez, até os comentaristas de futebol da ESPN Brasil tiveram que expressar a sua preocupação com o circo que foi montado no Rio de Janeiro.

Desde sua casa em Porto Alegre, sul do Brasil, Hélio Luz acompanhou a ação das forças policiais e militares no Complexo do Alemão, onde foram encontrados os bandidos que haviam sido expulsos da Vila Cruzeiro poucos antes. “O Estado nunca teve uma política de segurança para médio e longo prazo”, disse Luz. “Sempre se agiu com uma política de segurança imediata.” O ex-chefe da Polícia Civil falou com a imprensa do sul sobre a crise no Rio de Janeiro enquanto o país se prepara para receber a Copa mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Luz referiu-se especificamente às características do Complexo do Alemão e a corrupção polícial.

O problema, diz Luz, é que, quando os traficantes são pegos por tráfico de drogas, são quase imediatamente liberados. De acordo com o antigo chefe da polícia, na maioria das vezes os traficantes não são sequer registrados, muito menos acusados ou julgados. “Por quê?” Luz perguntou retoricamente. “Porque existem acordos para que isso aconteça.” Ele acrescenta que os traficantes de drogas existem porque a polícia permite. “Existem acordos”, disse Luz. Segundo este ex-policial, esse tipo de crime organizado não aparece de um dia para o outro, mas leva tempo. No caso do Rio de Janeiro e na maioria dos países, os cartéis de drogas organizados cresceram nos últimos 30 anos. Luz acredita que, quando os telespectadores são testemunhas de ações policiais como vimos no Rio há poucos dias, todos acham que os traficantes são os inimigos do Estado, mas, na realidade, diz ele, “eles são membros do Estado”.

Quando Luz foi questionado sobre se a polícia do Rio é corrupta como foi mostrado no filme Tropa de Elite I e II, ele disse: “É muito pior.” Quando os criminosos são capturados em operações como aquelas vistas no Rio, eles são levados para os departamentos de polícia e liberados quase instantaneamente. O problema com essa política é que, se os traficantes estão muito ofuscados, mudar de cidade ou estado faz com que o problema se espalhe para outros sitios. Para reforçar o fato de que a polícia é responsável direta e indiretamente pela existência de organizações criminosas, como no Rio, Luz dá outro exemplo contundente.

“Em 1994, havia 140 pessoas seqüestradas na cidade. O problema era muito grave. Os empresários contratavam empresas de segurança na América do Norte. De repente acabou. Por quê? Porque a policia anti- seqüestro deixou de sequestrar. “

Por que o Rio elogiou a ação da polícia?

Ainda antes do início das incursões nas favelas do Rio de Janeiro, o povo todo aplaudiu os policiais e militares que passavam pelas ruas, pois eles imaginavam que isso iria acontecer. Essa demonstração de força raramente vista, porque as diferentes forças policiais rivalizam, tem sido visto com bons olhos pela maioria da populaçá-. A incerteza é tão grande no Rio que qualquer sinal da presença da polícia é imediatamente saudada e reverenciada. Apesar da violência entre a polícia e os traficantes de drogas, os grupos armados do governo se autodenominam UPP ou Unidades Policiais Pacificadoras. E por que as pessoas batem palmas? Porque, como parte das invasões, essas forças militares especiais recuperaram territórios nas favelas que, até recentemente, pertenciam a traficantes de drogas.

Para Tião Santos, coordenador de Segurança Pública do Movimento de Juventude Viva Rio, as unidades policiais não resolvem o problema de segurança, porque uma vez que estes são removidos, os territórios serão progressivamente ocupados por traficantes, como tem acontecido sempre. “A única vantagem é que eles trazem um pouco de paz por algum tempo.” Entretanto, essa paz é efêmera, algo como o que vimos nos territórios ocupados em zonas de guerra. Tal é o caso hoje em dia do Afeganistão. O governo local controla apenas as áreas em torno da capital Cabul, o resto do país é terra de ninguém e, segundo muitos observadores, não levará muito tempo para que as tropas estrangeiras desocupem, se eles alguma vez forem embora, para que os antigos ocupantes retomem o poder.

Então, qual é a saída real dessa realidade tão brutal?

Como disse um comentarista da ESPN Brasil, essa história não vai mudar até que juízes, advogados, policiais, prefeitos e outros políticos corruptos sejam julgados e enviados para a prisão. É claro que a corrupção é o maior mal que corrói a cidade do Rio em todos os níveis, mas, especialmente, o setor policial. Claro que isso vai além da corrupção do governo. A imprensa, como em muitos outros países, é cúmplice, pois não denuncia categoricamente a corrupção e, sim, perpetua as falsas realidades que mantêm o seqüestro, o tráfico de drogas, o homicídio e outros crimes como parte do pão de cada dia na majestosa cidade do Rio de Janeiro.

Basta ler os jornais para perceber que o foco da mídia é absolutamente oficial, apoiando ataques militares quando acontecem, enquanto escondem a verdadeira origem do problema. Enquanto muitos culpam a pobreza pelo terrorismo urbano, a verdade é que a pobreza no Rio e no resto do Brasil é uma conseqüência dos altos níveis de corrupção oficial que avança impune e fora de controle. Parte do que a corrupção faz, é manter a maioria pobre e ignorante.

Publicamente, acredita-se que o fato de que o governo concede cestas básicas para os pobres, ou que aumenta o salário mínimo de 500-540 reais por mês, -uns 300 dólares-, é um sinal de que o governo está fazendo o seu trabalho com perfeição. Entretanto, os custos para alugar um pequeno apartamento é entre 300 e 700 reais. Todo o mundo tem telefone celular no Brasil, assim como moto ou carro, embora não tenham como pagar e isso é visto como um sinal de progresso. Esta falta de educação do povo, com a participação da classe média, deixa que as coisas continuem como estão -um Estado medíocre, o abuso de poder e o tráfico de influência são ocorrências diárias.

No Brasil, um cidadão tem de pagar cerca de US $ 500 para obter sua carteira de motorista. Lembre-se que o salário mínimo é de $ 300, mas apenas para aqueles que trabalham formalmente. Qualquer serviço prestado pelo Estado ou empresas privadas carregam impostos, entre 30 e 50 por cento, para encher os cofres de um governo que não tem tempo suficiente para dividir o dinheiro e que carece de honestidade e respeito pelos seus próprios cidadãos.

Então a solução para a triste realidade que vive o Rio e o Brasil não é militarizar as ruas, bairros ou cidades, mas -e com ausência de um sistema de ensino real-, que a imprensa como o único meio de transferência de informações discuta a realidade do país e não o que o governo quer apresentar. Isso ajudará o brasileiro a abrir seus olhos realmente, se tornar educado e, em seguida, exigir responsabilidade e respeito aos seus governantes. Enquanto os brasileiros continuarem conformados com a miséria em que vivem, nenhuma força policial ou militar poderá destruir o câncer da corrupção, tráfico de drogas ou o crime organizado.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O País quer Saber

A verdadeira morte de Yves Hublet, o brasileiro indignado que enquadrou José Dirceu a bengaladas

Bruno Abbud

O deputado federal José Dirceu, do PT de São Paulo, estava cercado por jornalistas quando passou por um corredor da Câmara em 29 de novembro de 2005, um dia antes de ter o mandato cassado e os direitos políticos suspensos até 2016. Não percebeu que, na multidão, havia um dos incontáveis brasileiros indignados com a roubalheira do mensalão. As câmeras de TV documentaram a cena fora do script. Levou duas bengaladas do escritor curitibano Yves Hublet, de 67 anos. Uma acertou a clavícula, a outra atingiu os braços que protegiam o rosto.

Os flashes voltaram-se imediatamente para o homem de barbas brancas que no dia seguinte foi apresentado ao país na primeira página de todos os jornais. Desde então, Hublet, que se contentava com a restrita notoriedade que lhe dera a autoria de “Artes & Manhas do Mico-leão” e “A Grande Guerra de Dona Baleia” ─ livros infanto-juvenis bem sucedidos ─ ficou nacionalmente conhecido como o “homem da bengala”. Cinco anos depois, o escritor voltou de uma temporada na Europa, foi preso pela Polícia Federal e morreu num hospital público em Brasília.

A morte de Hublet gerou um tsunami de rumores na internet. O blog do jornalista Cláudio Humberto informou que o corpo fora “cremado na Bélgica”. O colunista Ricardo Boechat explicou que o escritor “não tinha parentes e, por isso, ninguém sabe o destino do corpo”. Em 3 de agosto, no plenário do Senado, o tucano Álvaro Dias mencionou as “circunstâncias suspeitas” da morte. O programa Fantástico, da TV Globo, designou repórteres para investigá-la. Até hoje, a imprensa que tornou Hublet famoso nada publicou de conclusivo sobre o caso.

