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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mudança na Lei URGENTE!!!!

Todos os dias assistimos nos jornais a violência tomando conta do nosso dia a dia. Sabe porque isso acontece?
Por causa das nossas LEIS ultrapassada. Vamos nos juntar e obrigar esses Politicos a mudarem as Leis que são de 1940.
Estamos no Século 21 e as Leis é do Século passado. Os Politicos não querem mudar as Leis pois eles tem medo que isso afetem eles, pois a maioria tem o Rabo preso.
O menor infrator deve pagar pelo crime que cometer, após os seus 13 anos de idade. Pois nos dias de hoje qualquer muleque de 14 anos sabe muito bem o que está fazendo.
Pessoal me ajuda aí, vamos fazer um abaixo assinado e vamos mudar esta Lei Ultrapassada.
Isso só depende de nós, juntos vamos mudar este Pais.
Conto com o apoio de todos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Organizações criminosas.

 

Brasil perde R$ 160 bilhões por ano com corrupção e fraudes.Para que se tenha uma noção do que isso representa, seguem números de três itens do orçamento da União para 2008. Saúde.R$ 42.497.000.000. Educação R$ 12.700.000.000 .Desenvolvimento social e combate à fome.R$ 13.240.000.000 Iso explica a crônica falta de recursos para políticas públicas.

Posted on 03/02/2011 by Epocaestado| Deixar um comentário

Segundo um estudo feito pela KPMG, o Brasil perde anualmente cerca de R$ 160 bilhões ou aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto com corrupção e fraudes, puxados principalmente pelos crimes de colarinho branco, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

As operações suspeitas, detectadas por bancos e remitidas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), têm aumentado com força no Brasil.

Neste ano, são esperados pelo Coaf 300 mil registros de movimentações atípicas no sistema financeiro. O número é 112,77% maior em relação ao do ano passado, quando foram verificadas 141 mil operações com indícios de irregularidade.

Os bloqueios feitos pela Justiça Federal em contas bancárias neste ano mostram a força da corrupção no maior país da América Latina.

Segundo dados do Coaf, cerca de R$ 17 milhões foram bloqueados pelo Poder Judiciário entre janeiro e junho deste ano. É o mesmo valor apreendido em todo o ano passado. Em 2008, a PF já deflagrou 117 operações, entre elas a Satiagraha, cujo alvo é o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, e a Toque de Midas, cujo alvo é a MMX, do empresário Eike Batista.

Desconhecemos os critérios adotados pela KPMG para chegar à estimativa de R$ 160 bilhões.

Contudo, na apuração que vem sendo feita no Corruptômetro OFCA desde 17/10/08 até hoje, já foram contabilizados praticamente R$ 28 bilhões só em fraudes e esquemas que lesaram os cofres públicos.

Apesar da apuração conduzida no Corruptômetro ter algumas falhas na metodologia, é certo que os prejuízos tenham sido muito maiores, pois só foram contabilizados esquemas efetivamente descobertos.

O valor de R$ 160 bilhões estimado pela KPMG não deve estar longe da realidade.

Para que se tenha uma noção do que isso representa, seguem números de três itens do orçamento da União para 2008.

Saúde…………………………………………………………..R$ 42.497.000.000
Educação……………………………………………………..R$ 12.700.000.000
Desenvolvimento social e combate à fome……….R$ 13.240.000.000

Iso explica a crônica falta de recursos para políticas públicas.

Mas o dinheiro que se esvai na corrupção é apenas uma parte de nossa tragédia. Uma quantia talvez maior é gasta em vigens desnecessárias, mordomias, contratações de amigos e apaniguados, publicidade, campanhas fúteis e outras tantas inutilidades.

De um lado temos um país entregue à quadrilhas que se não roubam, gastam mal e em benefício próprio.  Do outro uma justiça míope que está mais preocupada com direitos de bandidos do que com a sociedade brasileira.

No meio do caos, sem direito a direitos ou defensores, estamos nós brasileiros de bem, trabalhadores e pagadores de impostos sustentando mordomias, quadrilhas e a justiça que tem tardado e falhado muito.

Será necessária uma revolução para que nossos netos conheçam um Brasil melhor?

Organizações criminosas.Brasil perde R$ 160 bilhões por ano com corrupção e fraudes.Para que se tenha uma noção do que isso representa, seguem números de três itens do orçamento da União para 2008. Saúde.R$ 42.497.000.000. Educação R$ 12.700.000.000 .Desenvolvimento social e combate à fome.R$ 13.240.000.000 Iso explica a crônica falta de recursos para políticas públicas. | Epocaestado Brasil

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Jornal do Brasil - JB Premium - Soberania brasileira contra farsa política

 

Soberania brasileira contra farsa política

Jornal do Brasil

Leia no JB-Premium

O verdadeiro objetivo da carta é desviar a atenção das manobras imorais do primeiro-ministro J ornais italianos divulgaram trechos de uma carta que o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, enviou à presidente brasileira Dilma Rousseff, propondo que esta modifique uma decisão rigorosamente legal do ex-presidente Lula, tomada com estrita observância das normas jurídicas nacionais e internacionais aplicáveis ao caso, alegando que tal decisão não foi do agrado dos italianos.

Imagine-se agora a presidenta brasileira escrevendo uma carta ao governo da Itália, propondo a mudança da decisão que manda tratar como criminosos os sem-teto por serem potencialmente perigosos, dizendo que tal decisão causou desilusão e amargura no Brasil, sobretudo entre os que lutam por justiça social e pelo respeito à dignidade de todos os seres humanos. Certamente haveria reações indignadas na Itália, por considerarem que tal proposta configurava uma interferência indevida na soberania italiana.

A verdadeira razão da carta do presidente italiano nada tem a ver com desilusão e amargura dos italianos, mas faz parte de uma tentativa de criar um fato político espetaculoso, que desvie a atenção do povo italiano das manobras imorais, ilegais e antidemocráticas que foram realizadas recentemente e continuam sendo elaboradas visando impedir que seja processado criminalmente o primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi, pela prática de crimes financeiros, corrupção de testemunhas, compra de meninas pobres para a promoção de bacanais, crimes que já são do conhecimento público e que ameaçam a perda da maioria do governo do Parlamento. A Itália adota o parlamentarismo, e a perda da maioria acarretará a queda do governo, com a perda dos privilégios e da garantia de impunidade não só de Berlusconi mas de todos os políticos e corruptos de várias espécies que integram o sistema liderado por Berlusconi.

Ainda de acordo com os jornais italianos, a carta do pre sidente Napolitano é patética e evidentemente demagógica, dizendo que a entrega de Cesare Battisti à Itália vai aliviar o sofrimento causado por todo o derramamento de sangue dos anos 70.

Na realidade, aquela época é conhecida como “anos de chumbo”, período em que ocorreram confrontos extre mamente violentos, havendo mortos de várias facções, de direita e de esquerda. E segundo o presidente italiano a punição severa de Battisti, tomado como símbolo, daria alívio a todo o povo. Pode-se bem imaginar a espetacular encenação que seria feita e toda a violência que seria usada contra Battisti, para mostrar que, afinal, os mortos estavam sendo vingados.

E com isso a crise política ficaria em plano secundário.

Para que não haja qualquer dúvida quanto à farsa, basta assinalar que, como noticia a imprensa italiana, na lamentável carta o presidente diz que Battisti foi condenado à pena de prisão perpétua por ter assassinado quatro pessoas. E hoje qualquer pessoa razoavelmente informada sobre o caso sabe que esses quatro assassinatos, que deram base à condenação, incluem a morte de duas pessoas, no mesmo dia e praticamente na mesma hora, tendo ocorrido um na cidade de Milão e outro em Veneza Mestre, locais que estão separados por uma distância de mais de trezentos quilômetros. Seria praticamente impossível a mesma pessoa cometer aqueles crimes, e isso não foi levado em conta no simulacro de julgamento de Battisti. Só alguém com algum tipo de comprometimento ou sob alguma forte influência poderá tomar conhecimento desses fatos e fingir que eles são irrelevantes para o direito e a justiça.

Por tudo isso, a lamentável carta do presidente Giorgio Napolitano, se realmente chegou a ser enviada, deve ser simplesmente ignorada, para que o Brasil não seja usado numa farsa política e para que não se dê qualquer possibilidade de interferência antijurídica e antiética nas decisões soberanas das autoridades brasileiras.

Jornal do Brasil - JB Premium - Soberania brasileira contra farsa política

OAB questiona aposentadorias de ex-governadores do Paraná e Sergipe no STF

 

OAB questiona aposentadorias de ex-governadores do Paraná e Sergipe no STF

Redação SRZD | Nacional | 28/01/2011 08h30

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nesta última quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o pagamento de pensões vitalícias para ex-governadores do Paraná e Sergipe. A entidade considera que a concessão de aposentadorias para ex-chefes de Executivo estadual fora dos critérios estabelecidos pela Constituição é irregular, uma vez que a lei prevê que todos os trabalhadores são submetidos à regra geral da Previdência Social.
"Não há conceituação jurídica válida que resguarde a vantagem outorgada no artigo 263 da Constituição sergipana, não havendo fundamento na Constituição Federal que a ampare", diz o texto da Adin, que pede a imediata suspensão do pagamento dos benefícios. A OAB também pretende entrar com outros pedidos de questão referentes às aposentadorias de ex-governadores de outros estados.

SRZD | OAB questiona aposentadorias de ex-governadores do Paraná e Sergipe no STF | Notícia | Nacional

Corrupção: Um dom dos brasileiros...

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Corrupção: Um dom dos brasileiros...