No fim de 2006, quase um ano depois do episódio das bengaladas, Hublet, que tinha dupla cidadania, mudou-se para a Bélgica. “Ele se dizia decepcionado com o Brasil”, informou um editor dos livros infanto-juvenis, que não quis ser identificado. O escritor refugiou-se num apartamento pago pelo governo na cidade de Charleroi. Frequentava a biblioteca Arthur Rimbaud, onde consumia um bom tempo conversando com as bibliotecárias Josete, Hélène e Cécile. A solidão o animou a escrever a história de sua família.

Em abril deste ano, Hublet decolou num avião em direção ao Rio de Janeiro. Hospedou-se numa casa na Tijuca, pertencente à ex-mulher Sueli Bittencourt, com quem viveu durante 21 anos. “Ele pedia remédios para hemorróidas”, contou Sueli por telefone. “Eu perguntava se estava tudo bem, mas ele desconversava”. Do Rio de Janeiro, o escritor voou até Curitiba. Ficou na casa de um amigo em Quatro Barras, município a vinte quilômetros da capital paranaense. Em 15 de maio, jantou com o editor. “Ele estava bem, sem aparentar problemas de saúde”. Dois dias depois, partiu para Brasília.

Rômulo Marinho, que se tornou amigo de Hublet durante o convívio no Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, obteve o aval da mulher para hospedá-lo. Os dois costumavam falar de política na varanda. Numa das conversas, Marinho notou que o amigo levantava-se com frequência exagerada para ir ao banheiro. “Ele disse que tinha uma pequena hemorragia retal e que vinha tomando remédios”, disse Marinho. “Quis levá-lo ao hospital, mas ele avisou que ia se tratar na Bélgica. Estava com a passagem marcada para 27 de maio”.

A empregada de Meireluci Fernandes, uma amiga de Hublet que naquela semana também o acolheu em Brasília, queixava-se por ter de limpar todos os dias o vaso sanitário repleto de sangue. O escritor ficou ali no sábado e no domingo, e retornou à casa de Marinho. Os intervalos entre as idas ao banheiro encurtaram.

Antes de embarcar rumo à Europa, Hublet foi ao guarda-móveis Dular, na Asa Sul de Brasília, onde armazenara livros e objetos antigos. Levou algumas caixas à casa de Marinho e, de uma delas, tirou um violão castigado pelo tempo. Presente para o neto do anfitrião, que encaminhou o instrumento à Serra Negra, interior de São Paulo, para que fosse restaurado pelo especialista Di Giorgio. De outra, sem que ninguém percebesse, sacou duas garruchas velhas, herança de família. Desmontou e escondeu as peças de ferro entre as roupas na mala.

Por volta das 17h do dia 27 de maio, Marinho levou Hublet ao aeroporto de Brasília, no Lago Sul. Duas horas depois, recebeu o telefonema: Hublet fora preso pela Polícia Federal, que localizou as garruchas desmontadas e instaurou o inquérito 6832010. Como não tinha o registro das armas, o escritor ficou seis dias preso numa cela da PF. Depois voltou para a casa de Marinho. Em 3 de julho, o “homem da bengala” foi internado no quarto 408 do 4º andar do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), vítima de um adenocarcinoma ─ tumor malígno que se instalou no intestino.

Depois de ler a notícia numa rede social da internet, postada por Solange Macuch, ex-namorada de Hublet em Curitiba, uma prima que mora no Rio de Janeiro, e que também pediu para não ser identificada, ligou três vezes para o hospital. “Na primeira, ouvi a voz sofrida dele”, disse. Na segunda, o som soou quase inaudível. Na terceira, a enfermeira avisou que o paciente não tinha condições físicas para atender.

Hublet morreu às 6h30 da manhã de 27 de julho. Marinho acredita que o amigo veio da Europa consciente de que não sobreviveria por muito tempo. Ele supõe que o amigo tenha enfiado as armas na mala porque, no íntimo, preferia ficar no Brasil. Márcia Oliveira, ex-mulher de Hublet na capital, desconfia de que, pelo percurso que o ex-marido fez pelo país, estava tudo planejado. O escritor despedia-se do mundo. “Ele escondeu a doença que tinha, optou por não se cuidar”.

Diferentemente do que se divulgou na internet, o corpo não foi cremado. Yves Hublet está enterrado no setor C, lote 0208, quadra 02032 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília. Seus livros continuam circulando pelas escolas do país. A bengala ─ adquirida depois que fraturou o joelho numa queda de planador, e que acertou Dirceu em cheio ─ está guardada num quarto da casa de Rômulo Marinho. Ele pretende um dia torná-la símbolo da luta contra a Era da Mediocridade.

O País quer Saber
Serra sempre foi contra o aborto. Dilma descobriu só em julho que já não era a favor

No vídeo divulgado em 18 de setembro, José Serra informa que não mudou de ideia sobre a questão do aborto. Na campanha presidencial de 2002, por exemplo, o candidato do PSDB avisou que não pretendia modificar a legislação em vigor. “Não sou a favor da legalização do aborto”, reiterou. “Se você liberar isso, a margem para o abuso vai ser uma coisa descomunal”.

Passados oito anos, não viu motivos para mudar de opinião. “Eu não mexeria na atual legislação, que permite aborto no caso de estupro e risco de vida da mãe”, declarou em 21 de junho. “Considero o aborto uma coisa terrível. Num país como o nosso, seria liberada uma verdadeira carnificina”.

Dilma Rousseff sempre divergiu de Serra. “Acho que tem de haver descriminalização do aborto”, disse em 2007. “No Brasil, é um absurdo que não haja”. Dois anos depois, o discurso continuava intacto: “Abortar não é fácil para mulher alguma”, ressalvou em 2009. “Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa par que não haja a legalização”.

A abertura oficial da temporada de caça ao voto desencadeou a metamorfose surpreendente. “Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto”, desmentiu-se em 22 de julho deste ano. “Defendemos o cumprimento estrito da lei”.

Nesta terça-feira, a conversão se consumou: “Eu não tenho o menor problema de tocar nas questões religiosas”, acaba de descobrir. “Minhas propostas têm tudo a ver com todas as religiões do Brasil. Eu sou de uma família católica. Eu sempre fui a favor da vida. Eu tenho uma proposta de valores. Um princípio nosso de valorizar a vida em todas as suas dimensões”.

Se souberem avaliar as dimensões do milagre, todos os chefes religiosos do mundo começarão a rezar para que o País do Carnaval realize uma eleição por semana. Em dois meses, não restaria um único ateu em território brasileiro.

O País quer Saber
Veja a entrevista feita em agosto de 2009 com Aloysio Nunes Ferreira
Paulista de São José do Rio Preto, Aloyzio Nunes Ferreira estudou Direito no Largo de São Francisco e ali começou, na presidência do Centro Acadêmico XI de Agosto, a carreira que o transformaria num doutor em política. Exilado na França até a decretação da anistia em 1979, ele foi deputado federal, vice-governador, ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso e secretário municipal na administração do prefeito José Serra. Filiado ao PSDB, hoje chefia a Casa Civil do governo de São Paulo e é o responsável pelas articulações políticas. Na entrevista dividida em quatro partes, diz o que pensa sobre a crise no Senado, compara o Congresso atual ao que conheceu, comenta a figura e o estilo de Serra, fala da sucessão presidencial, critica a tentativa de apropriação do Rodoanel e do metrô paulistano pelo PT, lamenta o pouco espaço reservado pela imprensa a notícias sobre realizações administrativas e diz que, embora não saiba qual cargo vai disputar, será candidato em 2010.


O assalto que Dilma ajudou a planejar

Domitila Becker

A noite estava chegando quando as duas camionetes estacionaram numa ladeira do bairro de Santa Tereza, no Rio. Armados de revólveres e granadas, 11 homens e duas jovens desembarcaram e, em movimentos rápidos, invadiram o casarão onde morava Ana Benchimol Capriglione, amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros, famoso pelo bordão “rouba, mas faz”. Na hora do crepúsculo de 18 de julho de 1969, começava o maior assalto praticado durante a ditadura militar por grupos partidários da luta armada.

Disfarçados de policiais à caça de documentos considerados subversivos, os invasores se espalharam pela mansão. Enquanto alguns subiam ao segundo andar para localizar o cofre, outros imobilizaram moradores e empregados, furaram os pneus dos carros estacionados na garagem e cortaram as linhas telefônicas. A operação durou exatamente 28 minutos. E enriqueceu em US$ 2,4 milhões (cerca de R$ 30 milhões em valores atuais) a VAR-Palmares, organização comunista que tinha entre seus mais ativos militantes a universitária mineira Dilma Rousseff. “A gente achava que o golpe ia ser grande, mas não tinha noção do tamanho”, disse Dilma numa entrevista publicada em 2006.

O cofre de mais de 200 quilos rolou pela escadaria de mármore, foi colocado numa das camionetes e levado até um “aparelho” ─ termo que identifica os endereços onde moravam ou se reuniam os partidários da luta armada ─ em Jacarepaguá. Ali, com o uso de maçaricos, consumou-se o arrombamento do cofre que fora previamente inundado para evitar que o dinheiro se queimasse. As cédulas secaram depois de estendidas em varais e expostas a ventiladores. Eram parte da fortuna do ex-governador de São Paulo. A informação de que estavam sob a guarda da amante foi transmitida à VAR-Palmares por Gustavo Buarque Schiller, um sobrinho de Ana Benchimol que acabara de filiar-se à organização.

Entre os participantes da ação estavam Carlos Minc, deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente do governo Lula, e Carlos Franklin Paixão de Araújo, segundo marido e pai da única filha de Dilma Vana Rousseff Linhares, ou Estela, ou Wanda, ou Marina, ou Maria Lúcia, ou Luiza. Embora tenha ajudado a planejar todos os assaltos do grupo, Dilma não figurou entre os invasores do casarão. Providenciou o armamento, guardou o dinheiro e ajudou a distribuir o produto do roubo.

O assalto foi concebido para evitar a falência financeira da VAR-Palmares, fruto da fusão da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada por Carlos Lamarca, com o Comando de Libertação Nacional (Colina), onde Dilma debutou na luta armada aos 20 anos, a convite do primeiro marido, o jornalista Galeno Magalhães Linhares. “O Colina foi uma das poucas organizações a fazer a pregação explícita do terrorismo”, escreveu o historiador Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo.

O destino dos US$ 2,4 milhões permanece envolto em mistério. Uma das versões mais difundidas garante que vários militantes receberam US$ 800 cada um “para emergências” e cerca de US$ 1 milhão foi consumido na aquisição de armas e carros, no pagamento do aluguel dos aparelhos e na compra de áreas para adestramento de guerrilheiros. O embaixador da Argélia no Brasil, Hafif Keramane, foi contemplado com mais US$ 1 milhão para continuar fazendo a ponta com os militantes exilados. Outros US$ 250 mil foram depositados em contas secretas da Suíça e, posteriormente, divididos entre os remanescentes da VAR-Palmares. No livro “A Ditadura Escancarada”, o jornalista Elio Gaspari informa que o cofre do Adhemar permitiu que parte da cúpula da VAR-Palmares deixasse de vagar por pequenas casas de subúrbio e se instalasse numa chácara em Jacarepaguá, equipada com carro estrangeiro e falso motorista.

A fortuna precipitou a desunião. Três meses depois da mais lucrativa ação desde o início da luta armada, a VAR-Palmares foi rachada ao meio. Carlos Araújo e Dilma se juntaram aos companheiros da Vanguarda Armada Revolucionária (VAR), liderada por Antonio Espinosa. Os militantes fieis a Lamarca ressuscitaram a VPR. Consumada a ruptura, Dilma foi encarregada de encontrar em São Paulo um abrigo seguro para o arsenal da VAR. Nesse tempo, a mulher de Carlos Araújo dividiu um quarto de pensão com Maria Celeste Martins na Avenida Celso Garcia, na Zona Leste. O banheiro era coletivo e as acomodações bastante precárias.

“Eu e a Celeste entramos com um balde”, contou Dilma numa entrevista à revista Piauí de abril de 2009. “Eu me lembro bem do balde porque tinha munição. As armas, nós enrolamos em um cobertor. Levamos tudo para a pensão e colocamos embaixo da cama. Era tanta coisa que a cama ficava alta. Era uma dificuldade para nós duas dormirmos ali. Muito desconfortável”. A ex-ministra continua: “Os fuzis automáticos leves, que tinham sobrado para nós, estavam todos lá. Tinha metralhadora, tinha bomba plástica. Contando isso hoje, parece que nem foi comigo”. Presa no início de 1970 com documentos falsos e armas de fogo, Dilma ficou três anos na cadeia.

A história de outros participantes do roubo foi resgatada pelo Grupo Tortura Nunca Mais: João Domingos da Silva morreu em setembro de 1969, depois de submetido a sucessivas sessões de tortura. Em abril do ano seguinte, quando o carro que dirigia foi cercado pela polícia, Juarez Guimarães de Brito matou-se com um tiro na cabeça. Gustavo Buarque Schiller atirou-se de um edifício em Copacabana em 22 de setembro de 1985.

Ana Capriglione e os herdeiros do governador nunca reivindicaram os milhões furtados. Os descendentes da guardiã da fortuna continuam jurando que o cofre estava vazio.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

POR ISSO QUE O BRASIL ESTÁ ASSIM!!!!!

Por Unanimidade!!!
STF extingue processo contra Roriz, mas não decide sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano.

Publicada em 29/09/2010 às 15h03m
Carolina Brígido


RIO - Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivaram nesta quarta-feira a ação movida pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a Lei da Ficha Limpa. Roriz desistiu de sua candidatura após impasse no STF que não definiu se ele poderia continuar candidato ou não. Foi extinto todo o processo, desde o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Assim a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra a qual recorreu, não existe em relação a Roriz. Como foi extinto sem a análise do mérito, é como se o julgamento do STF da semana passada que ficou empatado nunca tivesse ocorrido.

Na votação, quatro ministros - Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski - defenderam que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o registro da candidatura de Roriz, fosse declarada a definitiva. Seis ministros - Ellen Gracie, Dias Toffoli, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso - discordaram e não chancelaram a decisão do TSE.

Na prática, o STF continua sem decidir - e sem declarar concordância ou discordância com o TSE, que havia determinado que a Lei da Ficha Limpa vale para este ano. O STF declarou por unanimidade que a decisão no próximo recurso terá repercussão geral - ou seja, a justiça brasileira terá de seguir o mesmo entendimento.

Assim, os candidatos considerados "ficha suja" vão concorrer sub júdice no domingo. Caso no futuro o STF decida que a lei vale para estas eleições, eles podem não ser diplomados. ( Conheça os principais pontos da Lei da Ficha Limpa )

Na semana passada, o STF começou a julgar se Roriz podia ser candidato e se a Lei da Ficha Limpa vale para as eleições deste ano. Com o empate no julgamento em 5 a 5, houve um impasse. Os ministros ainda tentaram resolver como seria proclamado o resultado, mas não houve consenso. No dia seguinte, porém, Roriz resolveu abandonar a candidatura e lançar a sua mulher, Weslian Roriz (PSC), ao governo do DF.

Agora, o TSE vai analisar o caso de Weslian. Nesta quarta, o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, afirmou que todas as trocas de candidaturas serão examinadas de acordo com a sua legitimidade . Lewandowski disse estranhar tal troca e que é preciso avaliar se ela se deu de uma forma legítima.

Na terça-feira, o procurador-regional eleitoral no DF, Renato Brill, e o procurador-regional substituto, José Osterno Campos de Araújo, assinaram um parecer contrário ao registro da candidatura de Weslian. O parecer ainda será encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). ( Leia mais: Em debate na TV, Weslian se confunde e defende corrupção em participação cheia de tropeços )

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Veja em quem não VOTAR!!!!!!