Você já parou para pensar em tudo que mudou na sua vida nos últimos dez anos? Certamente muita coisa mudou, tanto em quesitos individuais, quanto sociais. Realmente tudo no Brasil mudou e melhorou, a exceção é a corrupção que continua escancarada para quem quiser ver e participar.
Ser corrupto é dom dos brasileiros (100% é exagero, vamos colocar 93%) quando chegam ao poder, todos tem a capacidade de ser um velho corrupto sentado numa cadeira luxuosa do senado ou câmara, basta só dizer que se importa com seu povo e periodicamente (a cada 4 ou 8 anos) doar um saco de cimento, alguns blocos e areia para reformar os currais dos seus eleitores.

A prova de que a corrupção é uma doença genética de nós "brasilianos" é que se criança votasse trocaria seu voto por uma mão cheia de bala ou por 40 santinhos (criança tem o costume de juntar e trocar os chamados "papel de político").
Voltando ao que realmente interessa, a corrupção se encontra em todos os lugares, nas filas da lotérica para tirar o bolsa família, do INSS para dar entrada na aposentadoria (agora a corrupção do INSS dá-se por agendamento via telefone), no posto da receita federal, na banca do jogo do bicho lá na esquina que embora seja ilegal, rouba menos que a própria loteria federal.
Temos ainda corrupção no maracanã, aos pés do Cristo lá no Rio.
Os governos roubam em todas as esferas e a culpa cai sobre as costas do PCC. Temos propineiros nas penitenciarias, nas prefeituras, secretarias estaduais e municipais, nos ministérios que pertenceram ou não à Dilma, até o filho do quase santo Lula tem o rabo preso.
Corrupção na Polícia rodoviária estadual que libera motocicleta com reboque irregular em troca e água de coco (eu vi hein! Coisa feia...). Resumindo, corrupção ontem, corrupção hoje, corrupção amanhã e corrupção sempre! E glória a Deus lá nas alturas (este que nunca corrompeu-se) por me fazer cidadão brasileiro, embora eu não negue que se tivesse nascido na Finlândia (a terra do papai Noel) ou no Haiti eu seria realmente Mais Feliz! (Eu e essa mania de fazer propaganda da prefeitura).

Se alguém me perguntar... "eu não sei de nada!"

Política Simãodiense: Corrupção: Um dom dos brasileiros...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Câmara dos Deputados aprova salário de R$ 26,7 mil | Política

 

Projeto segue para o Senado Federalm onde deve ser votado nesta quarta

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um projeto elevando para R$ 26,7 mil o salário dos parlamentares, do presidente, do vice e dos ministros de Estado a partir de 1º de fevereiro de 2011.
O projeto segue agora para o Senado Federal, onde pode ser votado ainda nesta quarta. Por ser decreto legislativo, ele não precisa ser sancionado pela Presidência da República. As informações são do G1.

Câmara dos Deputados aprova salário de R$ 26,7 mil | Política

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Portal Amazônia - Notícias - Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

 

Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

06 de dezembro de 2010

Portal Amazônia com informações da assessoria.

BOA VISTA - O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) cobrou nesta segunda-feira (6) os resultados e conclusões das investigações que estavam sendo feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sobre a ocorrência de corrupção eleitoral neste ano em Roraima. Mozarildo disse que em seu estado e em vários outros houve compra de votos e abuso do poder político e econômico, mas a lei eleitoral é uma colcha de retalhos que acaba beneficiando o autor do crime.
- Depois que diploma e toma posse, há uma cultura geral no Brasil de que as coisas não acontecem mais. Aliás, muitos praticam crimes eleitorais confiando nisso, confiando em bons e muito bem pagos advogados - lamentou.
Mozarildo salientou que, segundo a imprensa, o voto mais caro do Brasil - quando se compara o custo das campanhas e número de votantes - foi o do estado de Roraima, que também é o estado com menos eleitores no país. Ele disse que isso mostra o tamanho da corrupção praticada naquele estado, pois a Polícia Federal anunciou a apreensão de R$ 4 milhões em todo o Brasil, sendo que R$ 2,5 milhões foram apreendidos apenas em Roraima.
O governador [reeleito] está tendo razão, quando disse em julho de 2008 na minha cara que lá [em Roraima] só ganhava eleição que tinha o poder na mão e dinheiro. E disse também que, naquela época, já tinha misteriosamente R$ 50 milhões para gastar na campanha. Imaginem quanto ele não tinha em 2010 - denunciou.
O senador também classificou como "lamentável" o estado em que se encontra o setor de saúde em Roraima e leu uma nota de repúdio escrita pela família Aguiar da Silva. Na nota, a família afirma que o jovem Felipe Alexander faleceu no Hospital Geral de Roraima por negligência hospitalar, não médica, devido à falta de material básico e quebra dos tomógrafos.
Mozarildo leu ainda artigo escrito pelo professor do Departamento de Economia da Universidade Federal, Dr. Gilberto Issa, em que também denuncia a piora crescente da saúde em Roraima: "uma vergonha", afirma o professor. Ele relata a falta crônica de material cirúrgico e básico que tem levado os médico a mandarem de volta para casa pacientes que deveriam ser operados.
- O secretário de Saúde afirma que falta recurso para solucionar o problema. Na verdade, segundo ele, seriam necessários R$ 300 milhões para termos uma saúde sem problemas, mas como temos "apenas R$ 180 milhões, faltam portanto R$ 118 milhões para fechar a conta" - relatou.
O senador prosseguiu a leitura do artigo em que o professor afirma que o problema da Secretaria da Saúde de Roraima não é a falta de recursos e sim a falta de boa gestão do dinheiro público, pois nem mesmo R$ 500 milhões seriam suficientes se forem pessimamente gerenciados.
Mas, além disso, a Secretaria é líder em escândalos de corrupção, como o caso dos remédios dentro do prazo de validade descartados em um lixão.

Portal Amazônia - Notícias - Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

Portal Amazônia - Notícias - Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

 

Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

06 de dezembro de 2010

Portal Amazônia com informações da assessoria.

BOA VISTA - O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) cobrou nesta segunda-feira (6) os resultados e conclusões das investigações que estavam sendo feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sobre a ocorrência de corrupção eleitoral neste ano em Roraima. Mozarildo disse que em seu estado e em vários outros houve compra de votos e abuso do poder político e econômico, mas a lei eleitoral é uma colcha de retalhos que acaba beneficiando o autor do crime.
- Depois que diploma e toma posse, há uma cultura geral no Brasil de que as coisas não acontecem mais. Aliás, muitos praticam crimes eleitorais confiando nisso, confiando em bons e muito bem pagos advogados - lamentou.
Mozarildo salientou que, segundo a imprensa, o voto mais caro do Brasil - quando se compara o custo das campanhas e número de votantes - foi o do estado de Roraima, que também é o estado com menos eleitores no país. Ele disse que isso mostra o tamanho da corrupção praticada naquele estado, pois a Polícia Federal anunciou a apreensão de R$ 4 milhões em todo o Brasil, sendo que R$ 2,5 milhões foram apreendidos apenas em Roraima. 
O governador [reeleito] está tendo razão, quando disse em julho de 2008 na minha cara que lá [em Roraima] só ganhava eleição que tinha o poder na mão e dinheiro. E disse também que, naquela época, já tinha misteriosamente R$ 50 milhões para gastar na campanha. Imaginem quanto ele não tinha em 2010 - denunciou.
O senador também classificou como "lamentável" o estado em que se encontra o setor de saúde em Roraima e leu uma nota de repúdio escrita pela família Aguiar da Silva. Na nota, a família afirma que o jovem Felipe Alexander faleceu no Hospital Geral de Roraima por negligência hospitalar, não médica, devido à falta de material básico e quebra dos tomógrafos.
Mozarildo leu ainda artigo escrito pelo professor do Departamento de Economia da Universidade Federal, Dr. Gilberto Issa, em que também denuncia a piora crescente da saúde em Roraima: "uma vergonha", afirma o professor. Ele relata a falta crônica de material cirúrgico e básico que tem levado os médico a mandarem de volta para casa pacientes que deveriam ser operados.
- O secretário de Saúde afirma que falta recurso para solucionar o problema. Na verdade, segundo ele, seriam necessários R$ 300 milhões para termos uma saúde sem problemas, mas como temos "apenas R$ 180 milhões, faltam portanto R$ 118 milhões para fechar a conta" - relatou.
O senador prosseguiu a leitura do artigo em que o professor afirma que o problema da Secretaria da Saúde de Roraima não é a falta de recursos e sim a falta de boa gestão do dinheiro público, pois nem mesmo R$ 500 milhões seriam suficientes se forem pessimamente gerenciados.
Mas, além disso, a Secretaria é líder em escândalos de corrupção, como o caso dos remédios dentro do prazo de validade descartados em um lixão.

Portal Amazônia - Notícias - Mozarildo cobra resultados de investigação sobre corrupção eleitoral em Roraima

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Mafia Narco no Rio: “O Estado criou esses caras”

Por Luis R. Miranda
The Real Agenda

Com grande entusiasmo temos ouvido, lido e visto relatos na mídia tradicional como a polícia militar brasileira tomou posse do “morro do alemão” no Rio de Janeiro. As imagens eram claras e não houve dúvida de que o ataque chocou pessoas no Brasil e no estrangeiro. Isso é o que cada cidade do mundo deve fazer para manter seus cidadãos seguros, certo? Especialmente quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Que melhor maneira de parecer estar no controle do que colocar o exército nas ruas e prender 20 traficantes que vivem em uma área isolada do Rio e de onde controlam grande parte do tráfico de drogas que flui pela cidade?


Helio Luz, ex-chefe da Policia Civil, Rio de Janeiro.
Infelizmente, o que tem sido feito nos últimos dias pela polícia, pelo Exército e pela Marinha do Brasil é apenas um show, uma demonstração de força para os telespectadores e para aparecer ante o mundo que o governo é duro com o crime. No entanto, a realidade é diferente e a mídia não pode mostrá-la porque a polícia, o exército e a marinha não a incluiu no show. Vimos algumas partes dessa realidade escondidas nos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II apresentados nos cinemas há algumas semanas. A realidade é que, como em outros lugares, o crime organizado, especificamente o que está ligado ao tráfico de drogas, é controlado pela mesma polícia. Como temos documentado, isso acontece, também, na Colômbia, México, América Central e Estados Unidos.

No Brasil, não é diferente. Não há necessidade de ser um privilegiado da informação para perceber que as gangues que roubam carros, bancos, executam seqüestros e os cartéis de drogas são, em muitos casos, controlados pela polícia e / ou os militares. É um daqueles segredos que todo mundo sabe, mas preferem ignorar. Então, nada melhor do que perguntar a uma pessoa que esteve no meio desta “luta contra as drogas” e, até hoje, mantém contato próximo com a mesma. Hélio Luz é o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e como poucos, conhece a realidade do crime organizado naquela cidade. “O Estado criou esses caras”, diz Luz. Em entrevista concedida à imprensa brasileira, o antigo chefe da polícia disse o que muitos em sua posição conhecem, mas poucos se atrevem a dizer. Mas, desta vez, até os comentaristas de futebol da ESPN Brasil tiveram que expressar a sua preocupação com o circo que foi montado no Rio de Janeiro.

Desde sua casa em Porto Alegre, sul do Brasil, Hélio Luz acompanhou a ação das forças policiais e militares no Complexo do Alemão, onde foram encontrados os bandidos que haviam sido expulsos da Vila Cruzeiro poucos antes. “O Estado nunca teve uma política de segurança para médio e longo prazo”, disse Luz. “Sempre se agiu com uma política de segurança imediata.” O ex-chefe da Polícia Civil falou com a imprensa do sul sobre a crise no Rio de Janeiro enquanto o país se prepara para receber a Copa mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Luz referiu-se especificamente às características do Complexo do Alemão e a corrupção polícial.

O problema, diz Luz, é que, quando os traficantes são pegos por tráfico de drogas, são quase imediatamente liberados. De acordo com o antigo chefe da polícia, na maioria das vezes os traficantes não são sequer registrados, muito menos acusados ou julgados. “Por quê?” Luz perguntou retoricamente. “Porque existem acordos para que isso aconteça.” Ele acrescenta que os traficantes de drogas existem porque a polícia permite. “Existem acordos”, disse Luz. Segundo este ex-policial, esse tipo de crime organizado não aparece de um dia para o outro, mas leva tempo. No caso do Rio de Janeiro e na maioria dos países, os cartéis de drogas organizados cresceram nos últimos 30 anos. Luz acredita que, quando os telespectadores são testemunhas de ações policiais como vimos no Rio há poucos dias, todos acham que os traficantes são os inimigos do Estado, mas, na realidade, diz ele, “eles são membros do Estado”.

Quando Luz foi questionado sobre se a polícia do Rio é corrupta como foi mostrado no filme Tropa de Elite I e II, ele disse: “É muito pior.” Quando os criminosos são capturados em operações como aquelas vistas no Rio, eles são levados para os departamentos de polícia e liberados quase instantaneamente. O problema com essa política é que, se os traficantes estão muito ofuscados, mudar de cidade ou estado faz com que o problema se espalhe para outros sitios. Para reforçar o fato de que a polícia é responsável direta e indiretamente pela existência de organizações criminosas, como no Rio, Luz dá outro exemplo contundente.

“Em 1994, havia 140 pessoas seqüestradas na cidade. O problema era muito grave. Os empresários contratavam empresas de segurança na América do Norte. De repente acabou. Por quê? Porque a policia anti- seqüestro deixou de sequestrar. “

Por que o Rio elogiou a ação da polícia?

Ainda antes do início das incursões nas favelas do Rio de Janeiro, o povo todo aplaudiu os policiais e militares que passavam pelas ruas, pois eles imaginavam que isso iria acontecer. Essa demonstração de força raramente vista, porque as diferentes forças policiais rivalizam, tem sido visto com bons olhos pela maioria da populaçá-. A incerteza é tão grande no Rio que qualquer sinal da presença da polícia é imediatamente saudada e reverenciada. Apesar da violência entre a polícia e os traficantes de drogas, os grupos armados do governo se autodenominam UPP ou Unidades Policiais Pacificadoras. E por que as pessoas batem palmas? Porque, como parte das invasões, essas forças militares especiais recuperaram territórios nas favelas que, até recentemente, pertenciam a traficantes de drogas.

Para Tião Santos, coordenador de Segurança Pública do Movimento de Juventude Viva Rio, as unidades policiais não resolvem o problema de segurança, porque uma vez que estes são removidos, os territórios serão progressivamente ocupados por traficantes, como tem acontecido sempre. “A única vantagem é que eles trazem um pouco de paz por algum tempo.” Entretanto, essa paz é efêmera, algo como o que vimos nos territórios ocupados em zonas de guerra. Tal é o caso hoje em dia do Afeganistão. O governo local controla apenas as áreas em torno da capital Cabul, o resto do país é terra de ninguém e, segundo muitos observadores, não levará muito tempo para que as tropas estrangeiras desocupem, se eles alguma vez forem embora, para que os antigos ocupantes retomem o poder.

Então, qual é a saída real dessa realidade tão brutal?

Como disse um comentarista da ESPN Brasil, essa história não vai mudar até que juízes, advogados, policiais, prefeitos e outros políticos corruptos sejam julgados e enviados para a prisão. É claro que a corrupção é o maior mal que corrói a cidade do Rio em todos os níveis, mas, especialmente, o setor policial. Claro que isso vai além da corrupção do governo. A imprensa, como em muitos outros países, é cúmplice, pois não denuncia categoricamente a corrupção e, sim, perpetua as falsas realidades que mantêm o seqüestro, o tráfico de drogas, o homicídio e outros crimes como parte do pão de cada dia na majestosa cidade do Rio de Janeiro.

Basta ler os jornais para perceber que o foco da mídia é absolutamente oficial, apoiando ataques militares quando acontecem, enquanto escondem a verdadeira origem do problema. Enquanto muitos culpam a pobreza pelo terrorismo urbano, a verdade é que a pobreza no Rio e no resto do Brasil é uma conseqüência dos altos níveis de corrupção oficial que avança impune e fora de controle. Parte do que a corrupção faz, é manter a maioria pobre e ignorante.

Publicamente, acredita-se que o fato de que o governo concede cestas básicas para os pobres, ou que aumenta o salário mínimo de 500-540 reais por mês, -uns 300 dólares-, é um sinal de que o governo está fazendo o seu trabalho com perfeição. Entretanto, os custos para alugar um pequeno apartamento é entre 300 e 700 reais. Todo o mundo tem telefone celular no Brasil, assim como moto ou carro, embora não tenham como pagar e isso é visto como um sinal de progresso. Esta falta de educação do povo, com a participação da classe média, deixa que as coisas continuem como estão -um Estado medíocre, o abuso de poder e o tráfico de influência são ocorrências diárias.

No Brasil, um cidadão tem de pagar cerca de US $ 500 para obter sua carteira de motorista. Lembre-se que o salário mínimo é de $ 300, mas apenas para aqueles que trabalham formalmente. Qualquer serviço prestado pelo Estado ou empresas privadas carregam impostos, entre 30 e 50 por cento, para encher os cofres de um governo que não tem tempo suficiente para dividir o dinheiro e que carece de honestidade e respeito pelos seus próprios cidadãos.

Então a solução para a triste realidade que vive o Rio e o Brasil não é militarizar as ruas, bairros ou cidades, mas -e com ausência de um sistema de ensino real-, que a imprensa como o único meio de transferência de informações discuta a realidade do país e não o que o governo quer apresentar. Isso ajudará o brasileiro a abrir seus olhos realmente, se tornar educado e, em seguida, exigir responsabilidade e respeito aos seus governantes. Enquanto os brasileiros continuarem conformados com a miséria em que vivem, nenhuma força policial ou militar poderá destruir o câncer da corrupção, tráfico de drogas ou o crime organizado.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Serra é agredido durante enfrentamento entre militantes em ato de campanha no Rio

Publicada em 20/10/2010 às 14h18m
Fábio Brisolla - O Globo; Valor Online

RIO - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi agredido na tarde desta quarta-feira quando fazia uma caminhada pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Militantes do PT confrontaram com bandeiras a comitiva do tucano, gerando muito empurra-empurra. De acordo com o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o presidenciável chegou a ser ferido na cabeça.
Segundo o pastor Maurício Teixeira, que estava ao lado de Serra no momento de maior conflito, um militante petista atirou uma bobina de adesivos de papel, que acertou a cabeça do candidato. No meio da confusão, o tucano comentou rapidamente o episódio.
" Esse é o estilo deles. É o estilo das tropas de assalto dos nazistas "
________________________________________
- O PT tem tropa de choque. Não sei o que foi previsto, mas eles fazem isso no piloto automático - disse Serra, que estava visivelmente tenso.
- Esse é o estilo deles. É o estilo das tropas de assalto dos nazistas. Um comportamento muito típico de movimentos fascistas - completou.
O empurra-empurra entre os militantes tucanos e petistas começou na metade final da caminhada, depois que os cabos eleitorais do PT passaram a xingar Serra. No meio da confusão entre as militâncias, o objeto teria sido lançado na cabeça do presidenciável. Comerciantes fecharam as lojas com medo da briga.
Serra chegou a entrar na van de sua campanha após o incidente, mas o veículo parou poucos metros depois, quando o candidato desembarcou para seguir com a caminhada. O tucano passava a mão na cabeça, mas não havia sinal de sangramento.
Após caminhar por 100 metros, Serra entrou novamente na van e fseguiu direto para a clínica Sorocaba, em Botafogo, onde foi examinado pelo oncologista Jacob Kligerman. O médico não identificou nenhum tipo de ferimento ou sequela, mas determinou que o candidato suspendesse o restante de sua agenda.
Após a consulta Serra ainda seguiu para o hospital Samaritano, em Botafogo, onde fez uma tomografia e passou por um outro exame. A assessoria de Serra cancelou a visita às obras do Maracanã, que estava prevista para a tarde desta quarta-feira, assim como o encontro com a militância do PSDB no restaurante Porcão Rio´s, na Zona Sul da cidade. O candidato embarcou às 17h30 para São Paulo e deve repousar o restante do dia.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O País quer Saber