EM QUEM NÃO VOTAR:


ID
NOME
CARGO
PARTIDO
ACUSAÇÃO OU CRIME A QUE RESPONDE

1
ABELARDO LUPION
Deputado
PFL-PR
Sonegação Fiscal

2
ADEMIR PRATES
Deputado
PDT-MG
Falsidade Ideológica

3
AELTON FREITAS
Senador
PL-MG
Crime de Responsabilidade e Estelionato

4
AIRTON ROVEDA
Deputado
PPS-PR
Peculato

5
ALBÉRICO FILHO
Deputado
PMDB-MA
Apropriação Indébita

6
ALCESTE ALMEIDA
Deputado
PTB-RR
Peculato e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

7
ALEX CANZIANI
Deputado
PTB-PR
Peculato

8
ALMEIDA DE JESUS
Deputado
PL-CE
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

9
ALMIR MOURA
Deputado
PFL-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

10
AMAURI GASQUES
Deputado
PL-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

11
ANDRÉ ZACHAROW
Deputado
PMDB-PR
Improbidade Administrativa

12
ANÍBAL GOMES
Deputado
PMDB-CE
Improbidade Administrativa

13
ANTERO PAES DE BARROS
Senador
PSDB-MT
Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha

14
ANTÔNIO CARLOS PANNUNZIO
Deputado
PSDB-SP
Crime de Responsabilidade

15
ANTÔNIO JOAQUIM
Deputado
PSDB-MA
Improbidade Administrativa

16
BENEDITO DE LIRA
Deputado
PP-AL
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

17
BENEDITO DIAS
Deputado
PP-AP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

18
BENJAMIN MARANHÃO
Deputado
PMDB-PB
Crime Eleitoral

19
BISPO WANDERVAL
Deputado
PL-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

20
CABO JÚLIO (JÚLIO CÉSAR GOMES DOS SANTOS)
Deputado
PMDB-MG
Crime Militar, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

21
CARLOS ALBERTO LERÉIA
Deputado
PSDB-GO
Lesão Corporal

22
CELSO RUSSOMANNO
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral, Peculato e Agressão

23
CHICO DA PRINCESA (FRANCISCO OCTÁVIO BECKERT)
Deputado
PL-PR
Crime Eleitoral

24
CIRO NOGUEIRA
Deputado
PP-PI
Crime Contra a Ordem Tributária e Prevaricação

25
CLEONÂNCIO FONSECA
Deputado
PP-SE
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

26
CLÓVIS FECURY
Deputado
PFL-MA
Crime Contra a Ordem Tributária

27
CORIALANO SALES
Deputado
PFL-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

28
DARCÍSIO PERONDI
Deputado
PMDB-RS
Improbidade Administrativa

29
DAVI ALCOLUMBRE
Deputado
PFL-AP
Corrupção Ativa

30
DILCEU SPERAFICO
Deputado
PP-PR
Apropriação Indébita

31
DOUTOR HELENO
Deputado
PSC-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

32
EDSON ANDRINO
Deputado
PMDB-SC
Crime de Responsabilidade

33
EDUARDO AZEREDO
Senador
PSDB-MG
Improbidade Administrativa

34
EDUARDO GOMES
Deputado
PSDB-TO
Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

35
EDUARDO SEABRA
Deputado
PTB-AP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

36
ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO
Deputado
PRONA-SP
Falsidade Ideológica

37
EDIR DE OLIVEIRA
Deputado
PTB-RS
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

38
EDNA MACEDO
Deputado
PTB-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

39
ELAINE COSTA
Deputada
PTB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

40
ELISEU PADILHA
Deputado
PMDB-RS
Corrupção Passiva

41
ENIVALDO RIBEIRO
Deputado
PP-PB
Crime Contra a Ordem Tributária, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

42
ÉRICO RIBEIRO
Deputado
PP-RS
Crime Contra a Ordem Tributária e Apropriação Indébita

43
FERNANDO ESTIMA
Deputado
PPS-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

44
FERNANDO GONÇALVES
Deputado
PTB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

45
GARIBALDI ALVES
Senador
PMDB-RN
Crime Eleitoral

46
GIACOBO (FERNANDO LUCIO GIACOBO)
Deputado
PL-PR
Crime Contra a Ordem Tributária e Seqüestro

47
GONZAGA PATRIOTA
Deputado
PSDB-PE
Apropriação Indébita

48
GUILHERME MENEZES
Deputado
PT-BA
Improbidade Administrativa

49
INALDO LEITÃO
Deputado
PL-PB
Crime Contra o Patrimônio, Declaração Falsa de Imposto de Renda

50
INOCÊNCIO DE OLIVEIRA
Deputado
PMDB-PE
Crime de Escravidão

51
IRAPUAN TEIXEIRA
Deputado
PP-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

52
IRIS SIMÕES
Deputado
PTB-PR
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

53
ITAMAR SERPA
Deputado
PSDB-RJ
Crime Contra o Consumidor, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

54
ISAÍAS SILVESTRE
Deputado
PSB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

55
JACKSON BARRETO
Deputado
PTB-SE
Peculato e Improbidade Administrativa

56
JADER BARBALHO
Deputado
PMDB-PA
Improbidade Administrativa, Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Lavagem de Dinheiro

57
JAIME MARTINS
Deputado
PL-MG
Crime Eleitoral

58
JEFERSON CAMPOS
Deputado
PTB-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

59
JOÃO BATISTA
Deputado
PP-SP
Falsidade Ideológica, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

60
JOÃO CALDAS
Deputado
PL-AL
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

61
JOÃO CORREIA
Deputado
PMDB-AC
Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

62
JOÃO HERRMANN NETO
Deputado
PDT-SP
Apropriação Indébita

63
JOÃO MAGNO
Deputado
PT-MG
Lavagem de Dinheiro

64
JOÃO MENDES DE JESUS
Deputado
PSB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

65
JOÃO PAULO CUNHA
Deputado
PT-SP
Corrupção Passiva, Lavagem de Dinheiro e Peculato

66
JOÃO RIBEIRO
Senador
PL-TO
Peculato e Crime de Escravidão

67
JORGE PINHEIRO
Deputado
PL-DF
Crime Ambiental

68
JOSÉ DIVINO
Deputado
PRB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

69
JOSÉ JANENE
Deputado
PP-PR
Estelionato, Improbidade Administrativa, Lavagem de Dinheiro, Corrupção Passiva, Formação de Quadrilha, Apropriação Indébita e Crime Eleitoral

70
JOSÉ LINHARES
Deputado
PP-CE
Improbidade Administrativa

71
JOSÉ MENTOR
Deputado
PT-SP
Corrupção Passiva

72
JOSÉ MILITÃO
Deputado
PTB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

73
JOSÉ PRIANTE
Deputado
PMDB-PA
Crime Contra o Sistema Financeiro

74
JOVAIR ARANTES
Deputado
PTB-GO
Improbidade Administrativa

75
JOVINO CÂNDIDO
Deputado
PV-SP
Improbidade Administrativa

76
JÚLIO CÉSAR
Deputado
PFL-PI
Peculato, Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Falsidade Ideológica

77
JÚLIO LOPES
Deputado
PP-RJ
Falsidade Ideológica

78
JÚNIOR BETÃO
Deputado
PL-AC
Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

79
JUVÊNCIO DA FONSECA
Deputado
PSDB-MS
Improbidade Administrativa

80
LAURA CARNEIRO
Deputada
PFL-RJ
Improbidade Administrativa e Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

81
LEONEL PAVAN
Senador
PSDB-SC
Contratação de Serviços Públicos Sem Licitação e Concussão

82
LIDEU ARAÚJO
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral

83
LINO ROSSI
Deputado
PP-MT
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

84
LÚCIA VÂNIA
Senadora
PSDB-GO
Peculato

85
LUIZ ANTÔNIO FLEURY
Deputado
PTB-SP
Improbidade Administrativa

86
LUPÉRCIO RAMOS
Deputado
PMDB-AM
Crime de Aborto

87
MÃO SANTA
Senador
PMDB-PI
Improbidade Administrativa

88
MARCELINO FRAGA
Deputado
PMDB-ES
Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

89
MARCELO CRIVELA
Senador
PRB-RJ
Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica

90
MARCELO TEIXEIRA
Deputado
PSDB-CE
Sonegação Fiscal

91
MÁRCIO REINALDO MOREIRA
Deputado
PP-MG
Crime Ambiental

92
MARCOS ABRAMO
Deputado
PP-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

93
MÁRIO NEGROMONTE
Deputado
PP-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

94
MAURÍCIO RABELO
Deputado
PL-TO
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

95
NÉLIO DIAS
Deputado
PP-RN
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

96
NELSON BORNIER
Deputado
PMDB-RJ
Improbidade Administrativa

97
NEUTON LIMA
Deputado
PTB-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

98
NEY SUASSUNA
Senador
PMDB-PB
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

99
NILTON CAPIXABA
Deputado
PTB-RO
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

100
OSMÂNIO PEREIRA
Deputado
PTB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

101
OSVALDO REIS
Deputado
PMDB-TO
Apropriação Indébita

102
PASTOR AMARILDO
Deputado
PSC-TO
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

103
PAULO AFONSO
Deputado
PMDB-SC
Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Improbidade Administrativa

104
PAULO BALTAZAR
Deputado
PSB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

105
PAULO FEIJÓ
Deputado
PSDB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

106
PAULO JOSÉ GOUVEIA
Deputado
PL-RS
Porte Ilegal de Arma

107
PAULO LIMA
Deputado
PMDB-SP
Extorsão e Sonegação Fiscal

108
PAULO MAGALHÃES
Deputado
PFL-BA
Lesão Corporal

109
PEDRO HENRY
Deputado
PP-MT
Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Corrupção Passiva, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