A verdadeira morte de Yves Hublet, o brasileiro indignado que enquadrou José Dirceu a bengaladas

Bruno Abbud

O deputado federal José Dirceu, do PT de São Paulo, estava cercado por jornalistas quando passou por um corredor da Câmara em 29 de novembro de 2005, um dia antes de ter o mandato cassado e os direitos políticos suspensos até 2016. Não percebeu que, na multidão, havia um dos incontáveis brasileiros indignados com a roubalheira do mensalão. As câmeras de TV documentaram a cena fora do script. Levou duas bengaladas do escritor curitibano Yves Hublet, de 67 anos. Uma acertou a clavícula, a outra atingiu os braços que protegiam o rosto.

Os flashes voltaram-se imediatamente para o homem de barbas brancas que no dia seguinte foi apresentado ao país na primeira página de todos os jornais. Desde então, Hublet, que se contentava com a restrita notoriedade que lhe dera a autoria de “Artes & Manhas do Mico-leão” e “A Grande Guerra de Dona Baleia” ─ livros infanto-juvenis bem sucedidos ─ ficou nacionalmente conhecido como o “homem da bengala”. Cinco anos depois, o escritor voltou de uma temporada na Europa, foi preso pela Polícia Federal e morreu num hospital público em Brasília.

A morte de Hublet gerou um tsunami de rumores na internet. O blog do jornalista Cláudio Humberto informou que o corpo fora “cremado na Bélgica”. O colunista Ricardo Boechat explicou que o escritor “não tinha parentes e, por isso, ninguém sabe o destino do corpo”. Em 3 de agosto, no plenário do Senado, o tucano Álvaro Dias mencionou as “circunstâncias suspeitas” da morte. O programa Fantástico, da TV Globo, designou repórteres para investigá-la. Até hoje, a imprensa que tornou Hublet famoso nada publicou de conclusivo sobre o caso.

No fim de 2006, quase um ano depois do episódio das bengaladas, Hublet, que tinha dupla cidadania, mudou-se para a Bélgica. “Ele se dizia decepcionado com o Brasil”, informou um editor dos livros infanto-juvenis, que não quis ser identificado. O escritor refugiou-se num apartamento pago pelo governo na cidade de Charleroi. Frequentava a biblioteca Arthur Rimbaud, onde consumia um bom tempo conversando com as bibliotecárias Josete, Hélène e Cécile. A solidão o animou a escrever a história de sua família.

Em abril deste ano, Hublet decolou num avião em direção ao Rio de Janeiro. Hospedou-se numa casa na Tijuca, pertencente à ex-mulher Sueli Bittencourt, com quem viveu durante 21 anos. “Ele pedia remédios para hemorróidas”, contou Sueli por telefone. “Eu perguntava se estava tudo bem, mas ele desconversava”. Do Rio de Janeiro, o escritor voou até Curitiba. Ficou na casa de um amigo em Quatro Barras, município a vinte quilômetros da capital paranaense. Em 15 de maio, jantou com o editor. “Ele estava bem, sem aparentar problemas de saúde”. Dois dias depois, partiu para Brasília.

Rômulo Marinho, que se tornou amigo de Hublet durante o convívio no Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, obteve o aval da mulher para hospedá-lo. Os dois costumavam falar de política na varanda. Numa das conversas, Marinho notou que o amigo levantava-se com frequência exagerada para ir ao banheiro. “Ele disse que tinha uma pequena hemorragia retal e que vinha tomando remédios”, disse Marinho. “Quis levá-lo ao hospital, mas ele avisou que ia se tratar na Bélgica. Estava com a passagem marcada para 27 de maio”.

A empregada de Meireluci Fernandes, uma amiga de Hublet que naquela semana também o acolheu em Brasília, queixava-se por ter de limpar todos os dias o vaso sanitário repleto de sangue. O escritor ficou ali no sábado e no domingo, e retornou à casa de Marinho. Os intervalos entre as idas ao banheiro encurtaram.

Antes de embarcar rumo à Europa, Hublet foi ao guarda-móveis Dular, na Asa Sul de Brasília, onde armazenara livros e objetos antigos. Levou algumas caixas à casa de Marinho e, de uma delas, tirou um violão castigado pelo tempo. Presente para o neto do anfitrião, que encaminhou o instrumento à Serra Negra, interior de São Paulo, para que fosse restaurado pelo especialista Di Giorgio. De outra, sem que ninguém percebesse, sacou duas garruchas velhas, herança de família. Desmontou e escondeu as peças de ferro entre as roupas na mala.

Por volta das 17h do dia 27 de maio, Marinho levou Hublet ao aeroporto de Brasília, no Lago Sul. Duas horas depois, recebeu o telefonema: Hublet fora preso pela Polícia Federal, que localizou as garruchas desmontadas e instaurou o inquérito 6832010. Como não tinha o registro das armas, o escritor ficou seis dias preso numa cela da PF. Depois voltou para a casa de Marinho. Em 3 de julho, o “homem da bengala” foi internado no quarto 408 do 4º andar do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), vítima de um adenocarcinoma ─ tumor malígno que se instalou no intestino.

Depois de ler a notícia numa rede social da internet, postada por Solange Macuch, ex-namorada de Hublet em Curitiba, uma prima que mora no Rio de Janeiro, e que também pediu para não ser identificada, ligou três vezes para o hospital. “Na primeira, ouvi a voz sofrida dele”, disse. Na segunda, o som soou quase inaudível. Na terceira, a enfermeira avisou que o paciente não tinha condições físicas para atender.

Hublet morreu às 6h30 da manhã de 27 de julho. Marinho acredita que o amigo veio da Europa consciente de que não sobreviveria por muito tempo. Ele supõe que o amigo tenha enfiado as armas na mala porque, no íntimo, preferia ficar no Brasil. Márcia Oliveira, ex-mulher de Hublet na capital, desconfia de que, pelo percurso que o ex-marido fez pelo país, estava tudo planejado. O escritor despedia-se do mundo. “Ele escondeu a doença que tinha, optou por não se cuidar”.

Diferentemente do que se divulgou na internet, o corpo não foi cremado. Yves Hublet está enterrado no setor C, lote 0208, quadra 02032 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília. Seus livros continuam circulando pelas escolas do país. A bengala ─ adquirida depois que fraturou o joelho numa queda de planador, e que acertou Dirceu em cheio ─ está guardada num quarto da casa de Rômulo Marinho. Ele pretende um dia torná-la símbolo da luta contra a Era da Mediocridade.

O País quer Saber
Serra sempre foi contra o aborto. Dilma descobriu só em julho que já não era a favor

No vídeo divulgado em 18 de setembro, José Serra informa que não mudou de ideia sobre a questão do aborto. Na campanha presidencial de 2002, por exemplo, o candidato do PSDB avisou que não pretendia modificar a legislação em vigor. “Não sou a favor da legalização do aborto”, reiterou. “Se você liberar isso, a margem para o abuso vai ser uma coisa descomunal”.

Passados oito anos, não viu motivos para mudar de opinião. “Eu não mexeria na atual legislação, que permite aborto no caso de estupro e risco de vida da mãe”, declarou em 21 de junho. “Considero o aborto uma coisa terrível. Num país como o nosso, seria liberada uma verdadeira carnificina”.

Dilma Rousseff sempre divergiu de Serra. “Acho que tem de haver descriminalização do aborto”, disse em 2007. “No Brasil, é um absurdo que não haja”. Dois anos depois, o discurso continuava intacto: “Abortar não é fácil para mulher alguma”, ressalvou em 2009. “Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa par que não haja a legalização”.

A abertura oficial da temporada de caça ao voto desencadeou a metamorfose surpreendente. “Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto”, desmentiu-se em 22 de julho deste ano. “Defendemos o cumprimento estrito da lei”.

Nesta terça-feira, a conversão se consumou: “Eu não tenho o menor problema de tocar nas questões religiosas”, acaba de descobrir. “Minhas propostas têm tudo a ver com todas as religiões do Brasil. Eu sou de uma família católica. Eu sempre fui a favor da vida. Eu tenho uma proposta de valores. Um princípio nosso de valorizar a vida em todas as suas dimensões”.

Se souberem avaliar as dimensões do milagre, todos os chefes religiosos do mundo começarão a rezar para que o País do Carnaval realize uma eleição por semana. Em dois meses, não restaria um único ateu em território brasileiro.

O País quer Saber
Veja a entrevista feita em agosto de 2009 com Aloysio Nunes Ferreira
Paulista de São José do Rio Preto, Aloyzio Nunes Ferreira estudou Direito no Largo de São Francisco e ali começou, na presidência do Centro Acadêmico XI de Agosto, a carreira que o transformaria num doutor em política. Exilado na França até a decretação da anistia em 1979, ele foi deputado federal, vice-governador, ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso e secretário municipal na administração do prefeito José Serra. Filiado ao PSDB, hoje chefia a Casa Civil do governo de São Paulo e é o responsável pelas articulações políticas. Na entrevista dividida em quatro partes, diz o que pensa sobre a crise no Senado, compara o Congresso atual ao que conheceu, comenta a figura e o estilo de Serra, fala da sucessão presidencial, critica a tentativa de apropriação do Rodoanel e do metrô paulistano pelo PT, lamenta o pouco espaço reservado pela imprensa a notícias sobre realizações administrativas e diz que, embora não saiba qual cargo vai disputar, será candidato em 2010.


O assalto que Dilma ajudou a planejar

Domitila Becker

A noite estava chegando quando as duas camionetes estacionaram numa ladeira do bairro de Santa Tereza, no Rio. Armados de revólveres e granadas, 11 homens e duas jovens desembarcaram e, em movimentos rápidos, invadiram o casarão onde morava Ana Benchimol Capriglione, amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros, famoso pelo bordão “rouba, mas faz”. Na hora do crepúsculo de 18 de julho de 1969, começava o maior assalto praticado durante a ditadura militar por grupos partidários da luta armada.

Disfarçados de policiais à caça de documentos considerados subversivos, os invasores se espalharam pela mansão. Enquanto alguns subiam ao segundo andar para localizar o cofre, outros imobilizaram moradores e empregados, furaram os pneus dos carros estacionados na garagem e cortaram as linhas telefônicas. A operação durou exatamente 28 minutos. E enriqueceu em US$ 2,4 milhões (cerca de R$ 30 milhões em valores atuais) a VAR-Palmares, organização comunista que tinha entre seus mais ativos militantes a universitária mineira Dilma Rousseff. “A gente achava que o golpe ia ser grande, mas não tinha noção do tamanho”, disse Dilma numa entrevista publicada em 2006.

O cofre de mais de 200 quilos rolou pela escadaria de mármore, foi colocado numa das camionetes e levado até um “aparelho” ─ termo que identifica os endereços onde moravam ou se reuniam os partidários da luta armada ─ em Jacarepaguá. Ali, com o uso de maçaricos, consumou-se o arrombamento do cofre que fora previamente inundado para evitar que o dinheiro se queimasse. As cédulas secaram depois de estendidas em varais e expostas a ventiladores. Eram parte da fortuna do ex-governador de São Paulo. A informação de que estavam sob a guarda da amante foi transmitida à VAR-Palmares por Gustavo Buarque Schiller, um sobrinho de Ana Benchimol que acabara de filiar-se à organização.

Entre os participantes da ação estavam Carlos Minc, deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente do governo Lula, e Carlos Franklin Paixão de Araújo, segundo marido e pai da única filha de Dilma Vana Rousseff Linhares, ou Estela, ou Wanda, ou Marina, ou Maria Lúcia, ou Luiza. Embora tenha ajudado a planejar todos os assaltos do grupo, Dilma não figurou entre os invasores do casarão. Providenciou o armamento, guardou o dinheiro e ajudou a distribuir o produto do roubo.

O assalto foi concebido para evitar a falência financeira da VAR-Palmares, fruto da fusão da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada por Carlos Lamarca, com o Comando de Libertação Nacional (Colina), onde Dilma debutou na luta armada aos 20 anos, a convite do primeiro marido, o jornalista Galeno Magalhães Linhares. “O Colina foi uma das poucas organizações a fazer a pregação explícita do terrorismo”, escreveu o historiador Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo.

O destino dos US$ 2,4 milhões permanece envolto em mistério. Uma das versões mais difundidas garante que vários militantes receberam US$ 800 cada um “para emergências” e cerca de US$ 1 milhão foi consumido na aquisição de armas e carros, no pagamento do aluguel dos aparelhos e na compra de áreas para adestramento de guerrilheiros. O embaixador da Argélia no Brasil, Hafif Keramane, foi contemplado com mais US$ 1 milhão para continuar fazendo a ponta com os militantes exilados. Outros US$ 250 mil foram depositados em contas secretas da Suíça e, posteriormente, divididos entre os remanescentes da VAR-Palmares. No livro “A Ditadura Escancarada”, o jornalista Elio Gaspari informa que o cofre do Adhemar permitiu que parte da cúpula da VAR-Palmares deixasse de vagar por pequenas casas de subúrbio e se instalasse numa chácara em Jacarepaguá, equipada com carro estrangeiro e falso motorista.

A fortuna precipitou a desunião. Três meses depois da mais lucrativa ação desde o início da luta armada, a VAR-Palmares foi rachada ao meio. Carlos Araújo e Dilma se juntaram aos companheiros da Vanguarda Armada Revolucionária (VAR), liderada por Antonio Espinosa. Os militantes fieis a Lamarca ressuscitaram a VPR. Consumada a ruptura, Dilma foi encarregada de encontrar em São Paulo um abrigo seguro para o arsenal da VAR. Nesse tempo, a mulher de Carlos Araújo dividiu um quarto de pensão com Maria Celeste Martins na Avenida Celso Garcia, na Zona Leste. O banheiro era coletivo e as acomodações bastante precárias.

“Eu e a Celeste entramos com um balde”, contou Dilma numa entrevista à revista Piauí de abril de 2009. “Eu me lembro bem do balde porque tinha munição. As armas, nós enrolamos em um cobertor. Levamos tudo para a pensão e colocamos embaixo da cama. Era tanta coisa que a cama ficava alta. Era uma dificuldade para nós duas dormirmos ali. Muito desconfortável”. A ex-ministra continua: “Os fuzis automáticos leves, que tinham sobrado para nós, estavam todos lá. Tinha metralhadora, tinha bomba plástica. Contando isso hoje, parece que nem foi comigo”. Presa no início de 1970 com documentos falsos e armas de fogo, Dilma ficou três anos na cadeia.

A história de outros participantes do roubo foi resgatada pelo Grupo Tortura Nunca Mais: João Domingos da Silva morreu em setembro de 1969, depois de submetido a sucessivas sessões de tortura. Em abril do ano seguinte, quando o carro que dirigia foi cercado pela polícia, Juarez Guimarães de Brito matou-se com um tiro na cabeça. Gustavo Buarque Schiller atirou-se de um edifício em Copacabana em 22 de setembro de 1985.

Ana Capriglione e os herdeiros do governador nunca reivindicaram os milhões furtados. Os descendentes da guardiã da fortuna continuam jurando que o cofre estava vazio.

O Medo do fracasso nas urnas aumenta a criatividades dos fabricantes de mentiras

Dilma Rousseff repete com orgulho que se negou a dizer verdades perigosas mesmo sob tortura, lembrou um texto aqui publicado em agosto de 2009. Ela tinha pouco mais de 20 anos, mas sabia muito, quando foi presa pela polícia da ditadura. Mesmo confrontada pelos inquisidores com copiosas evidências e provas materiais, mesmo submetida a torturas, garantiu que não havia participado de assaltos a banco e outras ações armadas, desmentiu o envolvimento com grupos de extrema-esquerda, escondeu os nomes dos parceiros de vida clandestina, não admitiu sequer que era quem era.

A candidata que Lula inventou gosta de contar que, apesar da sensação de desamparo e insegurança, não deixou escapar qualquer informação que a prejudicasse, ou colocasse em risco os companheiros que lutavam para substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado. Em três anos de cadeia, descobriu que a mentira — mais que justificável, nessas circunstâncias — pode garantir a sobrevivência física. No coração do poder há oito anos, descobriu que a mentira — injustificável em quaisquer circunstâncias — pode ser o preço da sobrevivência política.

A soma das duas descobertas explica por que Dilma Rousseff mente com a naturalidade de quem está ditando uma receita de bolo: ela acha que negar a verdade é o preço que se paga para continuar vivo. Ela não enxerga diferenças entre um palanque e um pau-de-arara, uma entrevista coletiva ou um interrogatório policial. Não vê motivos para remorsos ou constrangimentos. Nunca é visitada por qualquer espécie de conflito íntimo que possa tornar terríveis os 10 minutos que precedem o sono..

Foi assim em 2008, quando alquimistas da Casa Civil, incumbidos de desviar os holofotes que iluminavam a farra dos cartões corporativos no Planalto, produziram um dossiê que transformava o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso no mais perdulário dos casais. Pilhada em flagrante, Dilma rebatizou de “banco de dados” a fábrica de dossiês cafajestes gerenciada por Erenice Guerra. E jurou que não fizera o que fez com a mesma convicção aparente da juventude.

Foi assim quando se descobriu que o currículo era enfeitado por um misterioso doutorado em economia pela Unicamp. A Doutora em Nada garantiu que não sabia de nada, nunca havia lido o que estava no site da Casa Civil e nas introduções de todas as entrevistas concedidas desde 2003. Alegou que algum subordinado fizera aquilo sem consultar a beneficiária da fraude, não identificou o culpado, queixou-se da perseguição da imprensa e pediu ajuda a Lula. O Padroeiro dos Companheiros Delinquentes expediu outro habeas corpus perpétuo e o currículo fraudulento voltou para baixo do tapete.

A coleção de mentiras foi ampliada quando Lina Vieira, demitida da secretaria da Receita Federal por honestidade, contou que fora pressionada no fim de 2009 para “agilizar” a auditoria em curso nas empresas da família Sarney. Como fez de conta que não entendeu a ordem de Dilma para esquecer o caso, Lina perdeu o emprego. Numa entrevista à Folha, informou que foi convocada para o encontro pela onipresente Erenice Guerra, reproduziu o diálogo no gabinete, descreveu a cena do crime, até detalhou as vestes da protetora de Fernando Sarney. “Não fiz esse pedido a ela”, retrucou Dilma. No minuto seguinte, pediu de novo ajuda do Mestre.