110
PROFESSOR IRAPUAN
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral

111
PROFESSOR LUIZINHO
Deputado
PT-SP
Lavagem de Dinheiro

112
RAIMUNDO SANTOS
Deputado
PL-PA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

113
REGINALDO GERMANO
Deputado
PP-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

114
REINALDO BETÃO
Deputado
PL-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

115
REINALDO GRIPP
Deputado
PL-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

116
REMI TRINTA
Deputado
PL-MA
Estelionato e Crime Ambiental

117
RIBAMAR ALVES
Deputado
PSB-MA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

118
RICARDO BARROS
Deputado
PP-PR
Sonegação Fiscal

119
RICARTE DE FREITAS
Deputado
PTB-MT
Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

120
RODOLFO TOURINHO
Senador
PFL-BA
Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira

121
ROMERO JUCÁ
Senador
PMDB-RR
Improbidade Administrativa

122
ROMEU QUEIROZ
Deputado
PTB-MG
Corrupção Ativa, Corrupção Passiva e Lavagem de Dinheiro

123
RONALDO DIMAS
Deputado
PSDB-TO
Crime Eleitoral

124
SANDRO MABEL
Deputado
PL-GO
Crime Contra a Ordem Tributária

125
SUELY CAMPOS
Deputada
PP-RR
Crime Eleitoral

126
TATICO (JOSÉ FUSCALDI CESÍLIO)
Deputado
PTB-DF
Crime Contra a Ordem Tributária, Declaração Falsa de Imposto de Renda e Sonegação Fiscal

127
TETÉ BEZERRA
Deputado
PMDB-MT
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

128
THELMA DE OLIVEIRA
Deputada
PSDB-MT
Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha

129
VADÃO GOMES
Deputado
PP-SP
Improbidade Administrativa e Crime Contra a Ordem Tributária

130
VALDIR RAUPP
Senador
PMDB-RO
Peculato, Uso de Documento Falso, Crime Contra o Sistema Financeiro, Crime Eleitoral e Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira

131
VALMIR AMARAL
Senador
PTB-DF
Apropriação Indébita

132
VANDERLEI ASSIS
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

133
VIEIRA REIS
Deputado
PRB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

134
VITTORIO MEDIOLI
Deputado
PV-MG
Sonegação Fiscal

135
WANDERVAL SANTOS
Deputada
PL-SP
Corrupção Passiva

136
WELLINGTON FAGUNDES
Deputada
PL-MT
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

137
ZÉ GERARDO
Deputado
PMDB-CE
Crime de Responsabilidade

138
ZELINDA NOVAES
Deputada
PFL-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

139
Ângela Guadagnin
Deputada
PT-SP
Dançarina do Plenário da Câmara, comemorando absolvição de corrupto

140
Antônio Palocci
Ex-Ministro
PT-SP
Quebra de Sigilo Bancário

141
Carlos Rodrigues
Ex-Deputado
PL-RJ
Bispo Rodrigues

142
Delúbio Soares
Tesoureiro
PT-GO
Ex Tesoureiro do PT

143
José Dirceu
Ex-Deputado
PT-SP
Coordenador do Mensalão

144
José Genoíno
Ex-Deputado
PT-SP
Mensalão, Dólares na Cueca

145
José Nobre Guimarães
DeputadoEst.
PT-CE
Dólares na Cueca (Agora Candidato a Dep. Federal)

146
Josias Gomes
Deputado
PT-BA
Mensalão, CPI dos Correios

147
Luiz Gushiken
Ex-Ministro
PT-SP
CPI dos Correios

148
Paulo Salim Maluf
Ex
PPB-SP
Corrupção, Falcatruas, Improbidade Administrativa, Desvio de Dinheiro Público, Lavagem de dinheiro

149
Paulo Pimenta
Deputado
PT-RS
Compra de Votos, Mensalão, CPI Correios

150
Pedro Corrêa
Ex-Deputado
PP-PE
Cassado em associação ao Escândalo do Mensalão, Compra de Votos

151
Roberto Brant
Deputado
PFL-MG
Crime Eleitoral, Mensalão, CPI Correios

152
Roberto Jefferson
Ex-Deputado
PTB-RJ
Mensalão

153
Severino Cavalcanti
Ex-Deputado
PP-PE
Escândalo do Mensalinho (Renuncio para evitar a cassação)

154
Silvio Pereira
SecretárioPT
PT
Mensalão

155
Valdemar Costa Neto
Exc-Deputado
PL-SP
Mensalão (renunciou para evitar a cassação)









A PEQUENINA LISTA DE CORRUPTOS.
TEMOS QUE FICAR DE OLHO NOS VAGABUNDOS.
REPASSANDO
RELAÇÃO DOS DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES QUE RESPONDEM A PROCESSO NA JUSTIÇA:
É o mínimo que podemos fazer!
Divulgar! Se o TRE não vai divulgar, nós divulgamos! Somos 45 Milhões de Internautas, 15 Milhões em Banda Larga !!!
É só querer...
Este a gente não pode deixar de divulgar!!!! Temos que mandar para o máximo de pessoas possível. Esse País tem jeito, mas somos nós que temos de tomar uma atitude.
Por favor, gente, vamos espalhar esta relação para o maior número de pessoas que pudermos.Também, já imprimi várias cópias, e as venho distribuindo para o pessoal que não tem acesso à internet. Estou fazendo a minha parte...
SE LIGA BRASIL !!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ficha limpa?

Ficha Limpa: TCE entrega lista ao TRE com nomes de políticos que tiveram suas contas rejeitadas
Publicada em 05/07/2010 às 23h02m
Chico Otavio e Cássio Bruno

RIO - O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro já tem em mãos, desde segunda-feira, uma base de dados para deflagrar o processo de combate a políticos condenados, nas eleições de outubro. Foi entregue ao presidente do TRE-RJ, desembargador Nametala Jorge, uma lista de 920 nomes de políticos (deputados, prefeitos, dirigentes de autarquias, entre outros) que tiveram as suas contas julgadas irregulares, de 2005 até agora, por decisão definitiva do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). ( Confira a lista completa dos 920 políticos inelegíveis )

O Ministério Público eleitoral, que recebeu uma cópia, pretende barrar os nomes da lista que aparecerem na relação de candidatos às eleições deste ano. Pelo menos três deputados federais - Solange Almeida (PMDB), Arnaldo Vianna (PDT) e Edson Ezequiel (PMDB) - e três estaduais - Inês Pandeló (PT), Mario Marques (PSDB) e Alair Corrêa (PMDB ) - aparecem na relação do TCE.

Um gestor é condenado pelo TCE quando não presta conta do uso do dinheiro público corretamente ou quando o Tribunal verifica que a utilização dos recursos se deu de modo irregular - superfaturamento na compra de produtos ou remuneração de parlamentares acima dos limites legais.

De acordo com a Lei Complementar 64/90, são inelegíveis "os que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente". O deputado Arnaldo Vianna, por exemplo, teve as contas rejeitadas em 16 processos julgados pelo TCE.

A lista inclui ainda integrantes da família do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos (PSDB) - Narriman Zito e Waldir Zito - e da ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino (PMDB) - Charles Cozzolino e ela própria. Também relaciona os prefeitos de Volta Redonda, Antônio Francisco Netto - e de São Gonçalo, Maria Aparecida Panisset, que não disputarão este ano.

"
Temos de saber, ao cruzar com a lista do TCE, por exemplo, o que é insanável, o que se caracteriza como ato doloso de improbidade administrativa
"
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.A citação na lista não representa a impugnação automática. Como os efeitos da lei só de aplicam em casos de "irregularidade insanável", o TRE terá de julgar caso a caso. Para a procuradora regional eleitoral, Silvana Batini, esta novidade representa retrocesso porque, até a eleição passada, a simples inclusão na lista do Tribunal de Contas já tornava o candidato inelegível:

- Vamos entrar, a partir desta terça-feira numa gincana, pois o prazo é curto. Esperamos cerca de 2 mil inscrições de candidatos. Temos de saber, ao cruzar com a lista do TCE, por exemplo, o que é insanável, o que se caracteriza como ato doloso de improbidade administrativa.

Com a publicação das nominatas dos partidos (listagem de candidatos), o Ministério Público eleitoral terá cinco dias para pedir a impugnação. O TRE, então, terá até o dia 5 de agosto para decidir a situação de cada um.