Enquanto comparsas cuidavam da queima de arquivos – começando pelas fitas do serviço de segurança que endossavam o que Lina Vieira revelara –, ouviu-se a fala do trono: “Duvido que a Dilma tenha mandado recado ou conversado com alguém a esse respeito. Não faz parte da formação política da Dilma”. Fez, faz e, se o eleitorado permitir, continuará fazendo, comprova a edição de VEJA deste fim de semana, que escancara as dimensões inquietantes do salto no escuro.

Governar é escolher. Dilma escolheu como braço-direito uma Erenice Guerra. Até as maçanetas da Casa Civil sabem que, se reportagens de VEJA não tivessem desbaratado a quadrilha formada por parentes e agregados, a Mãe da Bandalheira seria mantida no cargo e promovida a figura mais poderosa de um governo Dilma Rousseff. Revelado o escândalo, a mulher que não sabe escolher sequer a melhor amiga finge que mal conhece Erenice. Mentiu para sobreviver politicamente.

É o que tem feito para safar-se da enrascada em que se meteu com a exibição de vídeos que a mostram defendendo a descriminalização do aborto. Poderia ter mantido o que disse ou informado que mudara de ideia. Em vez disso, preferiu violentar a verdade e atribuir o que comprovadamente afirmou a uma “campanha caluniosa”. As duas opções anteriores teriam provocado estragos bem menores que a reafirmação de que o Brasil pode ser presidido por uma mulher que mente compulsivamente.

“Quando não se sabe o que fazer, melhor não fazer nada”, aconselhava Dom João VI. Nocauteados pela frustração do primeiro turno, os comandantes da campanha governista resolveram voltar à ação ainda grogues. E mobilizaram uma brancaleônica brigada de voluntários dispostos a provar que Dilma decorou a Ave Maria aos 3 anos de idade, leu o catecismo aos 4 e aos 5, dispensada da confissão por falta de pecados, começou a comungar. O inevitável Frei Betto não poderia ficar fora dessa.

Na Folha deste domingo, depois de contar que conheceu a candidata na cadeia, Frei Betto jura que “ex-aluna de colégio religioso, dirigida por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho”. Bonito, isso. O problema é a fonte. Ultimamente, nas dedicatórias escritas em livros com os quais presenteia amigos especialmente próximos, o ex-frade tem repetido a mesma frase antes da assinatura: “do irmão em Cristo e irmão em Castro”. Quem compara a figura de Jesus Cristo a Fidel Castro não é o melhor fiador da religiosidade de ninguém.

Para apagar o fogo, chamaram um incendiário. Absolvida por Frei Betto, a mais santa das mulheres fica com cara de pecadora irremissível.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pela confiança

Por isso é capaz de aprender: o modelo é confiável

Meu filho votará pela primeira vez. Gostaria de sentir-me feliz pela fase que se inicia. Gostaria de dizer a ele sobre a importância do voto e do valor de cidadania que esse momento representa. Gostaria... Mas não encontro esse sentimento dentro de mim.

Diante das enxurradas de notícias de corrupção e escândalos políticos veiculados pela mídia, não posso disfarçar o sentimento de aversão a toda e qualquer ação política deste nosso Brasil. E, o que é pior: não consigo sentar ao lado do meu filho para analisar a escolha do seu voto. A desconfiança permanente e a decepção constante com a política partidária impedem o exercício concreto do meu dever educativo.

É possível construir uma relação interpessoal calcada em mentira? Absolutamente não. Toda relação que se preze, seja ela profissional, familiar ou sentimental, precisa da confiança plena entre os pares que a constituem. Com o governo isso não é diferente. A população precisa acreditar nas pessoas que lideram o poder.

As propagandas das campanhas políticas nos agridem. O desempenho publicitário, cada vez mais qualificado e criativo, diga-se de passagem, não é capaz de nos convencer. É preciso virar a mesa. Se o desejo do Brasil é mesmo a Democracia, então que se faça valer o voto do eleitor. Primeiro, tornando o voto livre e, segundo, público. A sociedade precisa saber quem vota em quem. Só a transparência poderá gerar responsabilidade, consciência e aprendizado.

Imagine-se recebendo mensalmente em sua casa, durante 4 anos, um documento ratificando sua escolha para Presidente da República, ou Governador? No mínimo você se sentiria no dever de cobrar ações do seu candidato. Sem contar a possível vergonha pela escolha mal feita. E ainda, e melhor, seria o esforço incansável para não mais errar na próxima eleição.

A confiança é um sentimento que colocamos no outro. Confiar no outro é ter uma crença de que ele não vai nos faltar. O filho confia na segurança, proteção e educação que seus pais lhe oferecem. Por isso é capaz de aprender; o modelo é confiável. A metáfora mais favorável à compreensão dessa idéia é a cena de um pai esperando de braços abertos o filho que experimenta os primeiros passos. Isso é confiança: a criança caminha sem medo de cair porque sabe que o pai a espera...

Que metáforas poderiam traduzir a relação do governo brasileiro com seu povo?

Infelizmente as cenas de exploração, desrespeito e bandalheira continuam delineando o perfil dessa relação. E não é de se espantar. Afinal, um país acostumado à exploração só poderia mesmo carregar como herança um mal que insiste em se manter: a corrupção.

E ainda assim não podemos nos derrotar. O país precisa de pessoas sérias, comprometidas, responsáveis e honestas.

Fundada em abril de 2000, a “ONG - Transparência Brasil” desenvolve uma série de projetos, com o objetivo de combater a corrupção. Pessoas que ainda acreditam no Brasil trabalham com competência à frente de programas como “Às Claras”, com foco nas regras eleitorais; “Deu no Jornal”, que oferece um resumo de todas as notícias divulgadas nacionalmente sobre corrupção e “Excelências”, que registra históricos da vida pública de todos os parlamentares federais e estaduais.

Dessa forma, arranco forças do meu sentimento para ajudar o meu filho com o único combustível anticorrupção eficaz: a informação. Aliás, receita essa já praticada pelo dramaturgo alemão Berthold Brecht e que, portanto, o convido para me inspirar no dever de mãe: “Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”

Tags: mercia falcini, política, confiança, corrupção, votação

POR ISSO QUE O BRASIL ESTÁ ASSIM!!!!!

Por Unanimidade!!!
STF extingue processo contra Roriz, mas não decide sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano.

Publicada em 29/09/2010 às 15h03m
Carolina Brígido


RIO - Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivaram nesta quarta-feira a ação movida pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a Lei da Ficha Limpa. Roriz desistiu de sua candidatura após impasse no STF que não definiu se ele poderia continuar candidato ou não. Foi extinto todo o processo, desde o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Assim a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra a qual recorreu, não existe em relação a Roriz. Como foi extinto sem a análise do mérito, é como se o julgamento do STF da semana passada que ficou empatado nunca tivesse ocorrido.

Na votação, quatro ministros - Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski - defenderam que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o registro da candidatura de Roriz, fosse declarada a definitiva. Seis ministros - Ellen Gracie, Dias Toffoli, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso - discordaram e não chancelaram a decisão do TSE.

Na prática, o STF continua sem decidir - e sem declarar concordância ou discordância com o TSE, que havia determinado que a Lei da Ficha Limpa vale para este ano. O STF declarou por unanimidade que a decisão no próximo recurso terá repercussão geral - ou seja, a justiça brasileira terá de seguir o mesmo entendimento.

Assim, os candidatos considerados "ficha suja" vão concorrer sub júdice no domingo. Caso no futuro o STF decida que a lei vale para estas eleições, eles podem não ser diplomados. ( Conheça os principais pontos da Lei da Ficha Limpa )

Na semana passada, o STF começou a julgar se Roriz podia ser candidato e se a Lei da Ficha Limpa vale para as eleições deste ano. Com o empate no julgamento em 5 a 5, houve um impasse. Os ministros ainda tentaram resolver como seria proclamado o resultado, mas não houve consenso. No dia seguinte, porém, Roriz resolveu abandonar a candidatura e lançar a sua mulher, Weslian Roriz (PSC), ao governo do DF.

Agora, o TSE vai analisar o caso de Weslian. Nesta quarta, o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, afirmou que todas as trocas de candidaturas serão examinadas de acordo com a sua legitimidade . Lewandowski disse estranhar tal troca e que é preciso avaliar se ela se deu de uma forma legítima.

Na terça-feira, o procurador-regional eleitoral no DF, Renato Brill, e o procurador-regional substituto, José Osterno Campos de Araújo, assinaram um parecer contrário ao registro da candidatura de Weslian. O parecer ainda será encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). ( Leia mais: Em debate na TV, Weslian se confunde e defende corrupção em participação cheia de tropeços )

"Efeito Tiririca" pode levar candidatos com poucos votos à Câmara

Caso semelhante ocorreu em 2002, quando Enéas Carneiro, então no Prona, teve 1,5 milhão de votos e levou outros cinco candidatos de baixa votação à Câmara Federal

Pesquisas estimam que o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o "Tiririca" (PR-SP), consiga tantos votos – pode ser o escolhido de um milhão de eleitores – não apenas sairá da eleição deste domingo (3) com o título de mais votado do País como levará ao Congresso uma estimativa de quatro candidatos, não importa quão votados eles tenham sido. Por ser a bola da vez, o fenômeno do "puxador de votos" foi batizado com o nome do palhaço e virou "efeito Tiririca".

Mas, outro caso emblemático já havia acontecido em 2002, quando Enéas Carneiro foi eleito deputado federal pelo Prona com 1,5 milhão de votos. Ele levou para o Congresso mais cinco candidatos de sua legenda com votação inexpressiva: Amauri Gasques (com 18.421 votos), Irapuan Teixeira (673), Ildeu Araújo (382), Elimar Máximo Damasceno (284) e Vanderlei Assis (apenas 275). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Isso acontece porque os votos são antes do partido ou da coligação que do candidato. No sistema de eleições proporcionais - para deputado estadual, federal e vereador - não basta que o candidato seja o mais votado. Ele precisa que a legenda atinja o coeficiente eleitoral, número que resulta da divisão dos votos válidos (dados ao candidato mais aqueles à legenda) pelo total de cadeiras na Câmara Municipal, Assembleia Legislativa Estadual ou que o Estado tem direito na Câmara Federal (70, por exemplo, no caso de São Paulo).

"A legislação prestigia o fortalecimento dos partidos, não das candidaturas", explica a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Segundo o órgão, os votos brancos também entravam no cálculo dos válidos. Mas, em 1997, uma lei igualou brancos e nulos, sendo que agora nenhum dos dois entra na conta. Hoje, a única diferença entre eles é como cada um expressa a vontade do eleitor. Os nulos indicam descontentamento e, os brancos, indiferença.

Após a definição do coeficiente eleitoral, será calculado o coeficiente partidário. A conta é feita da seguinte maneira: divide-se o total de votos daquele partido pelo coeficiente eleitoral. O resultado será o número de cadeiras às quais o partido terá direito e que serão divididas entre os candidatos da legenda, de acordo com a hierarquia da votação (os mais votados dentro da legenda ou coligação ficam no topo).

Coligações
No sistema proporcional, "existem sempre partidos que ficam sobrerrepresentados e outros que ficam sub-representados", explica a professora de Ciência Política da UFMG Helcimara de Souza Telles. Legendas com grande número de candidatos são mais votadas e têm, "proporcionalmente, mais cadeiras do que votos, e os (partidos) pequenos acabam tendo, proporcionalmente, menos cadeiras do que votos".

É aí que entram as coligações. Aquele um milhão de votos do Tiririca não irá beneficiar apenas o seu partido, o PR, mas toda a aliança "União para Mudar", composta por PT, PRB, PDT, PTN, PR, PSDC, PRTB, PRP, PCdoB e PTdoB. Helcimara explica que, "quando os partidos se coligam, não são mais tratados como partidos. É contada a coligação. Então o PR e o PT (por exemplo) não são mais figuras jurídicas. É uma loucura isso! Quem é a figura jurídica é a coligação". Ou seja, os partidos coligados passam a ser tratados como uma grande legenda e os votos vão para os candidatos com mais expressão dentro da coalizão, independentemente do partido.

Segundo ela, o coeficiente eleitoral passa a ser calculado com base nos votos da coligação. Digamos que o PT esteja coligado com o PCdoB. Entre dois candidatos, se o comunista for mais votado do que o petista, votos dados ao PT irão beneficiar antes o PCdoB que o PT, ainda que o primeiro não atinja o coeficiente eleitoral individualmente. "Por isso os pequenos partidos sempre se coligam com os grandes."

Questionada se haveria uma distorção, Helcimara afirma que "as coligações ferem o princípio normativo da democracia, que garante que a vontade do eleitor seja respeitada". Uma pessoa pode votar num partido, mas ajudar a eleger o candidato de outro sem ter essa consciência.

"É importante que você tenha no Brasil uma reforma política que discuta e reflita sobre a questão das coligações", defende a professora. Uma alternativa seria a ideia de federação, que obriga os partidos a permanecerem coligados por pelo menos três anos. Isso funcionaria como garantia de que alianças eleitorais reflitam na coalizão governamental. "No Brasil, os partidos se coligam para ganhar votos, mas não necessariamente vão governar", diz.

Eleições proporcionais x majoritárias
O sistema proporcional vale para pleitos em que há mais de uma cadeira em disputa, ou seja, para deputados e vereadores. Ele "pretende, ao contrário das (eleições) majoritárias, representar segmentos e refletir as divisões da sociedade", diz Helcimara.

"Todo Estado funciona como um distrito", diz ela. Cada distrito pode ter no mínimo oito e no máximo 70 cadeiras no Congresso Federal, de modo que os candidatos escolhidos representem a proporção dos eleitores. "Isso permitiria levar para o Congresso os conflitos que existem na sociedade."

Nas majoritárias, o candidato mais votado se elege, independentemente do coeficiente eleitoral, porque há apenas uma cadeira na disputa. É o caso das eleições para presidente e governador. Na briga pelas vagas do Senado (este anos há duas em disputa, em 2014 será apenas uma), a eleição funciona na forma de maioria simples, ou seja, não há segundo turno.

Segundo Helcimara, as eleições majoritárias trabalham com a ideia de equilíbrio, mas não de consenso. Elas "fazem parte de um sistema em que as maiorias são derrotadas". "A ideia da proporcionalidade é pensada em uma democracia de tipo mais consensual. A democracia majoritária trata de derrotar uma parte da população", afirma.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Se ela Ganhar, o Brasileiro merece sofrer.

Se eleita, Weslian Roriz diz que vai seguir os passos do marido

BRASÍLIA - O ex-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSC, Joaquim Roriz, convocou a imprensa esta tarde em sua residência em Brasília para apresentar sua esposa, Weslian Roriz, como a nova cabeça de chapa da coligação Esperança Renovada pelo governo do Distrito Federal.
Em mais de uma hora de discurso, Roriz assumiu a palavra por quase todo o tempo até mesmo no instante em que a nova candidata foi questionada sobre sua candidatura. "Meu marido é que sabe reponder", disse Weslian.

Somente ao fim do longo discurso de Roriz, a esposa do ex-governador deu uma breve declaração sobre o decisão de assumir a candidatura e o empenho a ser colocado caso na administração pública caso seja eleita.

"A proposta soou como uma declaração de amor", disse, ressaltando que não poderia recusar ao considerar o sofrimento do marido no processo de impugnação ao registro de candidatura do ex-governador.

Weslian não quiz entrar em detalhes sobre sua atuação caso venha a se eleger, mas destacou que quer se candidatar para "fazer o mesmo trabalho que o meu marido fez. Tenho coragem e tenho fé", afirmou.

Ao final de sua fala, a nova candidata da coligação Esperança Renovada ressaltou que foi uma das precursoras em trazer do Canadá os primeiros cães-guias para pessoas portadoras de deficiência visual.

No início da coletiva, Roriz fez questão de relatar seus 50 anos de trajetória na política brasileira. Ele disse que chegou a ocupar todos os cargos eletivos, com excessão da Presidência. Por várias vezes, Roriz alegou ter sido vítima de adversários políticos ao longo de sua trajetória política.

"Eu vejo hoje uma orquestração inteligente e muito bem montada para mudar o então regime democrático para o socialismo", afimrou Roriz ao se referir ao processo de impugnação.

Roriz aproveitou a situação para mencionar o resultado da votação da Lei do Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem. "Minha ficha é limpa e minha consciência é mais limpa do que a dos que me acusam sem provas. Ela é até mesmo mais limpa do que a de alguns juízes que me julgaram apenas com base em sofismas, muito mais apegados às luzes dos holofotes do que ao espírito das leis."

Nos nove dias que restam para o primeiro turno das eleições, Roriz disse que irá apresentar a nova candidata da coligação para cada cidade do Distrito Federal.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dá pra acreditar?

É isso que eles querem dizer no horário politico, mas não são tão sinceros assim.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Jovens usam a Internet para retomar a mobilização política

Publicado: Quinta-feira, 16 de setembro de 2010 por Leandro Sarubo
Movimentação é a mais sólida desde a dos "Caras Pintadas".

Líber

Fundação do Diretório do Libertários em Minas Gerais

Por Leandro Sarubo

1992 foi um ano emblemático para a democracia brasileira.

Fernando Collor de Melo, “caçador de marajás” das eleições de 1989, que já enfrentara impopularidade pela genial ideia de confiscar poupanças, estava encurralado desde a bombástica entrevista de seu irmão, Pedro, às páginas amarelas de Veja.

O depoimento, que tornou público o esquema de corrupção engendrado pelo ex-mandatário do país e seu braço direito, o empresário PC Farias, deu disposição, no dia 16 de agosto daquele ano, ao maior movimento popular observado desde as Diretas Já.

Na data em que Collor pediu para o povo vestir amarelo e ficar ao seu lado, os jovens foram às ruas com as caras pintadas e camisas pretas pedir sua saída do poder, em luto contra a corrupção, entrando na história da vida política do país – entre o chamado “Domingo Negro” e a saída do então presidente foram menos de 50 dias. Basicamente o tempo de duração do ativismo entre os jovens.

O melhor indicador da guinada da "Geração Jeans e Shopping", nomenclatura com a qual professores identificam os alunos mais alienados, foi o livro “A Cabeça do Brasileiro”. Publicação baseada no levantamento do sociólogo Alberto Carlos Almeida a respeito de temas ligados a conceitos e comportamentos, a obra assinalou, a partir de um questionário do IBGE, a rápida mudança de metas dos jovens.

Aplicada em 2002, a pesquisa apontou que 74% dos jovens fazem uso do “jeitinho brasileiro” e 56% consideram correto o uso deste expediente. Números elevados para um tópico que tem relação com corrupção apenas dez anos depois do impeachment e que explicam um pouco da ausência de caras pintadas contra o mensalão, o “jeitinho” do PT para tomar conta do Congresso.