Procurados, Arnaldo Vianna, Edson Ezequiel, Inês Pandeló e Solange Almeida não comentaram a lista do TCE. Já Mario Marques e Alair Correa não foram encontrados.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rei dos Reis : Jesus: Quando tudo acaba em pizza.

 

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quando tudo acaba em pizza
Os meandros da corrupção no Brasil e como esse mal está instalado na sociedade
por Priscila Gorzoni

Fotos: Shutterstock

No livro "O Saber Local" (Vozes, 2001), o antropólogo norteamericano Clifford Geertz afirma que "para acompanhar um jogo de beisebol, temos que saber o que é um bastão, uma bastonada, um jogador de esquerda e também como funciona o jogo que contém todos esses elementos". Assim funciona também com a política e com a corrupção, uma de suas práticas de subterrâneo. "A corrupção na política sempre existiu, faz parte do jogo de interesse e poder desde o nascimento da vida em sociedade. No Império Romano, por exemplo, existia até uma tabela paralela de corrupção feita pelo próprio senado para burlar as leis", diz José Odair da Silva, historiador e doutor em Ciência da Religião pela PUC-SP.

"A corrupção na política sempre existiu, faz parte do jogo de interesse e poder desde o nascimento da vida em sociedade. No Império Romano, por exemplo, existia até uma tabela paralela de corrupção feita pelo próprio senado para burlar as leis"
JOSÉ ODAIR DA SILVA, HISTORIADOR

A corrupção, como mostra Odair da Silva, não é uma exclusividade brasileira. Ela sempre existiu em todos os sistemas e regimes políticos: nas democracias liberais, no socialismo, no fascismo, no nazismo, na social-democracia, em teocracias, governos populistas e ditaduras militares. Mas o esforço de compreensão das raízes da corrupção e da relação da sociedade com esse desvio da lei em um local específico, no caso o Brasil, exige ir além das estatísticas e das definições generalizantes. É necessário analisar minuciosamente a formação social e política do país.

Fotos: Shutterstock

Vivemos, segundo os grandes intérpretes de nossa formação, em uma sociedade calcada nas relações pessoais, familiares, cuja base não estaria alicerçada no princípio de indivíduo e cidadão. É o que nos mostra um dos maiores estudiosos do comportamento do brasileiro, o antropólogo Roberto Da- Matta. Em sua obra "A casa & a Rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil" (Rocco, 2003), ele descreve o Brasil como heterogêneo, desigual, relacional e inclusivo, onde o que conta não é o cidadão, mas a relação que ele tem com o poder, seja esse poder de qualquer nível, do macropoder do Estado ao micropoder do cotidiano. Segundo DaMatta, tal característica permitiria explicar os desvios e variações da noção de cidadania. Frases autoritárias como "Você sabe com quem está falando?" ainda têm valor e efeito. Emblemática, a frase mencionada e analisada pelo antropólogo é uma das derivações possíveis do tão controverso "jeitinho brasileiro".

Segundo Odair da Silva, o "jeitinho" pode ser encarado de duas formas: pode ter um sentido pejorativo, pois diz que o povo brasileiro arranja sempre um modo de viver sem trabalhar, estudar, pagar impostos e fugindo dos compromissos. Por outro ângulo, o "jeitinho" tem um sentido de criatividade e de esperteza, qualidades que "valorizam" os seus autores. No caso dos políticos enrascados, é a capacidade de improvisar soluções acauteladoras quando tudo parece estar perdido. "É a presença de espírito que dá respostas imediatas para situações embaraçosas, sobretudo respostas de efeito, mas vazias de significado. Em resumo, o "jeitinho" é o instrumento mais usado para deixar como está pra ver como fica", exemplifica.

Fotos: ShutterstockTalvez algo esteja começando a mudar. Recentemente, acompanhamos o anúncio da raríssima prisão de um político em exercício de mandato executivo, acusado de corrupção. A detenção do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, surpreendeu a todos que esperavam mais um "final com pizza". O julgamento político e jurídico de Arruda ainda não ocorreu, mas o início parece mais auspicioso do que em casos semelhantes no passado. No entanto, fica uma questão primordial a ser debatida: como entender a escolha dos brasilienses por Arruda nas eleições de 2006, levando em consideração que em sua biografia já constava o caso da violação do painel eletrônico do Senado, ocorrido em 2001?

Mas, como se sabe, a corrupção vai além da política e está instalada nas relações sociais. E os prejuízos são evidentes, sobretudo em termos de cultura política, prevalecendo a tese de que o mundo é dos espertos e de que a Lei não alcança igualmente a todos. "Uma lógica da malandragem se espalha pelo país como normal e dificulta o estabelecimento de uma cultura cidadã, democrática e especificamente moderna", lembra Rogério Baptistini Mendes, doutor em Sociologia pela Unesp, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e coordenador do Grupo de Estudos sobre o Brasil Moderno.

É quase uma instituição que todo mundo vê, afirma repudiar, mas até se beneficia dela. É como Alberto Carlos Almeida explica em seu livro "A Cabeça do Brasileiro" (Record, 2007): "Você é a favor da corrupção? Claro que não! E, por acaso já se utilizou pelo menos uma vez na vida do 'jeitinho brasileiro'? Sem dúvida que sim. Enfim, há culturas mais complacentes com a corrupção do que outras, e a nossa é uma delas", conta o autor.

Em uma sociedade como a nossa, em que existe uma zona nebulosa entre o certo e o errado e que glorifica o "jeitinho brasileiro" como uma ferramenta da dinâmica social, fica mais fácil entender porque a cultura da corrupção está entre nós. Almeida mostra em seu livro, apoiado pela Pesquisa Social brasileira (PESB), que a corrupção não está restrita às ilicitudes de nossos políticos e governantes. Sob a simpática expressão "jeitinho brasileiro", ela é socialmente aceita. É esse jeitinho que quebra as regras e se coloca como a zona cinzenta moral, ou seja, entre o certo e o errado. Dependendo das circunstâncias, pode passar rapidamente de errada a certa.

"Uma lógica da malandragem se espalha pelo país como normal e dificulta o estabelecimento de uma cultura cidadã, democrática e especificamente moderna"
ROGÉRIO BAPTISTINI MENDES, DOUTOR EM SOCIOLOGIA E PROFESSOR DA FESPSP

Poderíamos nos perguntar: seria o "jetinho brasileiro" a antessala da corrupção? Segundo a PESB, sim. Com base em suas pesquisas descobriu-se que quanto maior a tolerância ao jeitinho, mais se aceita a corrupção. "Quanto maior for a utilização e a aceitação desse meio-termo, maiores serão as chances de que haja uma grande tolerância em relação à corrupção", explica Almeida. De acordo com a PESB, Almeida verificou que 60% das pessoas consultadas são inclinadas a uma visão de mundo patrimonialista. Em casos mais extremos, 17% da população tolera que alguém se utilize do cargo público como se fosse propriedade particular. Quase ¾ da população brasileira afirmam não considerar que o público deva cuidado por todos, mas apenas pelo governo.

Portanto, não é à toa que Macunaíma, magistralmente descrito por Mário de Andrade, tornou-se o símbolo do herói brasileiro. Se ele estivesse caracterizado com terno, gravata e frequentasse a alta sociedade brasileira certamente estaria até em um círculo mais adequado. Obviamente, faz-se aqui uma análise do ponto de vista político do personagem, concebendo Macunaíma como o típico "herói sem caráter". Aliás, como o historiador Sérgio Buarque de Holanda escreve em "O Espírito e a Letra: estudos de crítica literária" (Companhia das Letras, 1996), Macunaína já existia em um sem-números de fábulas dos índios caraíbas, ou seja, ele não foi construído por Mário de Andrade, um grande estudioso da nossa cultura, apenas com a força de sua imaginação.

"Quanto maior for a utilização e a aceitação desse meio-termo, maiores serão as chances de que haja uma grande tolerância em relação à corrupção"
ALBERTO CARLOS ALMEIDA, SOCIÓLOGO E AUTOR DE "A CABEÇA DO BRASILEIRO"

Como saber em que ponto inicia-se o fenômeno da corrupção? Como entender o paradoxo de conviver com a corrupção, criticando-a como um ato infame, mas em certas situações usando-a em seu próprio benefício?

Buarque e as Raízes do Brasil
Como mostra Baptistini, a corrupção é endêmica. Ela faz parte de um fenômeno gerado ao longo dos séculos, desde que Portugal instalou aqui uma colônia de exploração apoiada no latifúndio e na escravidão. Essas instituições, sob o domínio de um ente privado que exercia o poder por delegação da Coroa, estão na base da constituição de uma sociedade patriarcal, na qual há concentração de poder e prestígio na figura do senhor rural. Este, separado da metrópole por um oceano, fazia confundir o seu mando pessoal com um verdadeiro poder de Estado, expressão de sua vontade particular.