As Redes Sociais e a conscientização

Nos dois últimos anos, com o aquecimento das redes sociais e o surgimento de organizações com foco no debate público, o quadro deu mostras de mudança. Atingindo mais influência que a UNE, hoje declaradamente partidária, as ferramentas da web não são capazes de imprimir dezenas de pautas na sociedade, mas já encontram sustentação suficiente para, por exemplo, dar o start em partidos políticos.

Um exemplo conhecido é o Libertários, também conhecido como Líber, que tem em seu DNA o Orkut. Atualmente, 150 pessoas são associadas ao partido, que tem seus quadros concentrados na faixa dos 18 aos 24 anos.

Presidido por Juliano Torres, 22, o partido tem um programa já moldado, disponível aqui, e tem seu trabalho concentrado atualmente na criação de novos diretórios, grupos que serão fundamentais para o partido conseguir as 500 mil assinaturas que o oficializará no espectro político nacional.

A expectativa inicial do Líber, que defende a extinção do Banco Central e a diminuição da influência do Estado (saiba mais na entrevista com Juliano Torres), era a de lançar candidatos já em 2012. A estratégia, no entanto, foi alterada. “Inicialmente estamos focando em divulgar a idéia para termos mais filiados, e forma diretórios em muitas cidades. Com essa organização pronta, poderemos em poucos meses coletar todas as assinaturas necessárias.”

Ituanos politizados: o Instituto Tellus

Outro exemplo do novo modelo de mobilização dos jovens, muito mais forte que uma apariçãozinha nos Trending Topics, tem participação de um ituano: o jovem José Emygdio Neto, vice-presidente do Instituto Tellus.

Criado por quatro alunos da FGV, o Tellus é uma ONG sem ligação partidária que busca soluções para reinventar o conceito de governo, através de um Estado mais transparente. “Vemos Governo como oportunidade, e não somente como problema”, resume Neto.

Um dos grandes projetos do Tellus foi o “10 Perguntas”, realizado em conjunto com o ABC*Fellows e apoiado por alguns dos maiores veículos de comunicação do Brasil.

A ação, focada nos jovens, convocava os internautas a interferirem na agenda política dos presidenciáveis, enviando perguntas sobre metas e ações governamentais.

No próprio site do projeto as perguntas foram mediadas pelos próprios visitantes, que selecionaram aquelas com que se identificavam. Ao todo, 120 mil votos foram computados para gerar a seleção final. A interatividade é coroada com a liberdade dos participantes definirem se a pergunta foi efetivamente respondida – o que não se vê em debates tradicionais, engessados pelas regras estipuladas pelos coordenadores de campanha.

“É inovador porque confia nas pessoas e em sua capacidade de tomar decisões. Quando oferecemos um propósito claro e um ambiente propício, o melhor das pessoas aparece. O projeto foi bem aceito porque as pessoas se sentiram em casa", afirmou o ituano, que acredita na existência de uma mobilização em Itu, algo que “o senso comum não considera como mobilização política”.

A divisão jovem do Instituto Millenium

O ingresso de jovens na agenda política é uma realidade não apenas de novos grupos, mas também de institutos de grande visibilidade. O Instituto Millenium, órgão que defende a Democracia, a Economia de Mercado, o Estado de Direito e as Liberdades Individuais, conta com uma divisão exclusiva para os jovens - o Millenium Jovem.

"O grupo Millenium Jovem é uma forma de, desde cedo, envolver as pessoas no debate de idéias, de valores e de princípios para melhorarem o Brasil. Poucos espaços oferecem uma oportunidade de discussão de idéias nesse sentido. Atualmente, o debate público ficou muito superficial, sendo totalmente baseado em rótulos e chavões, sem que haja uma efetiva análise das consequencias práticas e dos resultados empíricos de determinadas ações.", afirmou Paulo Uebel, diretor do Instituto.

Considerando os protestos de José Dirceu sobre o excesso de liberdade de imprensa no Brasil, não poderia existir hora melhor para a juventude despertar.

Tags: internet, mobilização, instituto millenium, democracia, une, caras pinbtadas, collor, lula, esquerda, direita, tellus, fgv, 10 perguntas, serra, dilma, marina, eleições 2010, propriedade privada, política.


Alguém que agride mulheres, esconde patrimônio e falta ao trabalho pode representar você no Senado?

O sistema político brasileiro é uma palhaçada! Tiririca está para não deixar mentir. O voto proporcional, a força da TV e a falta de crença nos políticos fazem com que os eleitores escolham indivíduos como Netinho de Paula. Devemos lembrar, que como vereador ele foi o mais ausente na Câmara, que já agrediu a mulher, deixou seus companheiros de grupo em situação difícil, escondeu seu patrimônio para não pagar impostos e tentou comprar votos.

A força das coligações
Impulsionado pela popularidade de Lula, pela boa colocação de Dilma nas pesquisas e pela notoriedade que construiu com um programa assistencialista na TV, Netinho de Paula pode chegar ao Senado e ser um dos 81 que decidirão os rumos do país.

A falta de punição dos partidos
Os partidos políticos funcionam como balcão de negócios. Vale a teoria do “o que vou ganhar”. Os integrantes dos partidos não fazem nada por ideologia, miram apenas as recompensas financeiras. Por isso quanto mais poder o partido tem, mais vale o seu “produto”.
O Partido da República (PR) deu legenda e espaço de TV ao palhaço Tiririca. Se ele obtiver muitos votos indivíduos como o mensaleiro Waldemar de Costa.
O raciocínio é simples. Se uma empresa contrata alguém que lhe represente perante ao público e ele comete um deslize, automaticamente a corporação sofre prejuízos e punições. Na política acontece diferente. Se Tiririca for eleito e nada fizer a reputação do PR permanece a mesma e na próxima eleição eles escolhem outro palhaço para puxar votos.

Tiririca e Netinho são a prova de que a política brasileira é a palhaçada do vale tudo



Veja mais:
Candidatos ao Senado investem em campanha online e criam sites oficiais de campanha

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Marina Silva afirma que 'quase 5% do PIB é drenado em corrupção'

Marina Silva afirma que 'quase 5% do PIB é drenado em corrupção'
Redação SRZD Eleições 2010 20/09/2010 09h24

Marina Silva (PV), candidata à presidência da república, foi sabatinada segunda de manhã pelos jornalistas Míriam Leitão, Renata Vasconcellos e Renato Machado no jornal "Bom Dia Brasil" da "Rede Globo". Entre os assuntos abordados estavam pré-sal, Belo Monte, educação. Além disso, Marina pautou a falta de discussão das propostas de governo, que dão lugar ao embate político. Em suas respostas, a candidata do partido verde falou bastante dos desvios de dinheiro público, e chegou a citar os escândalos atuais da Casa Civil, Correios e do governador preso no Amapá

Ao ser questionada sobre as ressalvas que faz sobre a economia de carbono, Marina respondeu que "petróleo é mal necessário". Se eleita, Marina daria continuidade à exploração da camada Pré-Sal, com o diferencial do investimento em tecnologias para evitar acidentes ecológicos como o que aconteceu no Golfo do México este ano. Ela abriria espaço para que a iniciativa privada - se interessada - investigasse o procedimento, pregando transparência para evitar grandes sustos.

No quesito ecologia, ela foi questionada sobre sempre citar o risco de apagão no país, como o que aconteceu no ano de 2009, mas, apesar disso, ser contra a construção de Belo Monte. Ela respondeu dizendo que a construção da usina se dará por falta de planejamento e comparou o conjunto de providências tomadas separadamente ao PAC, dizendo que o Programa de Aceleração do Crescimento não é um programa, mas uma junção de obras. Lembrou as demissões dos principais responsáveis pelo processo de liberação de obras da hidrelétrica no Pará, e das 42 condicionantes para a execução do projeto, que exige acompanhamento em diversas áreas de impacto, não só ambiental.

Marina já tinha antecipado o assunto ao responder uma pergunta sobre como conseguir recursos para educação, lembrando que um empréstimo concedido de 18 milhões terá de ser feito para a viabilização da construção de Belo Monte, e falou do combate ao "apagão social".

Em seu programa ela sugere um programa de educação em tempo integral, que pressupõe aumento nas escolas, bibliotecas, alimentação para as crianças. Quando questionada sobre verba para esses projetos, que seriam caros para o estado, ela respondeu que quando se refere à educação integral, não é necessariamente a escola em tempo integral, que não recorreria ao pensamento tradicional do ensino em sala de aula. Visitas a museus, práticas comunitárias, fora da escola, seriam atividades programáticas na vida das crianças. O investimento em educação em seu projeto seria que o investimento nessa área cresça de 5% para 7%. Ao ser questionada sobre o aumento considerado alto pelos jornalistas, ela citou o caso Pedro Paulo, governador do Amapá, preso por desvio de verbas. "Quase 5% do PIB é drenado em corrupção", afirmou.

Sobre Dilma Rousseff afirmar que participou do combate ao desmatamento na Amazônia, a candidata do PV disse que o governo cuidava da parta política e que a participação ativa era realizada por ela própria.

Quando perguntada sobre as taxas verdes, Marina disse que eles farão parte dos impostos tradicionais, mas funcionarão como uma espécie de multa para as emissões poluentes- como por exemplo as de CO².

A ecologista falou sobre os trabalhadores brasileiros economicamente ativos que ainda exercem suas atividades informalmente; sobre as constituintes propostas por ela não se tratarem de atitudes autoritárias que ferem as cláusulas pétreas da constituição; reforma política, protelada por interesses políticos, ocasionando o desequilibro da democracia e sobre a "visão estratégica" dos presidentes Lula e Fernando Henrique.

Em suas considerações finais, Marina se propôs a debater o Brasil - educação, segurança pública, instituições. Pediu apoio para combater o retrocesso político da corrupção.

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