17%
Da população tolera que alguém se utilize do cargo público como se fosse propriedade particular.

60%

Das pessoas consultadas são inclinadas a uma visão de mundo patrimonialista

Fotos: Shutterstock

Por essa razão, é fundamental ressaltar alguns pontos como a influência determinante da colônia portuguesa na formação da nossa cultura e mentalidade. Como diria o sociólogo e antropólogo Marcel Mauss em "Sociologia e Antropologia" (Cosac Naify, 2005), toda interpretação deve fazer coincidir a objetividade da análise histórica ou comparativa com a subjetividade da experiência vivida. E como pensar nos aspectos da nossa formação sem falar no clássico livro de Sérgio Buarque de Holanda, "Raízes do Brasil", cuja primeira edição é de 1936?

No capítulo "O Homem Cordial", Sérgio Buarque inicia a sua análise explicando que o Estado não é - ou não deve ser - a ampliação do círculo familiar. Mas, como lembra Baptistini, uma das raízes sociológicas da corrupção política é a ausência de separação entre os espaços público e privado, sobretudo quando a burocracia do Estado localizava-se em Portugal e a colônia organizava-se com base na exploração das terras e das pessoas no contexto do latifúndio escravocrata. Essa é a base do patriarcalismo, com a concentração do poder e do prestígio na figura do senhor rural.

Junta-se a isso o mando privado dos senhores que se prolonga no tempo e assume característica peculiar, com o retraimento do latifúndio aos próprios limites, configurando uma verdadeira autarquia rural. "Nesta, como informa Faoro, em "Os Donos do Poder", o senhor de terras e de gente se transmuta no senhor absoluto de um pequeno reino. O prestígio outrora haurido das implícitas delegações de autoridade se transmuta no de senhor de um pequeno reino, que produz quase tudo", explica Baptistini.

A confusão entre o latifúndio e o Estado não se resolve com a superação de uma por outra, mas é uma transação que conduz ao acerto que as preserva no país independente, liberto da metrópole portuguesa. "O estamento político, alargado desde o Código de Processo Penal de 1832 e do Ato Adicional de 1834, que consagram a relação entre as autonomias locais e o poder central, entre o patriarcalismo e o patrimonialismo, consagra o exercício do poder como mando privado, enquanto a nação padece sob o latifúndio e a escravidão", resume Baptistini.

"Conforme esclarece José Murilo de Carvalho, em 'Os Bestializados', o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido o protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver talvez uma parada militar"
ROGÉRIO BAPTISTINI MENDES, DOUTOR EM SOCIOLOGIA E PROFESSOR DA FESPSP

Dessa forma, o Brasil independente avança em direção ao século 20 sem uma população verdadeiramente livre, com um Estado parasitário, lugar de privilégios, e uma ordem privada marcada pelo mandonismo dos senhores rurais. Para Baptistini, "não causa espanto que, ao final do período, o advento da forma republicana se dê 'pelo alto', respeitando o status quo. Conforme esclarece José Murilo de Carvalho, em "Os Bestializados", o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido o protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver talvez uma parada militar".

Um dos elementos para a compreensão desse fenômeno seria o de que o nosso histórico social de corrupção tem como alimento a ausência de uma cultura pública robusta e a oligarquização das decisões. "Elas se somaram, ao longo do tempo, aos resquícios da escravidão e do mandonismo privado, à cidadania como concessão e à ideia de que o Estado tem precedência sobre a sociedade. Assim, não se fortaleceu entre nós o ethos republicano e democrático, mas sim o seu oposto", finaliza Baptistini.

Fotos: Shutterstock

Na análise do jornalista e historiador Hernâni Donato, outros elementos são importantes. "Basta percorrer a História. Subiremos os séculos flanqueados por endemia corruptiva que remete ao 'Descobrimento'. Não foi o que o escrivão Caminha tentou fazer com o rei, na sua famosa carta? Elogiou a terra com o que elogiava o esforço real (ainda que secreto) para chegar a ela. E assinava com um pedido de graça em favor do genro. Verdade que ela, a corrupção, viceja onde haja relacionamento entre o que pode e o que deseja. Lê-se no primeiro livro de História guerreira como foi que fornecedores mudaram a sorte de batalha no Peloponeso, promovendo orgia total para gáudio dos compradores. Depois, e isto me causa arrepios quando me vem à mente a frase terribilíssima do padre Vieira ao soberano que o mandara identificar corrupção e corruptor no Brasil. Vieira confirmou e alertou mais ou menos assim: 'e não tente Vossa Majestade corrigir de todo esse mal, porque, então, ficaria sem com quem governar'. Não é de tirar o sono?", relata.

Vocabulário da Corrupção

CORRUPÇÃO
Segundo Deonísio da Silva em "De onde vêm as palavras", a palavra corrupção vem do latim corruptione, apodrecimento, decomposição. Foi inicialmente empregada ao fim que todos teremos após a morte. O vocábulo designa também atos ilícitos praticados, sobretudo, por políticos, os corrompidos, e empresários, os corruptores. Entretanto, essa palavra costumava se referir a declínio moral como no caso do livro escrito por Mikhail Shcherbatov, "Da Corrupção da Moral na Rússia no século XVIII". Uma forma de começar a compreender o nível de tolerância para a corrupção - um dos terrenos da impunidade - é observar a distinção entre privado e público. O que é privado é traçado menos claramente em algumas culturas. Para o historiador Peter Burke, a preocupação pública com a corrupção é em geral um fenômeno de transição, emergindo quando uma cultura particular está se afastando do sistema patrono-cliente em direção à meritocracia.

NEPOTISMO
Falar de corrupção na política sem citar o nepotismo é como falar de política sem mencionar o processo eleitoral. A origem dessa palavra é no mínimo curiosa. Nepotismo vem de papa. Nepo quer dizer em latim "sobrinho". "Antigamente era costume os sobrinhos do papa terem cargos, regalias por serem seus parentes. Entretanto, os papas eram proibidos de ter filhos, pois praticavam o celibato", conta Fátima Mesquita, autora de "Almanaque de corruptos, ditadores e tiranos nojentos" (Panda Books). Mas como era sabido, a maioria tinha filhos sim, mas os apresentava como sobrinhos. Mas o nepotismo não é um privilégio de nossas terras. Na história política, encontramos essa prática em países como os Estados Unidos. Mas em países como a China ninguém vê problema no nepotismo. Tanto que é comum empregarem seus parentes na política. Agora quem ganha o prêmio de maior nepotismo da história é o presidente Maumoon Abdul Gayoon das Ilhas Malvinas. Ele conseguiu empregar 11 parentes em seu gabinete, sem falar nos amigos escalados para outros postos

LAVAGEM DE DINHEIRO
Uma expressão corriqueira no cenário da corrupção é lavagem de dinheiro. Por incrível que pareça, ela tem origem na lavagem das contas dos colares usados pelos fiéis do candomblé, religião de origem africana. De vez em quando eles possuem o costume de fazer a lavagem das contas em uma cerimônia de purificação. Essa expressão surgiu em uma época que os Estados Unidos proibiu a bebida alcoólica. Apesar da lei, todo mundo continuou bebendo, mas os vendedores não tinham como justificar a venda, e pra resolver o problema os reis da fabricação abriram lavanderias como empresas de fachada.

"TUDO ACABA EM PIZZA"
Impossível um brasileiro nunca ter ouvido ou falado a triste frase: "E tudo acaba em pizza." O significado dessa frase é que algo errado terminou sem qualquer punição e surgiu no futebol. Em especial na Sociedade Esportiva Palmeiras, dita por Milton Peruzzi, falecido em 2001. A expressão teve origem na década de 1960 quando o Palmeiras enfrentava uma crise de cartolas. Por conta disso, uma briga se iniciou no clube e quatorze horas depois ela continuava. O problema é que deu fome em todo mundo e eles então resolveram ir a uma pizzaria. Depois de muito chope e pizza, a paz voltou e a briga terminou. Peruzzi que era também jornalista e trabalhava na Gazeta Esportiva aproveitou e no dia seguinte colocou a manchete: Crise do palmeiras termina em pizza.

Donato nos lembra de quando a legislação administrativa colonial portuguesa esteve inçada por restrições, admoestações, ameaças de punição. "Mas, digam-me se não foi corrupção aquilo do regente Pedro (1822) de pagar três meses de soldo aos soldados de Avilez, com o que a tropa de veteranos portugueses deixou o Rio de Janeiro que militarmente bem poderia manter frente a populares entusiasmados, porém, desarmados e despreparados. E quando Portugal pagou a Villegaignon o que este gastara na França Antártica, para que não voltasse à tentativa, não foi corrupção? E aquela caixa plena de ouro vinda de Cuiabá e de São Paulo expedida ao rei a quem chegou cheia de... chumbo, quanta corrupção espalhou! E tudo isso é História e não estória. Já lá dizia o velho refrão: 'temos por quem puxar!'. E não esqueçamos de que o cinema, a tevê, os jornais revelam a presença da corrupção na vida política e administrativa nos Estados Unidos. Se lá eles não conseguem extirpar esse mal..."

Fotos: Shutterstock

Nos tempos de D. João VI: dois funcionários, Azevedo e Targini, enriqueceram misteriosamente e passaram de Barão a Visconde

Na história do Brasil, encontramos referências à corrupção durante todo o período colonial, período imperial e todas as fases da república
LUIZ ANTÔNIO DIAS, DOUTOR EM HISTÓRIA SOCIAL E PROFESSOR DA PUC-SP

Hernani também acredita que a corrupção não se extinga, pelo menos pela adoção de medidas punitivas. Mas estaremos melhorando no combate ao processo corruptivo quando na escola, na igreja, no clube, uma imprensa livre não só de mordaças, mas também de interesses sugeridos por volumosa propaganda, lembrem ao povo que o interesse geral está acima do pessoal ou regional. "Principalmente regional. Resquício da disciplina imposta pelo coronelismo. A falta de cultura geral, especialmente a cívico-política mantém o juízo crítico ao nível do localismo: ofendeu o nosso deputado, ofendeu a mim. Logo, no voto, hei de vingá-lo", diz Donato.

A corrupção nossa de cada dia

Segundo Luiz Antonio Dias, doutor em História Social e professor da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP, a corrupção não é uma novidade na política brasileira ou no mundo. Não é uma característica de um regime ou forma de governo. Todos eles, em menor ou maior grau são atingidos pela corrupção. "Evidentemente, em alguns ela é maior, menos perceptível, menos divulgada, mais tolerada. Na história do Brasil, encontramos referências à corrupção durante todo o período colonial, período imperial e todas as fases da república. Luiz Felipe de Alencastro, em sua obra "O Trato dos Viventes" mostra que desde o início da colonização o Estado português tentou criar mecanismos para evitar o contrabando e a corrupção", lembra Dias.

A vinda da família real para o Brasil, em 1808, em certa medida favoreceu o "tráfico de influências". Laurentino Gomes, em seu livro 1808, apresenta a prática da "caixinha" de 17% sobre os pagamentos e saques no Tesouro Público. Sem esse "pagamento" o processo não avançava. Essa prática existe até hoje, com variações apenas no percentual da "caixinha". Gomes apresenta também uma dupla de funcionários que passou para o anedotário carioca: Azevedo e Targini responsáveis, respectivamente, pelas compras e pagamentos do governo de D. João VI, enriqueceram "misteriosamente" nesse período e foram promovidos de Barão a Visconde (do Rio Seco e de São Lourenço, na ordem). O povo carioca cantava a roubalheira: "Quem furta pouco é ladrão. Quem furta muito é Barão. Quem mais furta e esconde, passa de Barão a Visconde".

"O eleitor recebia um pé de botina e era levado à votação. Tendo votado, ganhava o outro pé e participação em uma churrascada"
HERNÂNI DONATO, JORNALISTA E HISTORIADOR

Processo eleitoral e político
No processo eleitoral a corrupção é poderosa e marcante, chegando a se tornar lembrança na infância de Hernani. Quando menino, ele se lembra que, lá pelos anos 1930, viu o caminhão do senhor da política local recolher eleitores, o que agora é proibido. Reuniam-se em um local determinado, chamado de curral. "O eleitor recebia um pé de botina e era levado à votação. Tendo votado, ganhava o outro pé e participação em uma churrascada. E voltava ao bairro ou ao sítio, a pé. Corrupção clara e simples e que decidia (decide?) eleições. Essa, a corrupção modesta, digamos, popular. Mas e o mensalão, a cueca, a meia recheada e o muito que permanece secreto ou se consuma além-fronteiras?", relata Donato. Sem falar na lógica do "se votar contra mim, olha que eu revelo ao distinto público o que sei a seu respeito".

Fotos: Shutterstock

Em uma análise mais sociológica, do processo eleitoral, a cultura que favorece à corrupção é reafirmada na lógica pessoalista orientando a disputa. A discussão de projetos para o país fica em plano secundário em relação ao enaltecimento das personalidades. O sociólogo Rogério Baptistini Mendes sugere uma citação de Alberto Torres, extraída de seu livro de 1914, "O Problema Nacional Brasileiro": "À força de alheação da realidade, a política chegou ao cúmulo do absurdo, constituindo em meio de nossa nacionalidade nova, onde todos os elementos se propunham a impulsionar e fomentar um surto social robusto e progressivo, uma classe ficial, verdadeira superfetação, ingênua e francamente estranha a todos os interesses, onde, quase sempre com a maior boa-fé, o brilho das fórmulas e o calor das imagens não passam de pretextos para as lutas de conquista e a conservação de posições". E Baptistini completa: "De fato, passado quase um século ainda estamos às voltas com o mesmo problema: Lula ou FHC, Dilma ou Serra. Nada de projetos para o país, a não ser o que lustra as pessoalidades na propaganda eleitoral".

Na sua opinião, uma das hipóteses para a compreensão dela no cenário eleitoral é o particularismo das soluções políticas que nos legaram o país independente e a República. "Soluções pelo alto, sem apoio e participação popular, 1822 e 1889 marcam uma transação entre elites de origem pública e privada - elites de Estado e elites socioeconômicas - cujo fim é manter a lógica oligárquica das decisões e o controle sobre o povo", explica o sociólogo.

A pergunta que nos fazemos a essa altura do texto é se existe uma solução para este mal. Não há uma resposta definitiva, mas podemos arriscar alguns caminhos. "Um deles tem início no cumprimento da Lei e na celeridade da Justiça. Entretanto, o mais importante é alcançar a estrutura da questão por meio da promoção de uma profunda reforma intelectual e moral que alcance a sociedade e estabeleça a crença nas leis e instituições pela educação e pelo exemplo", indica Baptistini.

Fotos: Shutterstock

O ex-presidente da República José Sarney, atual presidente do Senado, teve seu nome recentemente envolvido em escândalos políticos.

É claro que junto à corrupção na política se une a ideia da "memória curta" do brasileiro, expressão usada para caracterizar o eleitor que mesmo sabendo das ilicitudes de seu candidato, vota nele novamente. Como explicar essa atitude? Por outro lado, ao simplesmente afirmarmos que o brasileiro tem memória curta, de certa forma responsabilizamos a vítima pelo crime. "Numa longa história de exclusão popular, mandonismos privados e privilégios oligárquicos, os 'de baixo' naturalizaram a ideia de que 'manda quem pode e obedece quem tem juízo', ou seja: de que o andar 'de cima' tudo pode", esclarece o professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O fato é que políticos acusados de corrupção ou com fortes indícios de praticar atos ilícitos são eleitos todos os anos no Brasil.

O Brasil está caminhando para a consolidação de conquistas em todos os campos da organização social, política e econômica. Mas ainda teremos que conviver com muitos fatos que nos envergonham. E as obras de Raymundo Faoro e Sérgio Buarque de Holanda, produzidas em meados do século passado, continuam a nos ajudar a encontrar respostas para a compreensão desse nosso país.

Transparência Brasil

Fundada em 2000 por um grupo de empresários, intelectuais e associações não governamentais, a ONG Transparência Brasil tem como objetivo o combate à corrupção no Brasil. A organização possui um site que disponibiliza um excelente banco de dados com informações detalhadas sobre políticos e candidatos a eleição, além de promover pesquisas e estudos sobre o tema. O jornalista, bacharel em matemática e mestre em Filosofia da Ciência Claudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, mantém um blog hospedado no portal IG (http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo)

Mais informações:
www.transparenciabrasil.org.br

"Numa longa história de exclusão popular, mandonismos privados e privilégios oligárquicos, os 'de baixo' naturalizaram a ideia de que 'manda quem pode e obedece quem tem juízo', ou seja: de que o andar 'de cima' tudo pode"
ROGÉRIO BAPTISTINI MENDES, DOUTOR EM SOCIOLOGIA E PROFESSOR DA FESPSP

Fotos: Shutterstock

Rei dos Reis : Jesus: [STBSEB:4083] Quando tudo acaba em pizza

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